Ra uma vez uma princesa, muito bela e de pele bran



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ra uma vez uma princesa, muito bela e de pele bran-



quinha, chamada Branca de Neve. A mãe de Branca 

de Neve, uma bondosa rainha, havia morrido quando ela era ain-

da um bebê.

Alguns anos depois, o pai de Branca de Neve casou-se com 

uma mulher muito bonita, mas também malvada e cruel.

A madrasta da princesa era muito vaidosa. Todos os dias 

ficava diante de um espelho encantado e, para se encher de or-

gulho, perguntava:

— Espelho, espelho meu, existe no mundo alguém mais 

bela do que eu?

E o espelho sempre respondia:

— Não, bela rainha! Em todo o mundo, não há beleza maior 

que a sua.

Ao ouvir isso, a rainha sorria feliz e satisfeita.



Branca de Neve

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O tempo passou. Branca de Neve cresceu e tornou-se uma 

jovem ainda mais bonita.

Certo dia, ao perguntar sobre sua beleza ao espelho, a vai-

dosa rainha teve uma surpresa:

Sinto muito, bela rainha, mas agora que cresceu, Branca 

de Neve é a mais bela de todas.

Cheia de inveja e ciúme, a rainha chamou um soldado em 

quem confiava e pediu:

— Leve Branca de Neve até a floresta e, quando estiver 

bem longe, mate-a.

O soldado obedeceu, mas não achou certo fazer o que a rai-

nha má havia ordenado. Então, quando chegou à floresta, disse:

— Fuja, princesa! Para o seu bem, não volte mais ao cas-

telo, porque a rainha é muito malvada.

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Branca de Neve andou muito pela floresta, afastando-se cada 

vez mais do palácio. Já estava quase anoitecendo quando ela avis-

tou uma casa pequenina e resolveu pedir ajuda.

Chamou, chamou, mas ninguém atendeu. Cansada, entrou 

e viu que lá dentro tudo era pequenininho. 

Como estava exausta e com fome, experimentou um pou-

quinho da sopa que havia em sete pratinhos sobre a mesa. Tam-

bém tomou um gole de suco de cada um dos sete copinhos. De-

pois, vendo sete caminhas, juntou-as e adormeceu sobre elas.

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Os donos da casa voltaram à noite. Eram sete anões que tra-

balhavam em uma mina de diamantes. Ao entrar em casa, encon-

traram Branca de Neve dormindo sobre as camas.

  — Que moça linda! — disseram em coro.

Como Branca de Neve não acordou, entenderam que ela 

estava muito cansada. Decidiram não incomodá-la e resolveram 

dormir no chão para que ela descansasse.

Na manhã seguinte, quando acordou, Branca de Neve se 

viu cercada pelos sete anões, mas logo percebeu que era bem--

-vinda naquela casinha. Então, ela contou aos anões tudo o que 

havia acontecido. 

Os anões ficaram sensibilizados e pediram à princesa que 

morasse com eles. 

Branca de Neve ficou muito feliz e aceitou o convite para mo-

rar com os anões.

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— Mas tenha cuidado, princesa! — disse o mais velho dos 

anões. — Cedo ou tarde o espelho contará para sua madrasta que 

você está viva e ela irá lhe procurar.

A partir daquele dia, Branca de Neve começou uma nova 

fase de sua vida. Cuidava da casa dos anões enquanto eles tra-

balhavam na mina. 

Certo dia, no castelo, a madrasta malvada perguntou ao es-

pelho mágico:

— Espelho, espelho meu, diga-me: há no mundo alguém 

mais bela do que eu?

— Sim, querida rainha! A mais bela do mundo é Branca de 

Neve, que está na floresta, escondida na casa dos sete anões — 

respondeu o espelho, divertindo-se.

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A rainha entendeu que o soldado a enganara e mandou pren-

dê-lo. Em seguida, resolveu agir por conta própria. Disfarçou-se 

de velhinha e saiu à procura da casinha dos sete anões.

Quando a velhinha bateu na casa dos sete anões, Branca 

de Neve não reconheceu a madrasta. 

— Oh, bela moça! Estou tão cansada de andar. Dê-me um 

pouco de água, por favor.

Gentilmente, Branca de Neve a atendeu e, como forma de 

gratidão, a velhinha lhe presenteou com uma maçã e foi embora. 

A maçã parecia tão apetitosa que Branca de Neve resolveu 

comê-la, mas, na verdade, estava envenenada e, ao morder o pri-

meiro pedaço, Branca de Neve caiu imóvel. 

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À noite, quando os anões voltaram, encontraram Branca de 

Neve caída no chão. Ela estava tão linda que os anões decidiram 

não enterrá-la. Construíram um caixão transparente de cristal e o 

colocaram no topo de uma montanha.

Desde esse dia, no castelo, o espelho afirmava:

— No mundo não há mulher mais bela que você, rainha!

O tempo passou e Branca de Neve parecia dormir no caixão 

de cristal. Ela continuava tão linda como quando estava viva. Um 

dia, um jovem príncipe, cavalgando no topo daquela montanha, viu 

o caixão e ficou fascinado pela beleza de Branca de Neve. Vendo os 

anões em volta, pediu permissão a eles para levar o caixão de cristal e  

devolver o corpo ao pai da princesa de quem era amigo.

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O príncipe contou aos anões que o pai da princesa, sem sa-

ber o que estava acontecendo, a procurava dia e noite. Os anões 

decidiram que eles mesmos levariam o caixão, mas, em um tre-

cho inclinado da estrada, os anões escorregaram e o caixão caiu. 

Com a queda, o pedaço de maçã saiu da garganta de Branca de 

Neve e ela acordou.

— Onde estou? O que aconteceu? — perguntou assusta-

da a princesa.

O príncipe e os anões explicaram à Branca de Neve tudo o 

que havia acontecido. Depois levaram-na ao castelo.

Ao ver Branca de Neve, a rainha ficou com tanta raiva que 

morreu com um ataque do coração. O rei ficou feliz com a vol-

ta da filha e o príncipe aproveitou a ocasião para pedir a mão da 

princesa em casamento.

Algum tempo depois, o casamento foi celebrado. Os anões 

foram morar no palácio e todos viveram felizes para sempre.

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