Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Janeiro/2016



2/2

APed46 – Acesso intraósseo em pediatria

• 

Deixar o mandril na agulha durante a inserção para evitar que a agulha entupa com osso ou tecido;



• 

Estabilizar a perna sobre uma superfície fi rme, apoiada em um coxim. Não colocar sua mão atrás da 

perna;

• 

Inserir a agulha, a 90°, através da pele sobre a superfície anteromedial da tíbia;



• 

Usar um movimento de torção, com pressão branda, mas fi rme;

• 

Continuar inserindo a agulha pelo osso cortical até encontrar uma súbita redução na resistência, o que 



ocorre quando a agulha penetra o espaço medular. Se estiver inserida de forma correta, a agulha deverá 

permanecer fi rme, sem apoio;

• 

Remover o mandril e conectar a seringa;



• 

Infundir 2 a 5 mL de solução salina. A infusão deve ocorrer com facilidade. Verifi car se ocorre infi ltração 

no local da inserção ou face posterior do membro. Em qualquer momento, a ocorrência de infi ltração 

sugere perda do acesso;

• 

Prender a tubulação intravenosa à pele, usando fi ta adesiva, para evitar tensão na tubulação que possa 



deslocar a agulha;

• 

O fl uido pode ser infundido por seringa conectada a uma válvula reguladora tridirecional ou por infusão 



por pressão. Ao usar uma bolsa de fl uido pressurizada, não permitir que ocorra entrada de ar no sistema.

OUTROS LOCAIS DE PUNÇÃO (QUE DEVEM SER EXCEÇÃO NO APH)

• 

Na tíbia distal, o local de inserção é a superfície anterior, 1 a 2 cm acima da margem superior do maléolo 



medial.

• 

No fêmur distal, a agulha deve ser inserida na linha média, 1 a 3 cm acima da patela. 



CONTRAINDICAÇÕES

• 

Fraturas e lesões por esmagamento próximas ao local de acesso;



• 

Casos de osteogênese imperfeita;

• 

Tentativas anteriores de estabelecer acesso no mesmo osso



• 

Infecção nos tecidos subjacentes.

Observações

• 

Usar precauções universais ao tentar acesso vascular, desinfetar a pele sobrejacente e a área circundante.



• 

Toda medicação passível de administração intravenosa pode ser administrada por via IO, inclusive infusões 

de fármacos vasoativos, como epinefrina. Após administrar todas as medicações em bolus, fazer uma 

lavagem com solução salina.

• 

Após a inserção IO, verifi car o local com frequência em busca de sinais de edema e deslocamento da 



agulha.

• 

Anotar e comunicar a Unidade de Saúde de destino o horário e local da punção IO. 



• 

Considera-se a punção IO para uso de curto prazo, geralmente < 24 horas.

APed46 – Acesso intraósseo em pediatria

APed 


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