Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científicas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Abril/2016



APed 

13

Quando suspeitar ou critérios de inclusão



Para todo recém-nascido que, imediatamente após a saída da cavidade uterina, receber TODAS as respostas 

SIM para as seguintes perguntas:

• 

A gestação foi a termo?



• 

O RN está respirando (considerar respiração regular) ou chorando ao nascer?

• 

O RN apresenta bom tônus muscular (tônus muscular em flexão e movimentos ativos)?



Se todas as respostas forem “SIM”: o RN a termo está com boa vitalidade e não necessita de manobras de 

reanimação.

Conduta:

Realizar a avaliação e a estabilização inicial do RN na seguinte sequência:



1. 

Clampeamento do cordão umbilical no RN à termo ou pré termo tardio (≥ 34 semanas):

• 

Posicionar o RN sobre o abdome materno, sem tracionar o cordão umbilical ou, se isso não for possível, 



apoiá-lo na cama ou maca sobre campo estéril, entre as pernas da mãe; cobrir o RN com campo estéril, 

inclusive a cabeça (exceto a face), independente da posição em que for colocado;

• 

Aguardar 1 a 3 minutos para clampear o cordão; 



• 

Medir cerca de 10 a 15 cm a partir do abdome do RN e colocar o 1º cord clamp; medir mais 3 a 4 cm 

e colocar o 2º cord clamp;

• 

Cortar o cordão umbilical com lâmina de bisturi estéril entre os dois cord clamp



2. 

Após o clampeamento do cordão, iniciar a assistência ao RN a termo ou pré termo tardio (>34 semanas) 

realizando rapidamente os seguintes cuidados:

• 

Ainda envolvido em campo estéril, retirar o RN do abdome materno ou do espaço entre as pernas da mãe 



e colocá-lo sobre superfície plana; 

• 

Posicionar a cabeça do RN em leve extensão; 



• 

Aspirar boca e nariz (sonda nº 8 ou 10), somente se tiver secreção;

• 

Secar o corpo e a cabeça, em especial a região das fontanelas, e desprezar os campos (ou compressas) úmidos;



• 

Colocar touca de lã ou de algodão;

• 

Envolver em outro campo estéril limpo e seco, mantendo abertura frontal suficiente para terminar a avaliação;



• 

Se necessário, reposicionar a cabeça em leve extensão;

• 

Avaliar inicialmente a frequência cardíaca (FC) com o estetoscópio no precórdio, o tônus muscular e a 



respiração/choro;

• 

Depois, observar continuamente a atividade, o tônus muscular e a respiração/choro;



• 

Avaliar a temperatura axilar: temperatura ideal entre 36,5 e 37,5°C;

• 

Avaliar o Escore de Apgar no primeiro minuto ou à chegada da equipe (registrando o tempo decorrido 



do nascimento);

• 

Após esses cuidados iniciais e estabilização do RN: apresentá-lo para mãe e pai e identificar mãe e RN 



com pulseiras; envolver o RN em campo estéril seco;

• 

Avaliar o Escore de Apgar no quinto minuto ou 4 minutos após o primeiro Apgar;



• 

Preparar o RN para o transporte:

• 

Se temperatura axilar normal (entre 36,5 e 37,5°C), envolver o RN em campo estéril e manta 



metálica sobre o campo (sem tocar a pele do RN);

• 

Se temperatura axilar < 36,5°C, envolver o RN em campo estéril, colocar sobre esse campo um 



cobertor e, sobre o cobertor, a manta metálica;

• 

Se temperatura axilar > 37,5°C, envolver o RN somente em campo estéril.






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