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Questão 3

Com base no texto 3 e no romance Memórias de um Sargento de Milícias e levando em consideração o contexto do Romantismo brasileiro, marque a(s) proposição(ões) CORRETA(S).



01.

O namoro entre Leonardo e Maria respeita os cânones do amor romântico, que é puro, ingênuo e até infantil.

02.

Leonardo-Pataca, o pai, emprega-se no Brasil como meirinho, profissão que lhe vale o respeito de Maria e que, por duas vezes, impede que ele seja preso pelo major Vidigal.

04.

Mesmo pertencendo temporalmente ao Romantismo brasileiro, Memórias de um Sargento de Milícias apresenta várias características que o diferenciam de outros romances urbanos do período, como o fato de a obra enfocar o cotidiano da classe baixa.

08.

Já ao nascer, Leonardo é chamado pelo narrador de “herói” (linha 20), o que prenuncia importantes características que marcarão mais tarde o caráter desse personagem: nobreza, coragem e alto valor moral.

16.

A relação entre Maria e Leonardo é marcada por sucessivas traições do marido à esposa. Por fim, Maria foge com o capitão de um navio, levando consigo o filho do casal.

32.

Nas linhas 1, 6 e 8, observa-se a anteposição de uma vírgula à conjunção “e”. Segundo as regras atuais de pontuação, essas vírgulas poderiam ser omitidas, porque em cada caso o sujeito da oração introduzida por “e” é o mesmo da oração anterior.


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TEXTO 4
Mandara Pereira acender uma vela de sebo. Vinda a luz, aproximaram-se ambos do leito da enferma que, achegando ao corpo e puxando para debaixo do queixo uma coberta de algodão de Minas, se encolheu toda, e voltou-se para os que entravam.

– Está aqui o doutor, disse-lhe Pereira, que vem curar-te de vez.

– Boas-noites, dona, saudou Cirino.

Tímida voz murmurou uma resposta, ao passo que o jovem, no seu papel de médico, se sentava num escabelo junto à cama e tomava o pulso à doente.

Caía então luz de chapa sobre ela, iluminando-lhe o rosto, parte do colo e da cabeça, coberta por um lenço vermelho atado por trás da nuca.

Apesar de bastante descorada e um tanto magra, era Inocência de beleza deslumbrante.

Do seu rosto irradiava singela expressão de encantadora ingenuidade, realçada pela meiguice do olhar sereno que, a custo, parecia coar por entre os cílios sedosos a franjar-lhe as pálpebras, e compridos a ponto de projetarem sombras nas mimosas faces.

[...]


Ligeiramente enrubesceu Inocência e descansou a cabeça no travesseiro.

– Por que amarrou esse lenço? perguntou em seguida o moço.

– Por nada, respondeu ela com acanhamento.

– Sente dor de cabeça?

– Nhor-não.

– Tire-o, pois: convém não chamar o sangue; solte, pelo contrário, os cabelos.

Inocência obedeceu e descobriu uma espessa cabeleira, negra como o âmago da cabiúna e que em liberdade devia cair até abaixo da cintura. Estava enrolado em bastas tranças, que davam duas voltas inteiras ao redor do cocoruto.

[...]


Não se descuidou Cirino, antes de se retirar, de novamente tomar o pulso e, à conta de procurar a artéria, assentou toda a mão no punho da donzela, envolvendo-lhe o braço e apertando-o docemente.

Saiu-se mal de tudo isso; porque, se tratava da cura de alguém, para si arranjava enfermidade e bem grave.


TAUNAY, A. d’E. Inocência. 3. ed. São Paulo: FTD, 1996. p. 57-58; 72.





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