Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científicas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Abril/2016



APed 

47

Indicação 



Paciente com suspeita de trauma e indicação de imobilização da coluna cervical.

Material e equipamentos

• 

Equipamento de proteção individual (EPI) obrigatório;



• 

Colar cervical de tamanho apropriado.

Procedimento

1. 

Utilizar EPI.



2. 

Identificar-se e explicar o procedimento ao paciente, na medida do possível.



3. 

Realizar manobra conforme indicado:

• 

O profissional 1 realiza a estabilização manual da cabeça com a duas mãos e, com a ajuda de uma leve 



tensão no sentido axial, realiza o alinhamento em posição neutra.

ATENÇÃO: O alinhamento deve ser evitado ou interrompido se houver resistência ou dor ao movimento,  

piora da condição ventilatória ou ocorrência de espasmos musculares do pescoço e parestesia.

• 

O profissional 2 realiza a avaliação do pescoço e da região mentoniana para rápida detecção de lesões 



que necessitem de abordagem antes da instalação do colar ou que impeçam sua instalação. Devem ser 

avaliados rapidamente: face, pescoço, região da traqueia, condições de jugulares, clavículas, coluna 

cervical e pulso carotídeo.

• 

Em seguida, o profissional 2 utiliza os dedos para medir o pescoço do paciente (distância entre a 



mandíbula e o ombro).

• 

Usando essa medida aproximada, o profissional 2 seleciona o tamanho adequado do colar pediátrico. 



• 

Enquanto a estabilização e o alinhamento da cabeça são mantidos, o profissional 2 instala o colar.

• 

Pode haver variação da técnica de instalação dependendo da posição do paciente:



• 

paciente em decúbito dorsal horizontal (DDH): a colocação se inicia com a passagem do colar por trás, 

entre o pescoço e a superfície, complementada pelo ajuste do apoio mentoniano à frente, sob o mento;

• 

paciente sentado ou em pé: a instalação do colar se inicia pela adequação do apoio mentoniano do 



colar sob o mento, complementada com a passagem por trás do pescoço.

• 

O ajuste do colar é complementado pela checagem do posicionamento correto:



• 

do apoio mentoniano do colar sob a mandíbula, de um ângulo ao outro;

• 

do apoio esternal do colar sobre a região do esterno no tórax do paciente; e



• 

dos apoios laterais do colar sobre as clavículas e o trapézio.

• 

Após a colocação do colar cervical, a estabilização manual da cabeça e do pescoço deve ser mantida 



até que o paciente seja colocado na prancha e seja instalado o imobilizador lateral da cabeça.

• 

Deve-se colocar um coxim baixo (2 a 3 cm de espessura), feito com lençol, entre o paciente e a prancha, 



que vá desde o ombro até o quadril, para manter a posição neutra da coluna cervical na criança < 8 anos.

• 

Registrar o procedimento realizado na ficha/boletim de atendimento.



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APed 47 - Colocação do colar cervical

APed 47 - Colocação do colar cervical


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