Relacult – Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e Sociedade Revista Latinoamericana de Estudios en Cultura y Sociedad


RELACult – Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e Sociedade



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RELACult – Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e Sociedade 

Revista Latinoamericana de Estudios en Cultura y Sociedad | Latin American Journal of Studies in Culture and Society 

V. 06, ed.especial, mar., 2020, artigo nº 1742 |  

claec.org/relacult

  | e-ISSN: 2525-7870 

Figura 2 - Óstraco representando uma bailarina egípcia em posição acrobática, datando de cerca de 1292-1070 A.C. 

Disponível em: https://historiaprimeiroanoalasallesp.wordpress.com/2015/04/22/a-musica-o-canto-e-a-danca/. 

Acessado em 18/12/2019. 

 

 



Desde que, no Egito Antigo, ser uma bailarina já era uma profissão, muitas escolhiam 

realizar movimentos difíceis e vigorosos que exigiam muita flexibilidade e treinamento, não 

sendo  todos  possíveis  de  executar  (LEXOVÁ,  2000,  p.  22).  Em  uma  descrição  dos 

movimentos de dança das bailarinas egípcias, podemos identificar a natureza acrobática com 

uma execução de uma ponte em duplas:  

 

Duas meninas de aproximadamente mesma altura e força adotam uma posição uma 



atrás  da  outra  com  as  pernas abertas.  A  primeira  arqueia  o  corpo  quase  na  ponte e 

abraça a parceira na cintura, a outra garota se inclina seu corpo e agarra a primeira 

também  em  torno  de  sua  cintura.  Então  a  segunda  levanta  a  primeira  que  está  de 

cabeça  para  baixo  e  passa  as  pernas  para  ambos  os  lados  da  cabeça  da  parceira 

flexionando-as. A segunda garota se arqueia para fazer uma extensão tal que os pés 

da primeira tocam o chão e novamente a posição inicial é adotada, de maneira que 

os lugares e posições de ambas as meninas são trocados. Com treinamento suficiente 

elas  podiam  alcançar  um  domínio  de  tal  forma  que  podiam  executar  uma  série 

completa de cada movimento em um ritmo exato. (Ibidem, p. 23-24) 

 

As danças acrobáticas aparecem em um contexto social de celebração de festividades 



reais, religiosas e privadas, onde “os saltos repetidos deviam ir se acentuando e acelerando-se 

(...) com o objetivo de destruir momentaneamente a individualidade e produzir um estado de 

exaltação  extática  permitindo  que  a  divindade  incorporasse  nele”  (CHEVALIER  e 

GHEERBRANT, op. cit., p. 47). Em  um  relato de um  jovem de Siracusa que, no século  IV 

a.C fora convidado em  Memphis por um rico egípcio para um banquete, descreve as danças 

com as quais o anfitrião entretinha seus convidados



 

De  repente,  desapareceram  e  tomaram  seu  lugar  no  primeiro  plano  um  grupo  de 

dançarinos que saltou em todas as direções para voltar a se juntar e pular em cima 

um  do  outro  com  destreza  incrível,  montando  em  seus  ombros  e  na  cabeça, 

formando pirâmides, que atingiam o teto da sala, então eles desciam rapidamente um 

atrás de outro executando novos e admiráveis saltos mortais. (LEXOVÁ, op. cit., p. 

23). 

 




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