Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científicas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Abril/2016



APed 

14

3/7

APed 14 - Reanimação neonatal (recém-nascido que necessita de reanimação)

APed 14 - Reanimação neonatal (recém-nascido que necessita de reanimação)

• 

Se após 30 segundos de VPP com a técnica correta e O



2

 100% o RN não melhorar (mantiver FC <100 

bpm ou respiração irregular ou a SatO

2

 é baixa), realizar a intubação orotraqueal e ventilar com balão e 



cânula no ritmo de 40 a 60 ipm, avaliando a cada 30 segundos a FC, a SatO

2

 e o retorno da respiração 



espontânea e regular; 

• 

Mais importante para o paciente recém-nascido é a aplicação da VPP com balão e máscara com a 



técnica correta do que o uso do oxigênio suplementar;

• 

Se após 30 segundos houver retorno da respiração espontânea e regular, FC > 100 bpm e SatO



2

 

adequada: poderá ser suspensa a ventilação; nesse caso, por precaução, manter o RN intubado durante 



todo o transporte, controlando a SatO

2

;



• 

Se após 30 segundos não houver retorno da respiração espontânea e regular e/ou FC permanecer < 100 

bpm e/ou SatO

2

 baixa: verificar a posição da cânula, a técnica da ventilação por cânula, a oferta de O



2

corrigindo o que for necessário; 



• 

Se após 30 segundos de ventilação por cânula traqueal com O

2

 100% a FC < 60 bpm: outro profissional 



inicia compressões torácicas, preferencialmente com a técnica dos polegares sobrepostos sobre o terço 

inferior do esterno (logo abaixo da linha intermamilar) e as mãos envolvendo o tórax do RN, sincronizando 

compressão e ventilação, na proporção de 3 (três) compressões para 1 (uma) ventilação (3:1) com O

2

 



100%; comprimir na profundidade de 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax, permitindo a reexpansão 

plena do tórax após cada compressão; 

ATENÇÃO: a técnica com os polegares justapostos para realização das compressões torácicas aumenta 

a chance de lesões dos pulmões e do fígado; por isso, é mais segura a técnica com os polegares 

sobrepostos, a qual também gera maior pico de pressão e pressão de pulso.

• 

Se após 60 segundos de insuflações com O



2

 100% e compressões torácicas a FC > 60 bpm: interromper a 

compressão torácica e manter insuflações (40 a 60 ipm) até que FC > 100 bpm e respiração regular (nesse 

caso, por precaução, manter o RN intubado e com VPP durante todo o transporte, controlando a SatO

2

); 


ATENÇÃO: aplicar compressões torácicas e insuflações por 60 segundos antes de reavaliar a FC, pois 

esse é o tempo mínimo para que a compressão torácica efetiva possa restabelecer a pressão de perfusão 

coronariana; o monitor cardíaco é o melhor método para avaliar de forma contínua a FC sem interromper 

a ventilação; o oxímetro também é útil, entretanto, se a perfusão periférica estiver comprometida, a 

oximetria de pulso pode não detectar a FC.

• 

Se após 60 segundos de insuflações com O



2

 100% coordenadas com compressões torácicas o RN 

mantiver FC < 60 bpm: verificar a posição da cânula traqueal e as técnicas da ventilação e compressão 

torácica e corrigir se necessário; 

• 

Se todas as técnicas estiverem corretas e a FC permanecer < 60 bpm: manter as manobras de 



ressuscitação com ritmo de 3:1 e introduzir medicação (epinefrina e expansores de volume); a via 

preferencial é a veia umbilical* ou, na falta de experiência do profissional com cateterismo umbilical, 

utilizar a via intraóssea; 

• 

Epinefrina: dose de 0,01 a 0,03 mg/Kg (0,1 a 0,3 mL/Kg/dose da solução 1:10.000) IV/



IO. Enquanto o acesso IV/IO está sendo obtido, pode ser administrada uma única vez por via 

endotraqueal, na dose de 0,05 a 0,10 mg/Kg (0,5 a 1,0 mL/Kg da solução 1:10.000);

• 

Se não houver reversão da bradicardia, a epinefrina pode ser repetida a cada 3 a 5 minutos, na 



dose de 0,03 mg/Kg, via IV/IO e, se o RN apresentar palidez ou evidências de choque, considerar 

a administração de Solução Salina 0,9% na dose inicial de 10 mL/Kg (administrar o volume 

lentamente, em 5 a 10 minutos, especialmente nos prematuros, pois a expansão rápida da volemia 

pode se associar à hemorragia intracraniana); repetir o volume se necessário;

• 

Considerar a possibilidade de interrupção da RCP apenas se o RN permanecer em assistolia por mais de 



10 minutos e depois que todos os procedimentos indicados na reanimação neonatal foram conduzidos de 

forma apropriada:

• 

A decisão de continuar ou interromper tais procedimentos deve ser individualizada. 



• 

Variáveis a serem consideradas: se os procedimentos de reanimação foram aplicados de forma 

adequada, se os cuidados intensivos neonatais estão disponíveis, incluindo a hipotermia terapêutica, 

qual foi a causa e a duração da agressão hipóxico-isquêmica e qual o desejo da família, quando 

houve tempo para uma conversa prévia ao nascimento.


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