Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Protocolo Samu 192

Emergências Clínicas

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AC30 - Dor abdominal não traumática

AC30 - Dor abdominal não traumática

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Agosto/2014 



Revisão: Outubro/2014

AC30


Quando suspeitar ou critérios de inclusão: 

Dor em região abdominal, não associada ao trauma.

Critérios de gravidade: abdome tenso a palpação, instabilidade hemodinâmica associada. 

Conduta


1. 

Realizar avaliação primária (Protocolo AC1);



2. 

Realizar avaliação secundária (Protocolo AC2) com ênfase para:

• 

caracterizar a dor: localização, intensidade, duração, tipo (cólica, peso, choque, queimação, etc.); 



presença de irradiação; instalação (explosiva, em segundos; rápida e progressiva, em 1 a 2 hs; e 

gradual, em várias horas); fatores de melhora e piora, periodicidade (Protocolo AC37); 

• 

identifi car critérios de gravidade; e



• 

obter dados relativos a fatores associados (febre, vômitos, alteração do ritmo intestinal, alterações 

urinárias e ginecológicas). 

3. 

Instalar acesso venoso periférico. 



4. 

Realizar abordagem medicamentosa:

• 

considerar analgesia criteriosa segundo o tipo da dor e suspeição diagnóstica (Protocolo AC37); e



• 

considerar reposição volêmica, se instabilidade hemodinâmica.Realizar contato com a Regulação 

Médica para defi nição de encaminhamento e/ou unidade de saúde de destino.

• 

Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3).



• 

Atentar para os pacientes com potencial de gravidade: sinais vitais alterados signifi cativamente (pulso > 

100 bpm; PAD < 60 ou > 120 mmHg; PAS < 90 ou > 220 mm Hg; hipertermia e mau estado geral).

Considerar possibilidade de Abdome Agudo que é uma condição clínica súbita, recente, espontânea e 

de indicação cirúrgica na maioria dos casos.

• 

Buscar características para diagnóstico etiológico: infl amatória, perfurativa, obstrutiva, vascular, 



hemorrágica.

• 

Fazer analgesia criteriosa, principalmente nos casos de choque, hipotensão (PAS < 90 mm HG), 



bradicardia, intoxicação por drogas, gravidez em estágio precoce ou avançado. 

• 

Na eventualidade do uso de analgésico muito potente (opioides) infundir lentamente, pois a infusão 



rápida pode provocar rigidez da caixa torácica ou laringoespasmo. 

• 

Atenção ao uso de antieméticos em casos de choque, depressão do nível de consciência, suspeita de 



aumento da pressão intracraniana e suspeita de abdome agudo cirúrgico.Tran sportar o paciente na 

posição de recuperação/confortável, de acordo com a suspeita diagnóstica e/ou sintomas prioritários 

(ex: em decúbito elevado quando tiver dispneia, em decúbito lateral quando estiver vomitando, em 

decúbito lateral esquerdo quando estiver grávida, etc.).     

Observações:

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