Radioterapia


partículas carregadas é desviá-las para que as



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partículas carregadas é desviá-las para que as
partículas girem em órbitas circulares de raio
diretamente proporcionais à sua velocidade.

Como consequência do aumento de sua energia
cinética, as partículas descrevem órbitas de raios
crescentes. Colocando uma fenda na distância
apropriada do centro, é possível extrair as
partículas com a energia desejada.
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Martin , 2016


Equipamentos de tratamento em teleterapia - Resumo

A teleterapia consiste no tratamento radioterápico por meio de uma fonte de radiação
ionizante externa ao paciente. O equipamento de terapia de superfície é baseado no uso de
tubos RX.

Os elétrons são acelerados por meio de uma voltagem de quilovoltagem. A energia dos
tubos é caracterizada por sua camada semirredutora.

Entre os equipamentos de teleterapia que utilizam fontes radioativas, destaca-se a unidade
de cobalto-60. A fonte de cobalto-60 emite fótons com energia média de 1,25 MeV, e sua
meia-vida é de 5,27 anos.

Aceleradores de elétrons lineares podem fornecer diferentes energias de fótons e elétrons.

No modo de fóton, os aceleradores obtêm raios X ao frear a radiação quando um feixe de
elétrons atinge um material alvo. Os elétrons são acelerados por meio de campos
eletromagnéticos em um guia de ondas.

Os aceleradores de partículas circulares são usados para obter radiação de prótons e íons
pesados, sendo necessário o uso de um cíclotron.
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Martin , 2016


Aspectos físicos do tratamento radioterápico (planejamento)

O planejamento do tratamento radioterápico apresenta muitas
variáveis - diagnóstico,
definição do volume
, definição de tamanho
de campo e
técnicas de tratamento
que podem ser empregadas
dependendo de cada caso.

O planejamento deve levar em conta ainda a histologia, as vias de
disseminação, os efeitos colaterais, a idade e estado geral do
paciente, o estágio da doença, o prognóstico e a evolução de
tecnológicas disponíveis.
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Martin , 2016


Aspectos físicos do tratamento radioterápico (planejamento)

1a etapa do planejamento →Diagnóstico

Uma vez que o tumor esteja histologicamente diagnosticado e mensurado,
é feito um levantamento da história clínica do paciente e um exame físico
minucioso que fornecem dados sobre a exposição a agentes cancerígenos,
sintomas e sinais clínicos específicos e inespecíficos etc.

A seguir o médico escolhe o tipo de terapia que será usado para o
tratamento. Dependendo da profundidade do tumor também é definida a
qualidade (fótons ou partículas) da radiação administrada e o equipamento
adequado dentre os disponíveis.
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Aspectos físicos do tratamento radioterápico (planejamento)

Definição do volume a ser irradiado, aqui deve-se salientar a enorme
importância da qualidade do imageamento realizado na definição do
tumor bem como todo o processo de simulação realizado.
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A. Tumor
B. Volume tumoral
C. Volume alvo
D. Volume de tratamento


Aspectos físicos do tratamento radioterápico (planejamento)

Técnicas de tratamento :

Fracionamento

Campo direto - A região escolhida é irradiada a partir de apenas um
campo de irradiação. É utilizada geralmente para tratamentos
superficiais ou para regiões mais profundas desde que a radiação não
afete órgãos críticos no seu trajeto até o volume alvo.

Campos paralelos e opostos - O tumor é irradiado a partir de dois
campos opostos (180°). É uma técnica que pode ser empregada, por
exemplo, para o tratamento dos dois terços superiores do esôfago,
poupando a medula espinhal, e para os pulmões.
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Aspectos físicos do tratamento radioterápico (planejamento)

Técnicas de tratamento :

Três campos - Os campos de radiação são dispostos em
forma de "Y" ou "T". Exemplos de utilização desta técnica
são para os dois terços inferiores do esôfago, visando
minimizar ao máximo o efeito sobre o tecido pulmonar
normal dentro do volume irradiado.

Quatro campos - Os campos de irradiação são dispostos
em forma de "+" ou "x". Esta técnica pode ser utilizada no
tratamento do câncer de próstata e colo de útero. No
tratamento do colo do útero esta técnica permite excluir
a parede posterior do reto e a parede anterior da bexiga
poupando estas regiões da irradiação, à qual são
extremamente radiossensíveis.
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Campos:
1. Anterior
2. Póstero direito
3. Póstero esquerdo
1
2
3


Aspectos físicos do tratamento radioterápico (planejamento)

Cartas e curvas de isodose

São mapas da distribuição da dose no interior do paciente, sendo esta
distribuição função da forma e da área do campo de irradiação, da distância
foco-superfície, da qualidade da radiação e das estruturas atravessadas pelo
feixe. A partir destes dados é possível saber, com precisão, a quantidade de
radiação que está sendo depositada na região irradiada.

As curvas são obtidas experimentalmente, sempre com um feixe que incide
perpendicularmente a um plano. Para confeccionar estes mapas, que
representam a distribuição da dose no corpo humano, o material utilizado tem
que possuir densidade 1 g/cm
3
que, em média, é uma boa aproximação para a
densidade do corpo humano.
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Aspectos físicos do tratamento radioterápico (planejamento)

Cartas e curvas de isodose

Cartas de isodose para feixes de raios-X
produzidos em acelerador linear de 6
MeV para diferentes tamanhos de campo
e a mesma distância foco-superfície. Em
(a) o campo é 5cm x 5cm; em (b) é 10cm
x 10cm.
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Aspectos físicos do tratamento radioterápico (planejamento)

Cartas e curvas de isodose

As cartas de isodoses padrões devem ser
corrigidas para compensar a presença de
tecidos de diferentes densidades. Em (a),
com a presença de um pulmão, menos
denso que a água; em (b), com a
presença de osso, mais denso que a
água.
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Estudo de caso – Radioterapia (Teleterapia)

Patologia: Câncer de pulmão.

Diagnóstico geral: História clínica do paciente e exame físico.
Diagnóstico histológico através de exame citológico de escarro,
broncoscopia com biópsia, punção transtoráxica por agulha
orientada por tomografia computadorizada etc.

Tratamento: Depende da avaliação clínica em relação ao
estadiamento do tumor: cirurgia, radioterapia, radioterapia pré-
operatória, radioterapia pós-operatória e quimioterapia.
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Estudo de caso – Radioterapia (Teleterapia)

Dose total geralmente de 50 a 60 Gy, com fracionamento diários de 2.0 Gy, cinco
vezes por semana.

Técnica mais usual é com dois campos paralelos e opostos com proteção na
medula espinhal. O tamanho dos campos varia de acordo com o tamanho do
paciente e a extensão da lesão.

Uma vez determinada a dose a ser administrada, a qualidade da radiação e o tipo
de equipamento a ser utilizado, a região e o tamanho do campo de irradiação são
definidas através de imagens de diagnóstico (tomografia e ressonância).

Físico e médico fazem, na pele do paciente, uma marcação (tatuagem) preliminar da
área a ser irradiada.
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Estudo de caso – Radioterapia (Teleterapia)

Dose total geralmente de 50 a 60 Gy, com fracionamento diários de 2.0 Gy, cinco
vezes por semana.

Técnica mais usual é com dois campos paralelos e opostos com proteção na
medula espinhal. O tamanho dos campos varia de acordo com o tamanho do
paciente e a extensão da lesão.

Uma vez determinada a dose a ser administrada, a qualidade da radiação e o tipo
de equipamento a ser utilizado, a região e o tamanho do campo de irradiação são
definidas através de imagens de diagnóstico (tomografia e ressonância).

Físico e médico fazem, na pele do paciente, uma marcação (tatuagem) preliminar da
área a ser irradiada.
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Estudo de caso – Radioterapia (Teleterapia)

O paciente é levado a um simulador e imagens radiológicas são obtidas
exatamente na posição em que será tratado.

A partir destas imagens radiológicas é feita a marcação definitiva do local a
ser irradiado.

Colimadores são utilizados quando deseja-se proteger regiões e órgãos
críticos.

As regiões a serem protegidas são desenhadas nas imagens radiológicas,
que servem de referência para a confecção de um molde de isopor que é
utilizado para produzir os colimadores definitivos em chumbo a serem
posicionados alinhados ao feixe primário.
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Braquiterapia e seus aspectos físicos
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Modalidade de Radioterapia na qual a fonte ou
material radioativo é colocado em proximidade ou
dentro do órgão a ser tratado, através de guias
chamados cateteres ou sondas.


Braquiterapia e seus aspectos físicos

Histórico

Na sua tese de doutoramento em 1904,
Madame Curie descreveu um experimento
biológico em que ela colocava uma cápsula
contendo rádio no braço do seu esposo e
deixava-a por várias horas.

Ela disse que era produzido uma ferida que
levava um mês para sarar. Esta ferida não era
uma "queimadura" superficial; a avaria era
muito mais profunda. A possibilidade de usar
rádio para destruir o câncer foi reconhecida
quase que imediatamente.
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Braquiterapia e seus aspectos físicos

Vantagens

Trata o volume tumoral, ou o local onde este se encontra, preservando ao máximo
as estruturas normais vizinhas.

Terapia de curta distância onde, uma fonte encapsulada ou um grupo destas fontes
são utilizadas para liberação de radiação β ou γ a uma distância de poucos
centímetros do volume tumoral.

É possível irradiar-se volumes alvo muito pequenos com uma alta dose, pois
conforme nos distanciamos do elemento radioativo a dose decai rapidamente,
poupando-se portanto as estruturas normais vizinhas.

Como o elemento radioativo é colocado em proximidade ou dentro do órgão a ser
tratado, podem ser utilizados elementos radioativos específicos, de pequeno
tamanho e formas variadas, sendo os mesmos colocados na posição de tratamento
através de guias (cateteres ou aplicadores).
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Braquiterapia e seus aspectos físicos

Desvantagens

Sua principal desvantagem é a não uniformidade da dose, uma vez que a dose
de radiação é muito mais intensa perto da fonte, embora que o uso de muitas
fontes ajude a fazer a dose mais uniforme;

Uma outra desvantagem se relaciona com a segurança das radiações. O
terapeuta deve estar próximo à fonte enquanto elas estão sendo colocadas no
lugar.

A radiação para o terapeuta tem sido muito reduzida pela técnica remota de
afterloading.
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Braquiterapia e seus aspectos físicos - Classificação

Quanto a forma de aplicação da fonte: 

Intersticial;

Intracavitária;

Endoluminal;

Superficial;

Intraoperatória.

Quanto a taxa de dose de dose das fontes radioativas utilizadas: 

LDR – Baixa taxa de dose;

MDR – Média taxa de dose;

HDR – alta taxa de dose;

PDR – taxa de dose pulsada.
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Martin , 2016


Braquiterapia e seus aspectos físicos - Classificação

Quanto a forma de aplicação da fonte: 

Intersticial – fonte colocada diretamente no tecido alvo do local afetado. Ex.: 
mama, próstata e língua. 

Intracavitária – a fonte radioativa é colocada dentro da cavidade anatômica 
natural, utilizando um aplicador que insere a mesma. Ex.: cavum, vagina e reto.

Endoluminal – a fonte radioativa é aplicada de maneira similar a intracavitária 
em vasos sanguíneos, intestino, brônquios, esôfago ou qualquer estrutura 
tubular. 

Superficial – a fonte radioativa é aplicada em tratamentos sobre a pele.

Intraoperatória – a fonte radioativa é colocada dentro do paciente, sobre a 
região exposta ao ato cirúrgico.
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Martin , 2016


Braquiterapia e seus aspectos físicos - Classificação

Quanto a taxa de dose de dose das fontes radioativas utilizadas: 

Baixa taxa de dose (LDR):

Compreende o uso de taxas de dose entre 0,4 – 2 Gy/h.

O tratamento ou aplicação das fontes no paciente pode durar vários dias
ininterruptos, o que requer internação hospitalar do paciente por questões de
confiabilidade e qualidade de tratamento, além de proteção radiológica.

Média taxa de dose (MDR):

Compreende o uso de taxas de dose entre 2 – 12 Gy/h.

Seu uso clínico é pouco comum.
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Martin , 2016


Braquiterapia e seus aspectos físicos - Classificação

Quanto a taxa de dose de dose das fontes radioativas utilizadas: 

Alta taxa de dose (HDR):

Compreende taxa de dose acima de 12 Gy/h.

O tratamento dura alguns minutos, pode incluir várias sessões e pode ser feito em
nível ambulatorial.

Taxa de dose pulsada (PDR):

Consiste em simular o efeito biológico do tratamento LDR, administrando uma dose
de tratamento (pulso) com uma taxa mais alta (1-3 Gy/h) em certos intervalos de
tempo (geralmente a cada hora).

Dependendo da taxa de dose, o efeito radiobiológico revela-se diferente em doses
iguais.
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Martin , 2016


Braquiterapia e seus aspectos físicos – Fontes radioativas

A energia da radiação emitida deve ser suficiente para penetrar todo o volume de
tratamento, produzindo uma distribuição de dose homogênea, mas não tão alta que
tecidos periféricos saudáveis sejam irradiados em excesso ao tumor e até mesmo
ao pessoal de saúde envolvido.

As fontes devem ser encapsuladas para evitar a dispersão e consequente
contaminação pelo material radioativo da fonte, em caso de acidente.

Elas devem ter uma atividade específica alta. Desta forma, as fontes terão
dimensões reduzidas com o que o tratamento irá ganhar em precisão geométrica.

O período de meia-vida deve ser grande o suficiente para que a fonte possa ser
reutilizada em pacientes sucessivos, diminuindo assim seu custo.
91
Martin , 2016

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