Quem são os kaxinawá


Kaxinauá (também Kaxinawá , Kaxynawa, Caxinawa, e Caxinawá) ou Hantxa Kuin, Huni Kui



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Kaxinauá (também Kaxinawá , Kaxynawa, Caxinawa, e Caxinawá) ou Hantxa Kuin, Huni Kui é uma língua indígena do oeste da América do sul que pertence à família das línguas Pano. É falada por cerca de 1.600 Caxinauás no Peru ao longo dos rios Curanja e Purus e no Brasil por 400 Caxinauás no estado do Acre.

Cerca de um vigésimo dos Caxinauás têm alguma proeficiência em espanhol[1] enquanto 40% são alfabetizados e de 20 a 30% são alfabetizados em espanhol como segunda língua.



Os Kaxinawá,[2] também chamados de caxinauas e caxinauás, são uma etnia indígena sul-americanapertencente à família linguística pano. Habitam as regiões de floresta tropical no leste peruano (do pé dosAndes até a fronteira com o Brasil) e o estado do Acre, abarcando a área do Alto Juruá e Purus e o Vale doJavari, sendo mais numerosos na região brasileira que na peruana.[4]

Autodenominam-se huni kuin (que significa "homens verdadeiros" ou "gente com costumes conhecidos"). A palavra "kaxinawá" significa, literalmente, "povo morcego", "povo canibal" ou "povo que anda à noite"[5] e não é aceita pelas tribos caxinauás.

Os Kaxinawá constituem a mais numerosa população indígena do Acre, com aproximadamente 7 535 indivíduos (segundo o censo de 2010). Suas aldeias encontram-se Acre, mais precisamente nas áreas indígenas Alto Rio Purus, Igarapé do Caucho, Katukina/Kaxinawá, Kaxinawá da Colônia 27, Kaxinawá do Rio Humaitá, Kaxinawá do Rio Jordão, Kaxinawá Nova Olinda, Kaxinawá/Ashaninka do Rio Breu e Terra Indígena Praia do Carapanã, além do Peru.

Cultura

Segundo Galvão,[6] esse grupo indígena se inclui na área cultural Juruá – Purus, zona de floresta com predominância de terras baixas. Caracteriza-se por uma subdivisão em dois núcleos resultantes da existência de dois grupos linguísticos (Aruak e Pano) com a característica em comum de sobrevivência à frente pioneira nacional de atividades extrativistas deborracha e caucho desde 1860. Essa ocupação por nordestinos (cearenses e maranhenses) e, em menor escala, bolivianos e peruanos, levou à liquidação da maioria dos grupos indígenas ou a seu engajamento compulsório nos trabalhos de coleta.

Melatti[7] subdivide essa região em Juruá-Purus, onde predominam os grupos linguísticos aruaque, aruácatuquina e Juruá-Ucayali, sendo essa segunda área traçada de modo a abranger a maior parte dos índios da família linguística pano.

Suas atividades produtivas se organizam a partir da divisão sexual do trabalho, cabendo, ao homem, a guerra, a caça e a pesca. O domínio da maior parte das técnicas de pesca pertence ao homem. Utilizam anzóis (mesmo antes do contato com a civilização europeia) feitos com ossos de animais. Pescam com vários tipos de timbó, sendo que as mulheres participam da colheita de algumas espécies (o puikama). Também praticam essa atividade em pequenos igarapés, reservando-se, ao homem, a pesca nos lagos, com espécies mais venenosas (Lagrou).

Ainda segundo Lagrou, cabem, às mulheres, as atividades da coleta, colheita, preparação de alimentos e plantio. Plantam banana, mandioca, feijão, amendoim e algodão em roçados. Os homens participam da preparação do terreno, derrubada da floresta e da coleta caso seja preciso subir numa árvore, como nos casos doaçaí (pana), patoá (isa), sapota (itxibin), jaci (kuti), aricuri (xebum), bacaba (pedi isan) e palmito. Os homens também trazem frutas quando não têm sorte na caça. As mulheres também são responsáveis pela tecelagem (algodão), fabricação de cestos e cerâmica.




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