Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científicas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Abril/2016



APed 

35

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APed 35 - Considerações especiais em relação à criança traumatizada

APed 35 - Considerações especiais em relação à criança traumatizada

Sistema musculoesquelético:

• 

O esqueleto da criança não é completamente calcificado e contém vários centros cartilaginosos de 



crescimento, sendo mais elástico e menos capaz de absorver as forças cinéticas aplicadas sobre ele do 

que o esqueleto do adulto, o que leva à ocorrência de lesões internas significativas, com presença de 

lesões externas mínimas. 

• 

As crianças são mais suscetíveis às fraturas das fises (placas de crescimento) do que das diáfises.



• 

As perdas sanguíneas associadas à fratura isolada (mesmo de fêmur) são menores do que no adulto e, em 

geral, não causam, por si só, instabilidade hemodinâmica.

Constituição corporal

• 

A criança apresenta menor quantidade de gordura corporal, maior elasticidade do tecido conjuntivo e 



maior proximidade dos órgãos internos, o que faz com que as forças exercidas sobre o corpo infantil não 

se dissipem tão bem quanto no adulto e espalhem energia para vários órgãos, causando lesões múltiplas 

em diferentes órgãos e tecidos. O padrão do trauma infantil é o traumatismo multissistêmico.

• 

A criança apresenta, proporcionalmente, maior superfície corporal do que o adulto, além de ter menor 



quantidade de tecido adiposo, sendo, portanto, mais suscetível à hipotermia.

Equipamentos

• 

O atendimento pediátrico exige equipamentos e insumos adequados para os diferentes tamanhos de 



criança, e esse material deve estar sempre disponível.

Ambiência

• 

A equipe do atendimento pré-hospitalar (APH) deve dedicar atenção especial aos responsáveis pelo 



paciente pediátrico, que poderão estar aflitos e ansiosos. Isso exige paciência, compreensão e boa 

comunicação por parte dos profissionais. A presença de membros da família durante o atendimento da 

criança, com o devido esclarecimento dos mesmos quanto à avaliação e aos procedimentos realizados

reduz tanto a ansiedade do paciente quanto dos familiares.  

• 

No caso de paciente pediátrico desacompanhado, é importante seguir as orientações do Protocolo PE 11.



• 

É importante que os profissionais do APH redobrem sua atenção e seu grau de suspeição quando tratar-se 

de vítima pediátrica de trauma.  Estar sempre atento à presença de lesões e sinais sugestivos de maus-

tratos, mesmo quando a história não sugerir essa hipótese. Procurar por lesões em áreas não expostas. 




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