Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Janeiro/2016



APed 

11

Quando suspeitar ou critérios de inclusão



Paciente com retorno da circulação espontânea (RCE) após manobras de ressuscitação cardiopulmonar.

Conduta


1. 

Atentar para a ocorrência de nova parada cardiorrespiratória (PCR): manter monitorização cardíaca 

contínua e controle do pulso. 

2. 

Otimizar a ventilação e oxigenação, com ênfase para:

• 

Manter ou considerar via aérea avançada; 



• 

Titular a administração de oxigênio (O

2

) para manter a saturação ≥ 94%, mas < 100% (evitar hiperóxia – 



manter entre 94 e 99%);

• 

Se saturação de O



2

 < 90% apesar da administração de O

2

 100%, instalar via aérea avançada (caso 



ainda não instalada) e realizar suporte ventilatório, considerando ventilação mecânica e pressão positiva 

expiratória fi nal (positive-end expiratory pressure, PEEP);

• 

Se ventilação mecânica disponível, considerar os seguintes parâmetros iniciais para o ventilador: 



• 

O

2



 a 100%, titulado para manter saturação de O

2

 entre 94% e 99%; 



• 

Volume corrente de 6 a 8 mL/kg (se ventilação por volume); 

• 

Tempo inspiratório* de 0,5 a 1 segundo; 



• 

Pressão inspiratória de pico* de 20 a 30 cmH

2

O (nível mais baixo capaz de produzir expansão 



torácica adequada); 

• 

Frequência respiratória de 20 a 30 incursões por minuto (ipm) para bebês, 16 a 20 ipm para 



crianças; 

• 

PEEP de 3 a 5 cmH



2

O (ou mais alto em caso de doença pulmonar de base).

(*) para ventiladores de ciclos, limitados por pressão;

• 

No paciente portador de cardiopatia cianótica, ajustar a meta de saturação de O



2

 para a sua saturação 

basal, se essa for conhecida, e seu estado clínico;

• 

Considerar capnografi a, se disponível;



• 

Se ocorrer deterioração súbita do quadro clínico em paciente intubado, avaliar possíveis causas utilizando 

o mnemônico DOPE:

• 

Deslocamento do tubo traqueal;



• 

Obstrução do tubo (secreções, sangue, pus, corpo estranho, ou torção do tubo);

• 

Pneumotórax;



• 

Equipamento: falhas no equipamento (desconexão do sistema de suprimento de O

2

, vazamento no 



circuito do ventilador, queda no fornecimento de energia para o ventilador, funcionamento incorreto 

das válvulas na bolsa ou circuito).



3. 

Na presença de agitação do paciente:

• 

Avaliar possíveis causas para a agitação (DOPE) e corrigi-las, se indicado;



• 

Controlar a dor com analgesia (fentanil ou morfi na) e a ansiedade com sedação (midazolam); considerar 

sedação e analgesia em todos os pacientes intubados e conscientes.




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