Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científicas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Abril/2016



APed 

49

Indicação



Para bebês (< 1 ano) encontrados em dispositivo de retenção denominado “bebê-conforto ou conversível” e 

crianças de 1 a 4 anos que estejam em dispositivo de retenção chamado “cadeirinha”, dentro do veículo que 

sofreu acidente.

Procedimento



1. 

Se o paciente apresenta evidência de trauma grave e/ou necessidade de abordagem de via aérea, ele 

deve ser imobilizado e retirado do bebê-conforto ou da cadeirinha, por meio da seguinte técnica:

• 

o profissional 1 providencia a estabilização manual da cabeça e região cervical;



• 

o profissional 2 remove os cintos do dispositivo de retenção;

• 

enquanto o profissional 1 mantém a estabilização manual da coluna cervical, o segundo inclina o 



dispositivo de retenção para trás, sobre uma prancha longa;

• 

em movimento sincronizado dos dois profissionais, o paciente deverá ser gentilmente deslizado para fora 



do dispositivo de retenção, em direção axial, e posicionado sobre a prancha longa (com coxim de 2 a 3 

cm sob o tronco, se indicado);

• 

enquanto o profissional 1 mantém a estabilização manual da coluna cervical, o profissional 2 coloca o 



colar cervical e os estabilizadores laterais da cabeça;

• 

o profissional 1, agora liberado, auxilia o segundo nos procedimentos e na finalização das imobilizações. 



2. 

O transporte também poderá ser feito com o paciente estável mantido no dispositivo de retenção em que 

se encontra (bebê-conforto ou cadeirinha), por meio da seguinte técnica:

• 

colocar colar cervical, se houver um tamanho apropriado, ou usar uma toalha ou pequeno lençol enrolado 



para acolchoar o colo do paciente e preencher qualquer espaço entre ele e o dispositivo de retenção;

• 

usar fitas largas para segurar a pelve e a parte superior do tórax (cruzando os ombros) no dispositivo; os 



cintos incorporados na cadeira podem servir para ajudar na imobilização;

• 

colocar toalhas ou outros tecidos enrolados em ambos os lados da cabeça para melhor estabilização tanto 



da cabeça como do pescoço e da coluna cervical;

• 

fixar com fitas na altura da região frontal e do colar cervical (se houver um), para melhorar a imobilização.   



• 

ATENÇÃO: essa forma de transporte somente poderá ser utilizada se a integridade do dispositivo de 

retenção estiver mantida e se o paciente não apresentar comprometimento em qualquer etapa do ABCDE 

da avaliação primária, além de não apresentar lesões que necessitem de intervenção da equipe.



3. 

Colocação do dispositivo de retenção (bebê-conforto ou cadeirinha) na maca de transporte: elevar a 

cabeceira da maca a 45° e fixar com os dois cintos em locais distintos, de maneira a suprimir potenciais 

movimentos de aceleração e desaceleração (testar após a fixação: não deve mobilizar mais de 2-3 cm). 



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APed 49 – Imobilização na cadeirinha

APed 49 – Imobilização na cadeirinha


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