Radioterapia



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Nuclídeo
Energia méd.
(MeV)*
Energia máx 
(MeV)*
T
1/2
HVL 
(mm)
TVL 
(mm)
Gamão (
(μGy.m
2
/h.GBq)
60
Co
1,25
1,33
5,27 A
12
40
309
137
Cs
0,66
0,66
30,08 A
6,5
21
78
192
Ir
0,37
0,61
73,83 D
6,0
20
113
125
I
0,04
0,04
59,41 D
0,03
0,1
33
198
Au
0,42
1,09
2,69 D
3,3
11
195
*energia da radiação gama das fontes


Braquiterapia e seus aspectos físicos – Fontes radioativas
93
Fonte Aplicação
60
Co
E utilizado em aplicadores oftalmológicos, com agulhas ou tubos, e em
tratamentos HDR ginecológicos, na forma de grânulos.
137
Cs
Comercialmente, e apresentada da forma de tubos para aplicadores
ginecológicos, e sementes para implantes.
192
Ir
E normalmente utilizado em forma de fio podendo ser cortado do
tamanho necessário para ser ajustado ao tumor. Uma forma alternativa
do Ir-192 são as sementes colocadas em fitas de nylon. O Ir-192 e usado
em implantes mamários (forma de fios) e em vários tratamentos HDR
intracavitários e intersticiais.
125
I
Empregado no implante permanente na próstata. A baixa energia dos
fótons do I-125 permite que o paciente se mova durante o tratamento,
podendo ter uma vida normal fora do hospital.
198
Au
Utilizado na forma de grãos cilíndricos ou sementes, como implantes
permanentes (próstata) e pode ser utilizado em pequenas áreas, como a
língua, onde implantes com agulha podem ser bastante desconfortáveis.


Braquiterapia e seus aspectos físicos – Aplicações Clínicas
94


Braquiterapia e seus aspectos físicos – Carregamento das fontes

Os tratamentos de braquiterapia têm grande impacto na proteção radiológica dos
trabalhadores, uma vez que as fontes radioativas devem ser manuseadas com
segurança. Portanto, na proteção radiológica do pessoal, a maneira como os
aplicadores são carregados é determinante.

Os tratamentos ou implantes de braquiterapia são realizados em uma sala
equipada com os instrumentos cirúrgicos necessários e que devem ter proteção
adequada para os radioisótopos e suas atividades.

Tipos de carregamento (aplicação) das fonte:

Manual

Pós-carregamento (
afterloading
) manual

Pós-carregamento (
afterloading
) automático
95
Martin , 2016


Braquiterapia e seus aspectos físicos – Carregamento das fontes

Tipos de carregamento (aplicação) das fonte:

Manual - O sistema de carregamento manual consiste em inserir manualmente as fontes radioativas
na área de tratamento, utilizando apenas elementos de proteção radiológica para minimizar a
exposição do pessoal. O uso de luvas com chumbo e telas de proteção com vidro com chumbo é
típico. Dadas as implicações da proteção radiológica, o carregamento manual está sendo
abandonado e substituído por sistemas de pós-carregamento.

Pós-carregamento (
afterloading
) manual - Neste procedimento, o aplicador é previamente colocado
na área de tratamento. Como não há fontes radioativas, não há irradiação para a equipe, podendo
ser usada o tempo necessário para uma intervenção adequada. Este modo de carregamento é
utilizado apenas em tratamentos com LDR, uma vez que com taxas de dose absorvidas mais altas, a
dose efetiva recebida pela equipe pode exceder o limite legal.

Pós-carregamento (
afterloading
) automático - São aqueles que permitem o carregamento
automático dos aplicadores, sem a necessidade de pessoal estar presente na sala de tratamento.
O equipamento de pós-carregamento, como o mostrado na figura no slide a seguir, representou um
avanço na proteção radiológica do pessoal.
96
Martin , 2016


Braquiterapia e seus aspectos físicos – Carregamento das fontes

O equipamento de tratamento de pós-carregamento
automático é constituído por um sistema de
posicionamento automático das fontes que consiste
nos seguintes elementos:

Uma
blindagem
, no qual a fonte permanecerá quando
o tratamento não estiver sendo feito.

Um
mecanismo que transporta a fonte
da blindagem
para o aplicador localizado no paciente, conectando-
se diretamente ou através de um tubo de
transferência.

Um
sistema que mantém a fonte em cada posição
do
interior do aplicador durante o tempo pré-definido
através de cálculos feitos pelo Serviço de física
médica.

Mecanismos de segurança
que permitem que a fonte
seja retraída para sua posição de segurança em caso
de emergência.
97
Martin , 2016


Braquiterapia e seus aspectos físicos – Estudo de Caso

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. Se diagnosticado e tratado
oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.

No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito
provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados.

A braquiterapia é uma alternativa à irradiação externa de toda a mama, pois
permite que a radiação seja aplicada dentro da mama, no local da
lumpectomia
.
Essa técnica assegura que a maior dose de radiação será dada justamente onde
ela é mais necessária, ao mesmo tempo em que a radiação que atinge as estruturas
vizinhas sadias, como arcos costais, pulmão, coração e o tecido sadio da mama é
bastante reduzida.

Lumpectomia é a remoção cirúrgica de uma pequena parte da mama, feita geralmente durante o
tratamento de um tumor maligno da mama.
98


Braquiterapia e seus aspectos físicos – Estudo de Caso
99


Braquiterapia e seus aspectos físicos – Estudo de Caso

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. Sua
taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em
comparação aos países em desenvolvimento.

Estima-se que um em cada dez homens vai desenvolver câncer de próstata em
alguma fase de sua vida.

O tumor se inicia na maioria das vezes na zona periférica, para depois crescer e
invadir as demais áreas da próstata. Pode permanecer confinado à glândula, mas
também pode se expandir, afetando as regiões vizinhas ou, em casos avançados,
alcançar partes mais distantes, a exemplo dos gânglios (do sistema linfático) e dos
ossos. São as conhecidas "metástases".
100


Braquiterapia e seus aspectos físicos – Estudo de Caso
101


Braquiterapia e seus aspectos físicos

Links de vídeo sobre braquiterapia

https://www.youtube.com/watch?v=cpv-wu_rseg

https://www.youtube.com/watch?v=myxl4HeCcN4

https://www.youtube.com/watch?v=Ii-rgH6SAp4

https://www.youtube.com/watch?v=fDLQf4F9GBI

https://www.youtube.com/watch?v=Dse1V7qDpoM

https://www.youtube.com/watch?v=s6TxdF-NW1s

https://www.youtube.com/watch?v=iusnn76nnvU
102


Braquiterapia e seus aspectos físicos – Proteção Radiológica

Em todas as atividades envolvendo o uso de fonte de radiação ou material
radioativo é indispensável o conhecimento dos requisitos básicos de proteção
radiológica (justificação, limitação de dose e otimização) bem como os conceitos
necessários para que as doses ocupacionais e de indivíduos do público, obedeçam
os limites estabelecidos na legislação em vigor e as ações de otimização de dose
definidas no plano de radioproteção da instalação radioativa.

Observar a legislação geral e específica de proteção radiológica vigente é
absolutamente necessária, bem como possuir a capacitação e treinamentos
adequados para pratica-las.

No próximo slide são referenciadas as normas CNEN que devem ser obedecidas
para a prática de radioterapia e braquiterapia.
103


Braquiterapia e seus aspectos físicos – Proteção Radiológica

Normas CNEN:

NN 3.01- Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica

NN 3.02 – Serviços de Radioproteção

NN 6.02 – Licenciamento de Instalações Radioativas

NN 6.10 – Requisitos de Segurança e Proteção Radiológica para Serviços de
Radioterapia

tem por objetivo estabelecer os requisitos necessários à segurança e proteção radiológica, relativos ao uso
de fontes de radiação constituídas por materiais ou equipamentos capazes de emitir radiação ionizante,
para fins terapêuticos. Ela se aplicam às exposições ocupacionais e exposições médicas, conforme
definidas na Norma CNEN NN 3.01 Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica, em instalações radiativas
onde se praticam teleterapia e braquiterapia, chamadas nesta Norma de “Serviços de Radioterapia”.

NN 7.01 – Certificação da Qualidade de Supervisores de Proteção Radiológica
104


Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT

A técnica de irradiação denominada de
feixe de intensidade modulada (
I.M.R.T.-
Intensity Modulated Radiation Therapy
),
consiste em moldar o feixe de radiação
das composições de campos de um
acelerador de tal forma a irradiar o tumor
exatamente na sua forma, ou muito
próximo a isso.

Para
tal
utilizam-se
colimadores
dinâmicos, que durante o movimento e
liberação do feixe de radiação vão
abrindo
e
fechando
conforme
a
necessidade de intensidade de radiação.
105


Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - IMRT
IMRT
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Avanços tecnológicos na radioterapia - Protonterapia

O próton é 2000 vezes mais pesado que o elétron,
permitindo que o feixe não tenha muitos desvios,
depositando sua energia de forma mais localizada.

A maior parte da sua energia é depositada nos últimos
milímetros da sua trajetória antes de parar. Este
fenômeno é conhecido como o “pico de Bragg” e
demonstra que um tratamento radioterápico utilizando
feixes de prótons, pode ser muito mais preciso no que diz
respeito aos efeitos colaterais no tecido saudável.

Entretanto, o tratamento com prótons gera nêutrons
secundários, e os mesmos tem uma deposição de
energia no paciente, ainda que pequena. Essa é uma
desvantagem da terapia com prótons.
Fonte: Ferreira et al, 2016
126


Avanços tecnológicos na radioterapia - Protonterapia

A figura apresenta as distribuições de dose para o
feixe de prótons e de elétrons.

O feixe de prótons apresenta uma dose relativa de
entrada menor do que os elétrons, demonstrando
que a maior concentração de dose será
depositada no tumor, ao contrário dos elétrons.

Percebe-se também que após o tumor, que se
encontra na profundidade de -70 mm na figura, a
dose relativa do feixe de prótons cai rapidamente,
enquanto que o feixe de elétrons mantém uma
dose relativa alta após a profundidade de
interesse.
127
Fonte: Ferreira et al, 2016


Avanços tecnológicos na radioterapia - Protonterapia
128
Fonte: www.varian.com
1.
Cíclotron supercondutor: O cíclotron supercondutor isócrono usa
ondas eletromagnéticas para acelerar os feixes de prótons
2.
Sistema de transporte de feixes: O sistema de transporte de feixes
concentra e molda o feixe e o direciona para a sala de tratamento
com o tamanho de feixe pequeno exigido pela IMPT e permitindo
que os médicos atinjam pontos muito pequenos na faixa de
energia completa
3.
Gantry com rotação de 360°: O gantry gira 180° em cada direção,
proporcionando rotações de tratamento de 360° ao redor do
paciente. Possibilita o tratamento em qualquer ângulo e, ao
mesmo tempo, minimiza a necessidade de reposicionar o
paciente. É mais fácil para o paciente, e o tempo de tratamento é
mais rápido e eficiente do que o de outras soluções de aplicação
de prótons.
4.
Sala de tratamento de pacientes: O sofisticado sistema de
posicionamento do paciente se move em todas as direções


Avanços tecnológicos na radioterapia - Protonterapia
129
Fonte: www.varian.com
1.
Sala de tratamento de pacientes: O sofisticado sistema de
posicionamento do paciente se move em todas as direções.
2.
Gantry com rotação de 360°: O gantry gira 180° em cada direção,
proporcionando rotações de tratamento de 360° ao redor do
paciente. Possibilita o tratamento em qualquer ângulo e, ao
mesmo tempo, minimiza a necessidade de reposicionar o
paciente. É mais fácil para o paciente, e o tempo de tratamento é
mais rápido e eficiente do que o de outras soluções de aplicação
de prótons.
3.
Sistema de transporte de feixes: O sistema de transporte de feixes
concentra e molda o feixe, e o direciona para a sala de tratamento
com o tamanho de feixe pequeno exigido pela IMPT e permitindo
que os médicos atinjam pontos muito pequenos em toda a faixa
de energia.
4.
Cíclotron supercondutor: O cíclotron supercondutor isócrono usa
ondas eletromagnéticas para acelerar o feixe de prótons.


Referência bibliográfica

Tauhata, L. et al, Radioproteção e dosimetria: Fundamentos – 9º revisão, Rio de
janeiro – IRD/CNEN, 2013

Martin, L. Elementos de Radiofísica para técnicos superiores en radioterapia y
dosimetria, Editora Elsevier. Madri, Espanha, 2016

Ramos, M. e Tauhata, L. Grandezas e unidades para radiação ionizante – Rio de
Janeiro – LNMRI/IRD/CNEN, 2002 – revisado em 2011

Thuler, L. C. S. e Da Silva, M. J. S. ABC do câncer: abordagens básicas para o
controle do câncer / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva;
organização Mario Jorge Sobreira da Silva. – 3. ed. rev. atual. – Rio de Janeiro:
Inca, 2017. 108 p.
130


RADIOTERAPIA
Prof. Luciano Santa Rita
131



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