Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Janeiro/2016



Abdome

• 

Inspeção: observar contusões, lesões abertas e evisceração, abrasões, equimoses, “sinal do cinto de 



segurança”, distensão abdominal

• 

Palpação: pesquisar dor à palpação e sinais de irritação peritoneal, rigidez, abdome em tábua e posição 



de defesa, massas, presença de visceromegalias;

• 

Pesquisar ruídos hidroaéreos.



Pelve

• 

Inspeção: observar formato da região, sangramentos, contusões, abrasões, equimoses, lacerações, fraturas 



expostas;

• 

Realizar palpação das cristas ilíacas na busca de dor e/ou instabilidade, realizando compressão 



laterolateral e anteroposterior –  palpar uma única vez;

• 

Inspecionar a região genital na presença de história de trauma local e/ou de sangramentos evidentes na 



região;

• 

Inspecionar, nos bebês e crianças, a região sob as fraldas/roupas, incluindo a região glútea, em busca de 



lesões sugestivas de maus tratos.

Membros


• 

Inspeção: observar deformidades, desvios, ferimentos, equimoses, hematomas, hemorragias, lesões 

cicatriciais, coloração, fraturas expostas;

• 

Palpar pulsos distais, avaliando simetria e amplitude;



• 

Perfusão dos membros (reenchimento capilar);

• 

Avaliar a força motora (exceto no membro com suspeita de fratura), solicitando que o paciente (se possível 



para a idade):

• 

Movimente os pés e/ou eleve uma perna de cada vez



• 

Aperte a mão do profi ssional e/ou eleve um braço de cada vez;

• 

Avaliar a sensibilidade;



• 

Sempre realizar a avaliação comparando um membro com o outro.

Dorso

• 

Inspecionar a presença de deformidades, contusões, hematomas, ferimentos;



• 

Palpar caixa torácica posterior e processos espinhosos, durante o posicionamento na prancha longa, 

em busca de dor.

4. 

Monitorizar: oximetria de pulso, frequência e ritmo cardíaco, glicemia capilar (se indicado); realizar 

avaliações seriadas dos sinais vitais, reenchimento capilar e nível de consciência. 

Observações

• 

Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3).



• 

Atentar para o direito da criança de ter um acompanhante (responsável legal ou outro).

• 

Considerar a cinemática do trauma na busca das lesões.



• 

A avaliação secundária é importante, porém não obrigatória, principalmente nos pacientes críticos ou se 

sua realização implicar em atraso de transporte.

• 

Nos pacientes em situação crítica, algumas etapas podem ser suprimidas.



• 

Retomar a avaliação primária a qualquer momento se houver deterioração do quadro clínico do paciente.

• 

Lembrar que crianças perdem proporcionalmente mais volume em lesões e fraturas de membros quando 



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APed 34 – Avaliação secundária do paciente pediátrico com suspeita de trauma ou em situação ignorada

APed 34 – Avaliação secundária do paciente pediátrico com suspeita de 

trauma ou em situação ignorada

APed 

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