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IDENTIFICAÇÃO DE ANTICORPOS IRREGULARES



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IDENTIFICAÇÃO DE ANTICORPOS IRREGULARES


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Quando se identifica a especificidade de um anticorpo, é essencial 



verificar que não existam outros anticorpos clinicamente significativos 

associados.  Nestes  casos,  pode  ser  necessária  a  utilização  de 

suspensões  eritrocitárias  adicionais  ou  outros  painéis  para  a 

identificação de misturas complexas de anticorpos.

Os  resultados  obtidos  na  identificação  de  anticorpos  devem  ser 

concordantes com as hipóteses colocadas na PAI.

Deve  incluir-se  um  auto-controlo  em  todos  os  estudos  de 

identificação. 

A identificação de anticorpos só está completa após a fenotipagem dos 

eritrocitos do doente ou do dador para o antigénio correspondente 

ao anticorpo identificado. Se o teste for positivo, isto é, se o doente/

dador  possuir  nos  seus  eritrocitos  o  antigénio  correspondente  ao 

anticorpo  identificado,  tratar-se-á,  provavelmente,  de  um  auto-

anticorpo, desde que o doente não tenha sido transfundido nos 90 

dias anteriores ao estudo. Se o teste for negativo, isto é, se o doente/

dador não possuir nos seus eritrocitos o antigénio correspondente 

ao  anticorpo  identificado,  tratar-se-á  provavelmente  de  um  alo-

anticorpo.

É essencial a utilização de controlos na fenotipagem: Um controlo 

negativo sem o antigénio em questão e um controlo positivo com o 

antigénio em questão, sempre que possível em heterozigotia.

A fenotipagem de doentes transfundidos nos 90 dias anteriores ao 

estudo pode ser dificultada pela presença de eritrocitos transfundidos 

ainda em circulação.  



Dadores

Quando  um  ou  mais  anticorpos  com  significado  clínico  forem 

identificados no soro/plasma de um dador, apenas deverão utilizar-se 

para transfusão os concentrados eritrocitários.

O  dador  deve  ser  informado  e,  preferencialmente,  dever-lhe-á  ser 

entregue  um  documento  com  informação  acerca  do  anticorpo 

identificado.

Doentes

Se  no  processo  transfusional  de  um  doente  existir  informação 

comprovativa  da  existência  prévia  de  anticorpos  irregulares, 

dever-se-á  transfundir  o  doente  com  unidades  sem  os  antigénios 

correspondentes,  mesmo  que  no  momento  actual  a  pesquisa  e  a 

identificação de anticorpos seja negativa. 

Nos  doentes  com  registo  de  produção  de  anticorpos  irregulares 

deve proceder-se a nova identificação a fim de pesquisar a existência 

de  novos  anticorpos,  se  entretanto  tiver  ocorrido  algum  episódio 

transfusional.

Em caso de dúvidas na identificação de anticorpos, deve recorrer-se 

a um Laboratório de Referência.




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As  provas  de  compatibilidade  fazem  parte  dos  testes  pré-



transfusionais. Constituem um procedimento que tem por objectivo 

verificar  in  vitro  a  compatibilidade  eritrocitária  entre  o  dador  e  o 

receptor. 

Através  das  provas  de  compatibilidade  deve  ser  possível  detectar 

incompatibilidades  causadas  por  anticorpos  clinicamente 

significativos,  em  especial  do  sistema  ABO,  pela  gravidade  das 

reacções transfusionais que provocam.

As  provas  de  compatibilidade  são  executadas  em  meio  de 

antiglobulina humana (AGH), entre o soro/plasma do doente e os 

eritrocitos do dador. 

Este teste pode ser substituído por um teste de compatibilidade de 

centrifugação imediata ou apenas por compatibilidade electrónica, se 

se utilizar um sistema informático validado, mas apenas na ausência 

de anticorpos clinicamente significativos na pesquisa de anticorpos 

irregulares. 

Deve efectuar-se sempre a confirmação do fenotipo ABO/Rh D de 

todas as unidades de concentrados eritrocitários (CE) a transfundir.




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