Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científicas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Abril/2016



APed 

16

3/4

APed 16 – Taquiarritmia com pulso 

APed 16 – Taquiarritmia com pulso 

PACIENTE HEMODINAMICAMENTE INSTÁVEL:

• 

Realizar ECG e avaliar rapidamente a duração do QRS, mas sem retardar outros cuidados;



• 

Se o QRS estiver normal/estreito:

• 

tratar a causa se for TS;



• 

se houver TSV: considerar realizar manobra vagal somente enquanto prepara a cardioversão 

farmacológica ou elétrica (não retardar o tratamento definitivo para realizar manobra vagal). Se 

o acesso vascular estiver instalado e a medicação estiver imediatamente disponível, administrar 

adenosina (até duas vezes, se necessário, nas doses acima citadas). Se o acesso IV/IO não estiver 

prontamente disponível ou se a adenosina for ineficaz, realizar cardioversão elétrica sincronizada, 

sob sedação, se esta não retardar a cardioversão.

• 

Se houver taquicardia de QRS largo com pulso e hemodinamicamente instável, realizar cardioversão 



elétrica sincronizada IMEDIATAMENTE; 

• 

Sempre que possível, administrar sedação (selecionar cuidadosamente a medicação com menos efeitos 



hemodinâmicos – APed 31), mas sem atrasar a cardioversão elétrica para obtenção de acesso vascular;

• 

Cargas recomendadas:



• 

iniciar com dose de 0,5 a 1,0 J/kg de peso;

• 

caso o ritmo não seja revertido, aumentar a carga para 2 J/kg.



• 

Usar as maiores pás (adesivas ou manuais) que couberem no tórax do paciente sem se tocarem;

• 

ATENÇÃO: Redefinir o modo sincronizado (botão “SYNC”) do aparelho antes de cada cardioversão 



sincronizada;

• 

Manter atenção para a ocorrência de parada cardiorrespiratória (Protocolo APed 07).



5. 

Realizar contato com a Regulação Médica para definição do encaminhamento e/ou da unidade de saúde 

de destino (preferencialmente com serviço de cardiologia pediátrica).

Observações

• 

Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3);



• 

Atentar para o direito da criança de ter um acompanhante (responsável legal ou outro);

• 

Manobras vagais utilizadas em pediatria: 



• 

colocar bolsa com água e gelo sobre a metade superior da face do bebê ou da criança (sem cobrir 

nariz e boca, para não obstruir a ventilação) por 15 a 20 segundos; 

• 

a criança maior pode soprar um canudo estreito ou obstruído; 



• 

na criança maior também pode ser realizada manobra de Valsalva ou massagem de seio carotídeo;

• 

NÃO realizar pressão ocular, pelo risco de lesão na retina.



• 

Nos casos de pacientes estáveis (sem sinais de instabilidade hemodinâmica) e sem sintomas importantes, 

com taquicardias com QRS estreito regular (TSV) sem reversão com adenosina, QRS estreito irregular ou 

QRS largo, pode-se considerar aguardar a avaliação do cardiologista, sem medicar no atendimento pré-

hospitalar (APH);

• 

TV é incomum em pediatria e, quando ocorre, em geral o paciente apresenta cardiopatia de base;



• 

ATENÇÃO ao realizar a cardioversão elétrica: em grande parte dos monitores/ desfibriladores, o modo 

sincronizado (botão “SYNC”) deve ser ativado a cada tentativa de cardioversão sincronizada; 

• 

Lembrar que a infusão rápida de amiodarona pode causar vasodilatação, hipotensão, bloqueio cardíaco 



ou TV polimórfica; 

• 

Considerar o algoritmo das taquiarritmias com pulso – SAV Pediátrico, a seguir.



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