Qualificação dos conselheiros do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro- saúde da população imigrante e refugiada



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DESAFIOS DE ACESSO À SAÚDE
  • Idioma: dificuldade de relatar a dor, ou o problema e de compreender prescrições e diagnósticos (não são todas as unidades e nem todos os profissionais que tem recursos/disponibilidade para estender seu atendimento para se utilizar de outros recursos, como o google tradutor para apoiar no atendimento;
  • Desconhecimento do SUS: a diferença da rede de atendimento de saúde nos diferentes países gera dificuldades de acesso a saúde no Brasil. Em muitos países não existe saúde pública e em outros, mesmo quando existe, não é completamente gratuito. Muitos já se acostumaram a lidar com a dor e não buscar atendimento;
  • Saber os níveis de atenção em saúde e que hospitais procurar em cada caso também é uma dificuldade. A espera e a grande demora para agendamento, principalmente de algumas especialidades causa incompreensão por parte de muitos, que por não ter rede de apoio social e familiar sofrem um pouco a mais com algumas questões de saúde que dificultam ou incapacitam para o trabalho;

Proteção nacional: visão do refugiado como um perigo para a população, como um agente que pode trazer doenças, e não como um sujeito que tem direito de acessar os serviços de saúde e de ter cuidado em saúde. Vivenciamos algumas situações como esta, de falta de sensibilização das equipes nas abordagens com adolescentes desacompanhados, por exemplo, com relação a vacinação;

Sociabilidade: A falta de rede de sociabilidade também é um ponto negativo para o acesso;

Diversidade Cultural: questões culturais específicas de cada nacionalidade também são pontos importantes de serem observados. São observados, por exemplo, dificuldades das equipes em realizar o pré-natal com as mulheres congolesas. Algumas delas só fazem com a presença dos maridos;

A cultura machista também representa uma dificuldade na relação das mulheres no atendimento em saúde;





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