Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científicas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Abril/2016



APed 

35

Características anatômicas e fisiológicas da criança a serem consideradas no atendimento 



inicial do paciente pediátrico:

Via aérea

• 

Cavidade oral pequena e língua e amígdalas relativamente grandes em relação à orofaringe predispõem 



à obstrução de vias aéreas, especialmente nos pacientes com rebaixamento do nível de consciência. 

Na intubação traqueal, há menos espaço para comprimir a língua anteriormente, o que dificulta o 

posicionamento com a lâmina do laringoscópio.

• 

A laringe em bebês e crianças tem posição mais cefálica e anteriorizada, o que dificulta a visualização 



durante a intubação, além de a epiglote ser longa e flexível. O uso de lâminas retas no laringoscópio 

pode criar um plano visual direto da boca até a glote, especialmente nos bebês, auxiliando a intubação.

• 

Nas crianças menores de 10 anos, a parte mais estreita das vias aéreas encontra-se abaixo das cordas 



vocais, na altura da cartilagem cricoide, e a laringe tem forma de funil.

• 

No bebê e na criança pequena, as vias aéreas subglóticas são menores e mais complacentes, e a 



cartilagem de suporte é pouco desenvolvida, tendendo a colapsar ou estreitar se ocorrer obstrução das 

vias aéreas superiores (por crupe, presença de corpo estranho ou epiglotite).

• 

Como a traqueia é curta (5 cm no bebê e 7 cm em criança de 18 meses), há maior risco de intubação 



seletiva ou de deslocamento acidental do tubo traqueal com qualquer movimentação da cabeça; por esse 

motivo, é importante a fixação adequada do tubo e a vigilância constante durante o transporte.

• 

Pequenas obstruções ou edemas das vias aéreas causam reduções relativamente grandes do seu diâmetro, 



levando a uma acentuada resistência ao fluxo de ar e, consequentemente, ao aumento do trabalho 

respiratório. Quando o fluxo aéreo é turbulento (por exemplo, durante o choro), a resistência a ele é ainda 

maior; por isso, deve-se tentar manter a criança o mais calma possível. 

• 

O bebê e a criança necessitam de alta demanda de oxigênio por quilo de peso, pois sua taxa metabólica 



é elevada. Quando ocorre ventilação inadequada, a hipóxia se desenvolve muito rapidamente.

• 

O melhor posicionamento da cabeça para obtenção da permeabilidade da via aérea para ventilação 



com bolsa-valva-máscara ou para intubação traqueal é a chamada “posição de cheirar”, obtida 

pela flexão do pescoço para frente e pela extensão da cabeça sobre o pescoço, mas evitando a 

hiperextensão, que pode levar à obstrução das vias aéreas, especialmente em bebês. No bebê, essa 

posição pode ser obtida com a colocação de um coxim sob o tronco e, na criança maior de 2 anos, 

um coxim sob o occipício. Em ambas as situações, o orifício do conduto auditivo externo deve estar 

posicionado anteriormente ao ombro do paciente. Com isso, consegue-se o alinhamento dos eixos oral, 

faríngeo e traqueal, e, consequentemente, a permeabilidade das vias aéreas.

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APed 35 - Considerações especiais em relação à criança traumatizada

APed 35 - Considerações especiais em relação à criança traumatizada

Fonte: Suporte Avançado de Vida em Pediatria 

(PALS). Manual do Profissional. Edição em 

português, 2012, página 64

POSIÇÃO DE CHEIRAR


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