Questões sobre ética e cidadania



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SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO DE PERNAMBUCO

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO - UPE

CONCURSO PÚBLICO



DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO
Não deixe de preencher as informações a seguir:


Prédio Sala
























































































Nome



























































































Nº de Identidade Órgão Expedidor UF Nº de Inscrição


























































































MÉDICO / OTORRINOLARINGOLOGISTA


ATENÇÃO





  • Abra este Caderno, quando o Fiscal de Sala autorizar o início da Prova.

  • Observe se o Caderno está completo. Ele deverá conter 50 (cinquenta) questões objetivas de múltipla escolha com 05 (cinco) alternativas cada, sendo 10 (dez) de Conhecimentos da Língua Portuguesa, 10 (dez) de Conhecimentos do Sistema Único de Saúde – SUS e 30 (trinta) de Conhecimentos Específicos da Especialidade Médica de opção do candidato.

  • Se o Caderno estiver incompleto ou com algum defeito gráfico que lhe cause dúvidas, informe, imediatamente, ao Fiscal.

  • Uma vez dada a ordem de início da Prova, preencha, nos espaços apropriados, o seu Nome completo, o Número do seu Documento de Identidade, a Unidade da Federação e o Número de Inscrição.

  • Para registrar as alternativas escolhidas nas questões objetivas de múltipla escolha, você receberá um Cartão-Resposta de Leitura Ótica. Verifique se o Número de Inscrição impresso no Cartão coincide com o seu Número de Inscrição.

  • As bolhas constantes do Cartão-Resposta devem ser preenchidas totalmente, com caneta esferográfica azul ou preta.

  • Preenchido o Cartão-Resposta, entregue-o ao Fiscal e deixe a sala em silêncio.










BOA SORTE!

CONHECIMENTOS DA LÍNGUA PORTUGUESA

TEXTO I para as questões de 01 a 07
Qual é a sua pergunta?
O pensamento crítico é uma competência que se ensina melhor fora das escolas de primeiro e segundo graus
A democracia depende do eleitorado formado por pensadores críticos. Mas a educação formal, orientada pela aplicação de teste, falha cada vez mais em pedir que estudantes façam os tipos de perguntas que levam a decisões claras.

Há mais de uma década, os cientistas cognitivos, John D. Bransford e Daniel L. Schwartz, ambos então da Vanderbilt Universit, descobriram que o que diferenciava jovens adultos de crianças não era a capacidade de reter fatos ou aplicar o conhecimento anterior a uma situação nova, mas uma qualidade que eles chamaram de “preparação pra futuro aprendizado”. Os pesquisadores pediram a alunos de quinto ano e de faculdade para criar um plano de recuperação capaz de proteger águias-de-cabeça-branca da extinção. Surpreendentemente, os dois grupos vieram com planos de qualidade semelhante (embora a ortografia dos alunos de faculdade fosse melhor). Do ponto de vista de um educador tradicional, esse resultado indicava que a escola não ajudou os estudantes a pensar sobre ecossistemas e extinção, conceitos científicos importantes.

Os pesquisadores decidiram examinar essa questão mais a fundo. Solicitaram que os dois grupos apresentassem perguntas sobre questões fundamentais necessárias para elaborar planos de recuperação. Nessa tarefa, encontraram grandes diferenças. Estudantes de faculdades se concentraram em perguntas críticas sobre a interdependência entre as águias e seus habitats (“Que tipo de sistema dá sustentação às águias” e “Que tipos de especialistas são necessários para as diferentes áreas de recuperação?”). Alunos do quinto ano tenderam a centrar foco nas características das águias individualmente (“Qual o tamanho delas?” e “O que elas comem?”). Os universitários cultivaram a capacidade de elaborar questões, pedra fundamental do pensamento crítico. Eles haviam aprendido a aprender.

Museus e outras instituições de aprendizado informal podem estar mais preparados para ensinar essa habilidade que escolas de ensino elementar e secundário. No Exploratorium [centro de estímulo ao pensamento e aprendizado], em São Francisco, estudamos recentemente como aprender a fazer boas perguntas influencia na qualidade da pesquisa científica das pessoas. Descobrimos que quando ensinamos os participantes a considerar questões como “E se?” e “Como é?” cujas respostas nenhum dos presentes saberia, e isso estimularia a investigação – eles se empenharam em elaborar melhor as perguntas na apresentação seguinte, com mais questionamentos, mais experimentos e interpretando melhor seus resultados. Especificamente as questões se tornaram mais abrangentes durante a nova exposição. Mais que simplesmente perguntarem sobre algo que gostariam de tentar (“E se tirarmos esse ímã para aprofundar a pesquisa colaborativa no conteúdo científico encontrado em exibições.

Esse tipo de aprendizado não está confinado a museus ou instituições. Um dos melhores exemplos é The daily shore with [o show diário com] Jon Stewart, em que o apresentador habitualmente tritura afirmações aparentemente científicas, políticas e comerciais da imprensa usando números, lógica e vídeos antigos. The maker fire [outro programa], que realiza projetos faça-você-mesmo de tecnologia, reintroduzindo a ideia de que o aprendizado é enriquecido pelos erros: experimentalistas do faça-você-mesmo têm dificuldades, refazem as questões e fazem descobertas.

Ambientes de aprendizado informal toleram melhor o fracasso do que as escolas. Talvez muitos professores tenham pouco tempo para permitir que estudantes formem e persigam suas próprias perguntas e muito conteúdo para cobrir no currículo e para testes padronizados. Mas as pessoas devem adquirir essa capacidade em algum lugar. Nossa sociedade depende delas para tomar decisões importantes, como sobre seu próprio tratamento médico ou o que devemos fazer em relação às necessidades e demandas da energia global. Os Estados Unidos têm um sistema robusto de aprendizado informal e aberto, mesmo em feriados e fins de semana.

Por Dennis M. Basterls

Scientific Amaerican Brasil: ano 11 nº 131 abril/2013
01. O autor do TEXTO I firma uma posição bastante consistente quanto ao assunto tratado.




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