Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Protocolo Samu 192

Emergências Clínicas

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AC23 - Exacerbação da DPOC no adulto: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

AC23 - Exacerbação da DPOC no adulto: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Agosto/2014 



Revisão: Abril/2015

AC23


Quando suspeitar ou critérios de inclusão: 

• 

Paciente com história de DPOC com sinais e sintomas respiratórios, sugestivos de exacerbação: piora da 



dispneia, aumento da produção de escarro e/ou alteração de sua característica (purulento).

• 

Outros sinais e sintomas: cianose, sinal de Kussmaul (ingurgitamento das veias do pescoço com 



inspiração), expiração forçada, redução do MV, roncos difusos, crepitações.

• 

Achados sugestivos de gravidade da crise: movimentos paradoxais de parede torácica, cianose central 



ou de aparecimento recente, história prévia de ventilação mecânica, instabilidade hemodinâmica, 

alteração do estado mental, presença de edema periférico. 

Conduta

1.

  Realizar avaliação primária (Protocolo AC1) com ênfase para:

• 

corrigir a hipoxemia: oferecer O



2

 suplementar com cautela se SatO

2

 < 90% a 1-3 l/min.



2.

  Realizar avaliação secundária (Protocolo AC2) com ênfase para: 

• 

Avaliar sinais vitais



• 

Coletar história SAMPLA;

• 

Monitorização cardíaca e de oximetria de pulso;



• 

Caracterizar crises prévias e a atual: fatores desencadeantes, intensidade, duração e progressão dos 

sintomas.

3.

  Iniciar abordagem medicamentosa:

• 

Salbutamol aerossol dosimetrado acoplado a espaçador e máscara: 4 a 8 jatos, com espaçador a cada 



10-20 min (até 3 repetições);

• 

Alternativa ao Salbutamol: Fenoterol por nebulização, 10 gotas diluídas em 5 ml de SF, sob inalação por 



máscara com O

2

 , 6 l/min. Pode ser repetido a cada 20 minutos, até 3 nebulizações;



• 

Na crise grave associar: 

• 

Brometo de Ipratrópio: 40 gotas por nebulização com Fenoterol ou em nebulização com 5 mL de SF, 



após Salbutamol aerossol; e

• 

Hidrocortisona: 200 mg IV.



4.

  Realizar contato com a Regulação Médica para defi nição de encaminhamento e/ou da unidade de 

saúde de destino.

• 

Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3).



• 

A obstrução ao fl uxo aéreo não é totalmente reversível.

• 

Em pacientes com DPOC grave ou muito grave, há risco de piora da acidose respiratória e da 



hipercapnia com o uso de O

2

 em altos fl uxos.



• 

Considerar intubação orotraqueal se: grave dispneia com uso de musculatura acessória e movimento 

abdominal paradoxal, FR >35 rpm, instabilidade hemodinâmica (parada respiratória ou complicações 

cardiovasculares), rebaixamento do nível de consciência, falência da ventilação não invasiva.

Observações:

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