Redalyc. Redescobrindo a Ginástica Acrobática



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Fernanda Merida, et al.

-

nsaios

, Porto Alegre, v. 14, n. 02, p. 155-180, maio/agosto de 2008.

Em seguida, passaram a existir os Movimentos Ginásticos: o

do Centro, o do Norte e o do Oeste, que promoveram alterações nos

métodos desenvolvidos pelas Escolas Ginásticas, perdurando até

1939, como afirmam os mesmos autores. A partir daí, iniciou-se um

período de influências recíprocas e universalização dos sistemas

ginásticos.

É em 1939 que a acrobacia dá lugar a uma modalidade espor-

tiva que começa a ser moldada a partir  do campeonato de “mano a

mano”, tido como o precursor do Acrosport (POZZO; STUDENY,

1987).

Já na década de 50, ginastas, bailarinos e artistas de circo da



Polônia, Bulgária e da antiga União Soviética organizaram turnês

de shows itinerantes com práticas ginásticas que também influen-

ciaram o Acrosport (BROZAS; NOWOTYNSKY, 2002).

O primeiro campeonato mundial foi realizado em 1974, em

Moscou, e desde então, ela faz parte do programa dos Campeonatos

Mundiais, mas ainda não está inserida no programa dos Jogos

Olímpicos.

Conforme Souza (1997b), o corpo administrativo internacional,

Federação Internacional de Esportes Acrobáticos (IFSA) foi fundado

em 1973, mas em 1998 foi fundido com a Federação Internacional

de Ginástica (FIG), como apresentado anteriormente.

Atualmente, diversas formas de ginástica compõem o universo

ginástico, dentre elas as ginásticas competitivas, e dentre as quais se

encontra a Ginástica Acrobática que, como modalidade esportiva

competitiva é relativamente jovem.

3.2 Provas e funções específicas dos ginastas

De acordo com o código de pontuação da Ginástica Acrobática

2005-2008, da FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE GINÁSTICA,

a Ginástica Acrobática é praticada por pares masculinos, femininos

ou mistos, por grupos femininos (composto por três ginastas), ou

seja, trios femininos, como são chamados no Brasil e por grupos

masculinos (composto por quatro ginastas), isto é, quartetos mas-

culinos na nomenclatura nacional.



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Redescobrindo a ginástica acrobática

, Porto Alegre, v. 14, n. 02, p. 155-180, maio/agosto de 2008.

No entanto, vale ressaltar que, fora do âmbito competitivo, os

grupos destas provas não precisam ser obedecidos. Desta forma, as

pirâmides humanas podem ser formadas por um número qualquer

de atletas, o que amplia o repertório de criação e as possibilidades

de execução das mesmas (MERIDA, 2004).

As pirâmides humanas são formadas por ginastas que recebem

um nome de acordo com as funções específicas que executam. O

base é o ginasta que suporta e projeta seus companheiros. O inter-

mediário é o ginasta que ajuda a suportar e projetar ou que executa

posições intermediárias. O volante ou top é o ginasta que é suportado

e projetado pelos demais e freqüentemente está no topo das pirâmides.

Cada pirâmide pode conter um ou mais ginastas de cada função, de

acordo com o número de participantes e com o desenho que pretendem

formar no espaço.

Estas funções desempenhadas pelos ginastas são definidas de

acordo com a sua estrutura e capacidades físicas, prioritariamente,

além do fator idade, que também pode interferir na escolha da função

específica.  Nas competições oficiais, existem regras que relacionam

a altura e a idade dos ginastas para definir as funções específicas e

categorias de cada um

2

.



Devem-se aliar ao máximo, estas questões biológicas às neces-

sidades e expectativas dos ginastas com relação à escolha das funções

e dos parceiros.

A este respeito, Criley (1982), em seus comentários sobre o

livro Esportes Acrobáticos de Jill Coulton (1981), afirma que os

exercícios de GACRO envolvem interação e requerem confiança

mútua e cooperação, mas o estresse também pode se mostrar pre-

sente neste cenário. Desta forma, a escolha do parceiro não deve se

basear somente nos aspectos físicos, mas também na personalidade.

Quanto às características das funções anteriormente explanadas,

a literatura sugere que “os bases” são geralmente os ginastas mais

velhos, pesados e fortes e devem possuir a capacidade de ajustar o

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 De acordo com o CÓDIGO DE PONTUAÇÃO DE DESPORTOS ACROBÁTICOS (FIG, 2002),



a pessoa mais baixa do par/grupo não pode ser mais baixa que o ponto supra-esternal do seu

parceiro (par) ou do parceiro mais próximo do seu tamanho (grupos).



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