Química volume 1


Galileu e a Santa Inquisição



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Galileu e a Santa Inquisição
No século XIII, diante do grande poder religioso e político da Igreja, sob a liderança do papa Gregório IX, foi criada a Santa Inquisição, um tribunal que julgava todos aqueles que, de alguma forma, pudessem ameaçar as crenças cristãs. Entre essas crenças estava a de que a Terra era o centro do Universo, baseada no filósofo Aristóteles. Ao expor ideias baseadas em observações astronômicas, feitas com um telescópio construído por ele mesmo, Galileu defendeu a tese de que o Sol era o centro do Universo. A publicação de sua obra, Diálogos sobre os dois grandes sistemas do mundo, em 1632, não foi aceita pela Igreja. Ele foi preso e condenado pela Inquisição. Para evitar que fosse queimado vivo, decidiu renegar suas ideias em uma confissão diante dos que o julgavam
A guerra do fogo (La guerre du feu), de Jean-Jacques Annaud. França/Canadá, 1981 (125 minutos).
Esse filme franco--canadense, bastante premiado, conta a história de uma batalha entre duas tribos da Pré-História em torno da posse e da produção do fogo, tecnologia de grande importância na evolução humana.
Voltando à questão proposta no subtítulo, é difícil dizer com precisão quando se inicia a Química, até pelo fato de as primeiras práticas de natureza científica terem coexistido com outras, cujo caráter era bem diferente: as realizadas pelos alquimistas. Estas últimas foram praticadas por vários povos – egípcios, gregos, chineses, árabes, etc. – desde o século IV a.C. e começaram a perder importância durante o século XVIII, quando procedimentos de caráter científico ganharam espaço no estudo da matéria e de suas transformações.

Os alquimistas realizavam um conjunto de práticas que tinha, entre suas principais motivações, a busca por uma maneira de transformar metais comuns em ouro e de obter um material que pudesse prolongar a vida; foi graças ao trabalho deles que muitos materiais foram obtidos. Pode-se dizer que foi da Alquimia que a Química, da maneira como é entendida hoje, se originou.

No entanto, considera-se que dois estudiosos marcaram a Química em seu início. O primeiro deles foi o estudioso irlandês Robert Boyle (1627-1691). Autor do livro O químico cético (The Sceptical Chymist), desenvolveu suas pesquisas na Inglaterra.

Boyle realizou experimentos planejados, partindo da elaboração de uma questão que pretendia esclarecer. Para isso, realizou observações, medidas, anotações, elaborou hipóteses, testou-as, formulou explicações, repetiu procedimentos e, com base em muitos deles, estabeleceu generalizações. Deixou muitos trabalhos na área da Pneumática – do estudo dos gases, como veremos no capítulo 12.

O segundo foi o francês Antoine-Laurent de Lavoisier (1743-1794), que deixou inúmeras contribuições para o desenvolvimento da Química. Entre elas, vale destacar a introdução do uso da balança em seu trabalho experimental, assim como os estudos sobre a reação de combustão (que veremos mais adiante). Fez inúmeros experimentos, incluindo vários em que mediu as massas dos participantes de processos químicos. Formulou a lei da conservação das massas, sobre a qual nos aprofundaremos no capítulo 2.

Foi a partir dessa época, no final do século XVIII, que as técnicas para transformar os materiais passaram a ser exercidas usando uma metodologia baseada em investigações experimentais, próprias da Ciência moderna.

Essa metodologia tinha como ponto de partida a formulação de um problema. Mas como surge a indagação que propicia a experimentação? Ela pode nascer de outro experimento realizado pelo mesmo estudioso, de dúvidas sugeridas pelos trabalhos de outros estudiosos, de reflexões realizadas a partir de observações feitas ou de acontecimentos imprevistos que ocorrem durante um experimento e que mudam o rumo da pesquisa.
Imagem

©WIKIMEDIA COMMONS/CHEMICAL HERITAGE FOUNDATION

Página de abertura do livro de Robert Boyle, de 1661.

<20> Não escreva neste livro.
A experimentação levará à coleta de dados, que pode ou não exigir a realização de medidas. Isso requer planejamento para que as condições do experimento estejam bem definidas. O registro dessas condições, bem como o das observações, garante a possibilidade de reprodução dos experimentos, viabilizando a comparação entre vários deles. Todo esse processo leva a novos problemas e a mudanças no curso das pesquisas, conduzindo à elaboração de teorias que expliquem os dados obtidos.


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