Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científicas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Abril/2016



APed 

37

3/3

APed 37 – Queimaduras térmicas (calor)

APed 37 – Queimaduras térmicas (calor)

Observações:

• 

Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3).



• 

Atentar para o direito da criança de ter um acompanhante (responsável legal ou outro).

• 

Considerar a cinemática do trauma e sempre buscar possíveis lesões associadas, como outras lesões 



traumáticas, queimaduras de vias aéreas, inalação de fumaça e resíduos tóxicos.

• 

Não romper ou perfurar bolhas no atendimento pré-hospitalar (APH).



• 

O uso de água gelada ou gelo é contraindicado para o resfriamento da queimadura.

• 

CUIDADO: o resfriamento de queimaduras extensas pode provocar hipotermia, especialmente no 



paciente pediátrico.

• 

Em relação à reposição de volume em queimaduras com mais de 20% de SCQ:



• 

a reposição de volume precoce e ao longo das 24h iniciais é importante, porém o excesso de líquido 

pode promover danos graves;

• 

acesso venoso e a reposição volêmica devem ser considerados especialmente se o transporte for 



demorado e se as condições do paciente exigirem;

• 

metade do volume calculado deverá ser administrado nas primeiras 8h, e a segunda metade, nas 16h 



seguintes. Para calcular o volume por hora nas primeiras 8h, dividir o valor por 8.

• 

o minuto zero corresponde ao momento da queimadura e não ao da chegada da equipe de APH 



(que pode ser tardia).

• 

As queimaduras circunferenciais devem ser tratadas como emergência, especialmente nos transportes 



prolongados, considerando a localização delas:

• 

em pescoço e tórax: cricotireoidostomia (se não for possível a intubação traqueal) e escarotomia, 



se necessário;

• 

em membros superiores e inferiores: avaliar perfusão periférica, pulso e temperatura, e realizar 



escarotomia, se necessário;

• 

realizar analgesia sempre e, se necessário, sedação.



• 

ATENÇÃO para a possibilidade de MAUS-TRATOS.  Sempre remover o paciente para um hospital 

quando houver essa possibilidade, mesmo que a queimadura seja de primeiro grau e em pequena 

superfície corpórea. Anotar detalhadamente na ficha de atendimento (registrar inclusive que há suspeita 

de maus-tratos) e informar essa suspeita ao médico que receber o caso no hospital. Deixar cópia da 

ficha de atendimento (com o registro dessa situação) no hospital, que deverá desencadear o processo de 

notificação compulsória do caso.

• 

Lesões que indicam maus-tratos: queimaduras com pontas de cigarro, marcas de ferro de passar roupa 



ou contato com outras superfícies quentes, queimaduras com líquido escaldante por imersão (limites bem 

definidos nas extremidades e nádegas), lesões envolvendo períneo, ou quando as informações da história 

são conflitantes com os achados clínicos. 

• 

Lembrar que maus-tratos serão informados pelos familiares ou cuidadores como “acidentes”. O grau de 



suspeição de quem presta atendimento pode salvar a vida de uma criança. A notificação é compulsória.


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