Química volume 1


Os gases nobres e a teoria eletrônica das ligações



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Os gases nobres e a teoria eletrônica das ligações

Até a década de 1960, os cientistas não conheciam nenhum composto formado por gases nobres. Por isso, esses elementos eram chamados de inertes, isto é, não se ligavam quimicamente a outros átomos. Na natureza, os gases nobres são encontrados como átomos isolados. Se era verdade que os átomos desses elementos não se ligavam quimicamente, nem mesmo a átomos de elementos muito reativos, podia-se concluir que tinham grande estabilidade.

Foi por essa razão que as primeiras teorias relevantes que buscavam explicar as ligações químicas tomaram como referência os gases nobres. É importante destacar que essas teorias, embora muito úteis até os dias de hoje, não explicam todas as possibilidades de ligação entre os átomos dos vários elementos.

Duas dessas teorias, que veremos mais adiante, foram levadas a público, em 1916, de forma independente: uma era a do cientista alemão Walther Kossel (1888-1956), que tratava da ligação iônica, e a outra, a do estadunidense Gilbert Newton Lewis (1875-1946), cujo enfoque era a ligação covalente, complementada em 1919 por Irving Langmuir (1881-1957). É importante lembrar que, nessa época, havia apenas três anos que Bohr propusera a explicação sobre a estrutura atômica, usada como base dessas teorias.



Como você já viu, os gases nobres têm 8 elétrons no último nível de energia, chamado de camada de valência, exceção feita ao hélio, que tem apenas uma camada com 2 elétrons. Concluiu-se que essa configuração eletrônica conferia estabilidade ao átomo ou ao íon formado a partir dele. Foi com base nesse raciocínio que se elaborou a teoria eletrônica das ligações ou teoria do octeto, ou seja, a tendência de os elementos representativos apresentarem a última camada completa quando formam substâncias.
Imagem

LATINSTOCK/SCIENCE PHOTO LIBRARY/LAWRENCE BERKELEY NATIONAL LABORATORY

Gilbert Newton Lewis, físico-químico estadunidense, propôs em 1916 um modelo para explicar as ligações químicas. Foto de 1937.
Ligação iônica

Ligação iônica é um tipo de ligação química que se dá por meio da atração entre íons de cargas opostas. Os íons se formam graças à transferência de elétrons de um átomo para outro. Em geral, há um átomo que tende a ceder elétrons (metal), constituindo o cátion, e outro que tende a recebê-los (não metal) e que participa do ânion.

Para que você entenda o que é uma ligação iônica, vamos ver como ela acontece no caso do cloreto de sódio (NaCℓ) e do cloreto de magnésio (MgCℓ2).


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