Raul seixas e a performance de resistência em ‘’krig-há, bandolo!’’



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5 CONSIDERACÕES FINAIS

O artigo buscou demonstrar a análise de três músicas relevantes, da perspectiva da resistência política e social, preservando ao máximo toda complexidade existente na música, isto é, tentou-se aliar sempre a letra, o campo musical e instrumental, além de outros elementos, como clipes oficiais e detalhes do encarte do disco.

Conseguimos entender como o contexto de criação foi importante na concepção do disco, como por exemplo, a junção de vários estilos musicais em uma só canção, a letra com intertextualidade literária e musical, os diálogos que estão presentes e até a forma da poesia.

A década de 1960 é fundamental para entender o processo cultural no Brasil na década seguinte, como está presente em Raul Seixas, seu lado musical e produtor sendo formado naquela década juntamente ao processo de ruptura política, a partir de um golpe civil-militar (NAPOLITANO, 2017, p.9). É possível verificar como o contexto político interno e externo tem impacto na vida do cantor e de todos outros brasileiros (alguns de maneira mais violenta). Observamos como o disco leva uma ideia, com a gibi-manifesto e sua estreia, de resistência de forma ainda não vista no cenário brasileiro. A primeira música conduzindo seu trabalho pela concepção de ‘’tormento’’ ou irritação, a mosca sendo cada música presente no álbum – como se cada vez tocada fosse o som da mosca ou som que incômoda. A segunda como forma jocosa em meio tanta barbárie, de tratar a ditadura militar e o futuro do país. A última a representar uma semente plantada, para os ouvintes colherem, com o fruto do conhecimento, já que para o artista se tratava de desiludir as pessoas de algo que até então era restrito ao particular.

As três músicas entregam ao ouvinte uma performance artística politizada e crítica não somente do momento político e social brasileiro, mas em âmbito mundial, já que o regime militar somente potencializou a criticidade do artista. Raul tinha ideais que perpassavam o recorte espacial brasileiro. Suas concepções, anarquistas, visavam um modelo social diferente em todo o globo terrestre – presente em várias músicas e declarações. Mais ligado a subversão de valores e a contestação da situação existente no mundo, o que coadunava com contracultura.




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