Quem Manda no Mundo?



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Quem Manda no Mundo - Noam Chomsky





Copyright © L. Valéria Galvão Wasserman-Chomsky, 2016
Copyright © Editora Planeta do Brasil, 2017
Publicado em acordo com Metropolitan Books, uma divisão da Henry Holt and Company, LLC, Nova York.
Todos os direitos reservados.
Título original: Who rules the world?
Preparação: Ana Tereza Clemente
Revisão: Cida Medeiros, Juliana Rodrigues
Diagramação: Vivian Oliveira
Capa: adaptada do projeto gráfico original de Lucy Kim
Adaptação para eBook: Hondana
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
C474q
Chomsky, Noam,
Quem manda no mundo? / Noam Chomsky ; tradução Renato Marques. 1. ed. – São Paulo : Planeta,
2017.
400 p.
Tradução de: Who rules the world?
ISBN: 978-85-422-1019-4
1. Economia. 2. Política global. 3. Globalização. I. Marques, Renato. II. Título.
17-40732
CDD: 338.9
CDU: 338.1
2017
Todos os direitos desta edição reservados à
EDITORA PLANETA DO BRASIL LTDA.
Rua Padre João Manuel, 100 – 21
o
andar
Ed. Horsa II – Cerqueira César
01411-000 – São Paulo-SP
www.planetadelivros.com.br
atendimento@editoraplaneta.com.br


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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
A RESPONSABILIDADE DOS INTELECTUAIS, REDUX
TERRORISTAS PROCURADOS NO MUNDO INTEIRO
OS MEMORANDOS DA TORTURA E A AMNÉSIA HISTÓRICA
A MÃO INVISÍVEL DO PODER
DECLÍNIO NORTE-AMERICANO: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS
É O FIM DOS ESTADOS UNIDOS?
A MAGNA CARTA, O DESTINO DELA E O NOSSO
A SEMANA EM QUE O MUNDO PAROU
OS ACORDOS DE PAZ DE OSLO: SEU CONTEXTO, SUAS CONSEQUÊNCIAS
À BEIRA DA DESTRUIÇÃO
ISRAEL-PALESTINA: AS OPÇÕES CONCRETAS
“NADA PARA OS OUTROS”: LUTA DE CLASSES NOS ESTADOS UNIDOS
SEGURANÇA PARA QUEM? COMO WASHINGTON PROTEGE A SI MESMO E AO SETOR
CORPORATIVO
ATROCIDADE
QUANTOS MINUTOS FALTAM PARA A MEIA-NOITE?
ACORDOS DE CESSAR-FOGO EM QUE AS VIOLAÇÕES NUNCA CESSAM
OS EUA SÃO O PRINCIPAL ESTADO TERRORISTA


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A HISTÓRICA MEDIDA DE OBAMA
“E PONTO FINAL”
UM DIA NA VIDA DE UM LEITOR DO THE NEW YORK TIMES.
“A AMEAÇA IRANIANA”: QUEM É O MAIOR E MAIS GRAVE PERIGO PARA A PAZ MUNDIAL?
O RELÓGIO DO JUÍZO FINAL
MESTRES DA HUMANIDADE
POSFÁCIO
NOTAS
HISTÓRICO DE PUBLICAÇÃO
ÍNDICE REMISSIVO


Introdução
A pergunta suscitada pelo título deste livro não pode ter uma resposta simples,
exata e definitiva. O mundo é variado demais, complexo demais para que isso seja
possível. Mas não é difícil reconhecer as agudas diferenças no que tange à
capacidade de moldar os assuntos e as questões do mundo, e não é difícil identificar
os atores mais proeminentes e influentes.
Na comparação entre os países, a partir do final da Segunda Guerra Mundial, os
Estados Unidos da América firmaram-se como o primeiro entre os desiguais,
condição em que ainda permanecem. Em larga medida o país ainda hoje estabelece
os termos do discurso global, numa abrangente gama de problemáticas questões
que se estende de Israel-Palestina, Irã, América Latina, “guerra ao terror”,
organização econômica internacional, direitos e justiça e outros temas afins aos
mais primordiais pontos do debate relativo à sobrevivência da civilização (guerra
nuclear e destruição ambiental). O poder dos
EUA
, no entanto, vem diminuindo
depois de ter atingido um historicamente inaudito ápice em 1945. E, com o
inevitável declínio, o poder de Washington é até certo ponto compartilhado no
âmbito do “governo mundial de facto” dos “mestres do universo”, para tomar de
empréstimo os termos do jornalismo econômico – em referência às maiores
potências capitalistas, o grupo dos sete países mais ricos e industrializados do
mundo (os integrantes do G7), juntamente com as instituições que eles controlam
na “nova era imperial”, tais como o Fundo Monetário Internacional (
FMI
) e as
organizações de comércio global.
[1]
É claro que os “mestres do universo” estão muito longe de ser representativos


das populações das potências dominantes. Mesmo nos Estados mais democráticos,
as populações exercem um impacto apenas limitado acerca de diretrizes políticas.
Nos Estados Unidos, pesquisadores renomados forneceram evidências contundentes
de que “elites econômicas e grupos organizados representantes de interesses
comerciais causam substanciais impactos independentes sobre as políticas
governamentais dos
EUA
, ao passo que cidadãos comuns e grupos de interesse de
massas exercem pouca ou nenhuma influência independente”. Os resultados de
seus estudos, concluem os autores, “propiciam substancial sustentação a teorias de
Dominação da Elite Econômica e Teorias de Pluralismo Tendencioso, mas não para
teorias de Democracia Eleitoral Majoritária ou Pluralismo Majoritário”. Outros
estudos já demonstraram que a ampla maioria da população, na ponta mais baixa
do espectro de renda/riqueza, é efetivamente excluída do sistema político, suas
opiniões e atitudes são ignoradas por seus representantes formais, ao passo que um
ínfimo setor que ocupa o topo da escala tem um grau de influência esmagador.
Esses estudos também apontaram que, no decorrer de um longo período, o
financiamento de campanha é um extraordinário previsor das decisões políticas.
[2]
Uma consequência é a assim chamada apatia: supostamente as pessoas não se
dão ao trabalho de votar e se autoexcluem das eleições. Isso tem uma significativa
correlação com a classe social. As prováveis razões já foram discutidas 35 anos atrás
por uma das maiores autoridades acadêmicas em política eleitoral, Walter Dean
Burnham. O cientista político relacionou a abstenção a “uma importantíssima e
decisiva peculiaridade comparativa do sistema político estadunidense: a total
ausência de um partido político de massa socialista ou trabalhista como um
competidor organizado no mercado eleitoral”, o que, argumentou ele, explica boa

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