Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Janeiro/2016



Quando suspeitar ou critérios de inclusão

Anafi laxia é altamente provável quando preencher qualquer um dos três critérios a seguir.

• 

1º critério



Doença de início agudo (minutos a horas), com envolvimento de pele e/ou mucosas (urticária, prurido ou 

rubor, inchaço de lábios, língua ou úvula) e pelo menos mais uma das condições a seguir: 

• 

Acometimento respiratório (dispneia, broncoespasmo, estridor, hipoxemia); ou



• 

Redução da pressão arterial (PA) ou sintomas relacionados à disfunção de órgãos-alvo (síncope, 

hipotonia, incontinência).

• 

O primeiro critério está presente em 80% dos casos. 



• 

2º critério

Dois ou mais dos seguintes fatores, que ocorrem agudamente (minutos a horas) após exposição a um 

provável alérgeno:

• 

Envolvimento de pele e/ou mucosas; 



• 

Comprometimento respiratório; 

• 

Redução da PA ou sintomas associados à disfunção de órgãos-alvo (síncope, hipotonia, 



incontinência); 

• 

Sintomas gastrointestinais persistentes (dor abdominal, diarreia, vômitos). 



• 

3º critério

Redução da PA com início agudo (minutos a horas) após exposição a alérgeno conhecido para o paciente: 

• 

Bebê e criança: pressão sistólica baixa (idade específi ca – ver Protocolo de Parâmetros Pediátricos 



APed1) ou queda maior que 30% na pressão sistólica basal;

• 

Adolescente: pressão sistólica < 90 mmHg ou queda maior que 30% da pressão basal do paciente.



Conduta

1. 

Observar impressão inicial e realizar avaliação primária (Protocolo APed2), com ênfase para:

• 

Reconhecer precocemente o quadro, identifi cando um dos três critérios clínicos de inclusão acima 



descritos;

• 

Suspender, se possível, a exposição ao provável agente desencadeante; 



• 

Avaliar rapidamente o paciente (vias aéreas, respiração, circulação, estado mental, pele/mucosas) e 

estimar o peso corporal (ver Protocolo de Parâmetros Pediátricos APed1).

2. 

Se anafi laxia for diagnosticada ou fortemente suspeitada, realizar, SIMULTÂNEA E IMEDIATAMENTE, 

os dois passos a seguir:

• 

Administrar epinefrina 1:1000 (1 mg/mL), na dose de 0,01 mg/kg (0,01 mL/kg), máximo de 0,3 



mg (0,3 mL), via intramuscular (na região anterolateral do terço médio da coxa); pode ser repetida a 

cada 5 a 15 minutos, com base na gravidade e na resposta à aplicação anterior; anotar o horário da 

aplicação;

• 

Posicionar o paciente: colocá-lo em decúbito dorsal e elevar os membros inferiores;



• 

Se o paciente apresentar dispneia ou vômitos, colocar em posição de conforto (com leve inclinação 

da cabeceira), mantendo os membros inferiores elevados;

• 

Não permitir que o paciente sente ou se levante bruscamente, nem colocá-lo em posição vertical, 



pelo risco de morte súbita (síndrome da veia cava e do ventrículo vazios).

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APed26 – Epistaxe

APed26 – Anafi laxia

APed 


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