Protocolos de Suporte Avançado de Vida



Baixar 4.3 Mb.
Pdf preview
Página520/657
Encontro06.05.2021
Tamanho4.3 Mb.
1   ...   516   517   518   519   520   521   522   523   ...   657
Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científicas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Abril/2016



2/3

APed 35 - Considerações especiais em relação à criança traumatizada

APed 35 - Considerações especiais em relação à criança traumatizada

APed 


35

• 

Na “posição de cheirar” (extensão da articulação atlantoccipital), a coluna cervical fica em hiperextensão 



ao nível de C1-C2 e em hiperflexão ao nível de C5-C6. Por isso, ela não deve ser usada nos pacientes 

com possível trauma na coluna; nesses, a colocação do coxim deve manter a cabeça e o pescoço em 

posição neutra.

• 

No diafragma da criança, há predomínio de fibras musculares do tipo II, que são fibras de contração 



rápida, porém menos resistentes à fadiga. Assim, o aumento do trabalho respiratório provoca mais 

precocemente a fadiga da musculatura respiratória.

• 

O occipício relativamente grande no bebê e na criança < 8 anos naturalmente flete o pescoço quando em 



posição supina e superfície plana, causando obstrução da via aérea.

• 

Todos esses fatores somados tornam o paciente pediátrico mais predisposto ao desenvolvimento de 



insuficiência respiratória aguda do que o adulto. 

Cabeça e pescoço

• 

Na criança < 8 anos, a cabeça é proporcionalmente maior em relação ao corpo; como resultado, o 



trauma de crânio está frequentemente associado a outros traumas e é importante causa de mortalidade.

• 

A cabeça proporcionalmente grande e mais pesada torna o impacto do movimento da cabeça sobre o 



pescoço maior na criança; assim, as lesões na altura de C1 e C2 (até C4) são mais comuns em crianças 

menores de 8 anos do que as lesões de cervical inferior. 

• 

A vértebra da criança é menos rígida, mais cartilaginosa do que óssea e, portanto, menos sujeita a 



fraturas. Os músculos paravertebrais, ligamentos e tecidos moles circundantes são elásticos e menos 

resistentes.

• 

Como os ligamentos não são fortes e as vértebras são menos rígidas, podem ocorrer lesões ligamentares 



e na medula nervosa, sem que haja lesões ósseas das vértebras visíveis radiograficamente – spinal cord 

injury without radiographic abnormalities (SCIWORA) –, especialmente nos traumas com mecanismo de 

aceleração-desaceleração e nas quedas.

• 

A proeminência da região occipital na criança menor de 8 anos pode exacerbar uma instabilidade 



de lesão na coluna cervical, daí a importância da colocação de um coxim sob o tronco durante a 

imobilização em prancha longa. 

Tórax

• 

Crianças têm parede torácica mais complacente, de forma que as fraturas de costela são menos comuns 



e a lesão do parênquima pulmonar (contusão) está frequentemente presente sem lesões ósseas; além 

disso, devido à mobilidade das estruturas mediastinais, a criança tem maior probabilidade de desenvolver 

pneumotórax hipertensivo do que o adulto.

• 

A presença de fratura de uma única costela deve ser entendida como trauma grave, com risco de morte; 



se houver duas ou mais costelas fraturadas, especialmente as posteriores, deve-se considerar como situação 

altamente sugestiva de maus-tratos.

Abdome:

• 

Nos bebês e nas crianças pequenas, o fígado e baço estão menos protegidos pelas costelas, estando 



mais suscetíveis à lesão direta.

1   ...   516   517   518   519   520   521   522   523   ...   657


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal