Quando o ecógrafo supera o microscópio no diagnóstico uma história atípica, improvável e, felizmente, rara



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Encontro16.03.2020
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QUANDO O ECÓGRAFO SUPERA O MICROSCÓPIO NO DIAGNÓSTICO

UMA HISTÓRIA ATÍPICA, IMPROVÁVEL E, FELIZMENTE, RARA

Kronenberg P., Campos M., Ribeiro F., Carrasquinho Gomes F.



Padeiro de 36 anos

Traumatismo testicular esquerdo com tumefacção e dor local.



Serviço de Urgência:
  • Ecografia revela área central pouco vascularizada, com aparente zona necrótica.
  • Medicado com AINE’s e antibioterapia
  • Por precaução pediram-se marcadores tumorais (α-fetoproteína e ß-hCG)

Consulta de Urologia
  • Remissão do edema e das queixas álgicas
  • Atrofia testicular esquerda com endurecimento global
  • Os marcadores tumorais encontravam-se negativos



Ecografia escrotal

Três imagens focais sólidas suspeitas de lesão neoformativa.



Bloco Operatório

Orquidectomia radical com colocação de prótese testicular



A – HE 40x

B – HE 100x

C – HE 100x

A – Necrose de coagulação com fibrose periférica

B – Extensa fibrose peritubular com túbulos seminíferos não funcionantes

C – Pequeno foco conservado de túbulos normais com maturação.

  • Pós operatório sem intercorrências
  • Alta da consulta de urologia após 6 meses

…duas semanas depois da alta
  • Recorre ao serviço de urgência por dor abdominal
  • Exame objectivo: Massa abdominal de grandes dimensões

Volumosa massa retroperitoneal 21 x 10 x 10 cm

Tomografia axial computorizada
  • ß-hCG de 62,6 mUI/mL
  • α-fetoproteína normal
  • LDH de 711 UI/L.
  • A ecografia do testículo contralateral normal

Exames laboratoriais

Biopsia guiada por TAC

Biopsia guiada por TAC

neoplasia de células germinativas do tipo seminoma

(positividade para PLAP,CD117, fraca e focalmente β-hCG)

A – HE 40x

B – HE 100x

C – HE 100x

Revisão das lâminas anteriores

Sem presença de neoplasia



Revisão das lâminas anteriores

positividade focal para PLAP em escassos túbulos seminíferos (neoplasia germinativa intratubular)


  • Criopreservação de esperma
  • 6 ciclos de quimioterapia com bleomicina, etoposídeo e cisplatina (BEP).
  • Radioterapia retroperitoneal com 30 Gy

Terapêutica e evolução

Massa residual de 4 cm estabilizada e sem actividade celular irregular (TAC + PET)



Um ano após o diagnóstico
  • O diagnóstico de tumores testiculares nem sempre é linear.
  • Há raras situações que iludem e fogem ao crivo do urologista e anátomo-patologista

Conclusão

Obrigado

Kronenberg P.

Campos M.

Ribeiro F.



Carrasquinho Gomes F.

QUANDO O ECÓGRAFO SUPERA O MICROSCÓPIO NO DIAGNÓSTICO

UMA HISTÓRIA ATÍPICA, IMPROVÁVEL E, FELIZMENTE, RARA


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