Protocolos de Suporte Avançado de Vida


  Realizar ECG 12 derivações. 4



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3. 

Realizar ECG 12 derivações.



4. 

Instalar acesso vascular intravenoso (IV) ou intraósseo (IO).



5. 

Identifi car e tratar causas reversíveis (6H e 5T).



6. 

Tratar de acordo com o quadro. 

BRADICARDIA SEM COMPROMETIMENTO CARDIOPULMONAR:

• 

Fornecer suporte de vida com sequência ABC (vias aérea-boa ventilação-compressão torácica);



• 

Administrar O

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 suplementar;



• 

Observar e monitorizar constantemente o paciente;

• 

Transportar, se possível, para unidade com especialista (cardiologista pediátrico).



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APed 15 – Bradicardia 

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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Janeiro/2016



BRADICARDIA COM SINAIS DE COMPROMETIMENTO CARDIOPULMONAR:

• 

Se, apesar da oxigenação e ventilação efi cazes, a FC for ≤ 60 bpm (em bebês e crianças) com sinais 



contínuos de perfusão tecidual inadequada (ou seja, comprometimento cardiopulmonar persistente), iniciar 

imediatamente manobras de RCP de boa qualidade (Protocolo APed 7);

• 

Instalar via aérea avançada;



• 

Verifi car, durante os procedimentos, se o suporte está adequado (checar via aérea, oxigenação, 

efetividade da ventilação);

• 

Se após 2 minutos de oxigenação e ventilação adequadas e RCP de boa qualidade, a bradicardia e os 



sinais de comprometimento hemodinâmico persistirem, iniciar tratamento medicamentoso;

• 

Administrar epinefrina intravenosa/intraóssea (IV/IO), dose de 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da solução 



1:10.000), máximo de 1 mg; repetir a cada 3 a 5 minutos, se necessário;

• 

Se bomba de infusão disponível e bradicardia persistente, considerar infusão contínua de epinefrina, na 



dose de 0,1 a 0,3 mcg/kg/minuto, titulando a dose até a resposta clínica;

• 

Se a bradicardia for causada por tônus vagal aumentado, toxicidade por drogas colinérgicas (como carbamatos 



e organofosforados) ou por bloqueio atrioventricular (AV) primário, administrar atropina em vez de epinefrina, na 

dose de 0,02 mg/kg, IV/IO, máximo de 0,5 mg/dose, que pode ser repetida uma vez, em 5 minutos; lembrar 

que a dose mínima de atropina deve ser de 0,1 mg (doses menores podem produzir bradicardia paradoxal).

ATENÇÃO: em caso de intoxicação por drogas colinérgicas podem ser necessárias doses mais altas (ver 

protocolo TOX correspondente);

• 

Se não responder à atropina nessas situações descritas, usar epinefrina;



• 

Lembrar que a atropina não é indicada em casos de bloqueio AV decorrente de bradicardia secundária a 

causas tratáveis, como hipóxia ou acidose;

• 

Pode ser tentado o uso de atropina no bloqueio AV de 2º grau (tipos Mobitz I e II) e de terceiro grau;



• 

Se não houver resposta satisfatória, considerar instalação de marcapasso transcutâneo (MPTC), 

especialmente nos casos de bloqueio AV total ou função anormal do nódulo sinusal;

• 

Tratar as causas potencialmente reversíveis: as principais são hipóxia e tônus vagal aumentado;



• 

Atentar para a ocorrência de parada cardiorrespiratória (PCR) (Protocolo APed 7).



7. 

Realizar contato com a Regulação Médica para defi nição do encaminhamento e/ou unidade de saúde de 

destino (preferencialmente com serviço de cardiologia pediátrica).

Observações

• 

Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3).



• 

Atentar para o direito da criança de ter um acompanhante (responsável legal ou outro).

• 

Principais ritmos que causam bradiarritmia: bradicardia sinusal, bradicardia atrioventricular (BAV) 1º grau, 



BAV 2º grau (tipo 1 e tipo 2), BAV 3º grau.

• 

A bradicardia constitui sinal indicativo de PCR iminente em bebês e crianças quando associada a sinais de 



perfusão tecidual inadequada.

• 

Bradicardia sintomática: FC mais lenta que o normal para a idade do paciente pediátrico (geralmente 



< 60 bpm), associada a comprometimento cardiopulmonar.

• 

Bradicardia no paciente pediátrico pode ser secundária a: hipóxia, acidose, hipotensão, hipotermia, efeitos de drogas.



• 

Bradicardia pode também ser primária, como resultado de condições cardíacas congênitas ou adquiridas.

• 

Para a utilização do MPTC, considerar analgesia ou sedação leve.



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