Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científicas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Abril/2016



APed 

48

Indicações 



• 

Toda situação em que o mecanismo de trauma sugere transferência significativa de energia cinética para o 

corpo da criança, com ou sem evidência de fraturas.

• 

Mecanismo de trauma sugestivo de lesão da medula espinhal: trauma multissistêmico; trauma penetrante na 



cabeça, no pescoço ou no tronco; lesões por submersão ou mergulho; queda de altura; lesão de rápida 

aceleração-desaceleração.  

• 

Perda de mobilidade ou sensibilidade súbita após acidente.



• 

Detecção de deformidade do pescoço, da coluna vertebral ou de extremidades.

• 

Alteração do estado de consciência após acidente.



• 

No contexto de trauma fechado, presença de qualquer lesão que coloque em risco a vida. 

Princípios da imobilização pediátrica:

• 

Em pediatria, são os mesmos princípios utilizados nos adultos, embora os dispositivos e as técnicas devam 



ser adequados à faixa etária da criança, com atenção especial às especificidades anatômica, fisiológica 

e psicológica desses pacientes.

• 

A imobilização da coluna inclui estabilização manual alinhada, seguida de colocação do colar cervical 



de tamanho adequado e imobilização do paciente na prancha, mantendo cabeça, pescoço, tronco, pelve 

e membros inferiores em posição neutra e alinhada. 

• 

Pelo fato de crianças menores de 8 anos apresentarem tamanho desproporcionalmente grande do 



occipício, o que promove a flexão passiva do pescoço, é necessário colocar um coxim de 2 a 3 cm sob o 

tronco (dos ombros até a bacia) para conseguir que a cabeça fique em posição neutra, com alinhamento 

da coluna cervical e manutenção da permeabilidade da via aérea.

• 

Devem também ser colocados coxins entre as laterais do corpo e as bordas da prancha, para evitar 



movimentos laterais quando se movimenta a prancha.

• 

A imobilização não poderá impedir a ventilação, a abertura da boca ou a realização de qualquer 



manobra necessária para reanimação.

• 

Em alguns casos, poderá ser melhor transportar a criança imobilizada em sua própria cadeirinha 



(dispositivo de contenção no veículo) em vez de removê-la para a prancha longa (APed 49).

Considerações com relação à não imobilização da coluna do paciente pediátrico: 

• 

A criança que reage intensamente às tentativas de imobilização pode apresentar maior risco de 



agravamento de uma eventual lesão vertebromedular.

• 

Nesse caso, pode ser válida a decisão de não imobilizar e considerar outras opções, como tentar distrair 



a criança com brinquedo ou convencê-la a ficar deitada e imóvel, sem contenção.

• 

A decisão de interromper as tentativas de imobilização, visando à segurança do paciente, deve ser 



documentada detalhadamente, com descrição do motivo, e o paciente deve ter seu estado neurológico 

reavaliado frequentemente durante o transporte. Idealmente, essa decisão deve ser tomada em conjunto 

com o médico regulador. 

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APed 48 – Imobilizações pediátricas

APed 48 – Imobilizações pediátricas


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