Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos de Emergências Pediátricas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Janeiro/2016



14. 

Administrar antiarrítmico:

• 

Amiodarona: 5 mg/kg (0,1 mL/kg) IV/IO, máximo de 300 mg/dose, em bolus, seguido de fl ush 5 mL 



de solução salina a 0,9%; pode ser repetida até duas vezes (máximo total de 15 mg/kg); OU

• 

Lidocaína IV/IO: 



• 

Bolus de ataque: 1 mg/kg, seguido de fl ush 5 mL de solução salina a 0,9%;

• 

Manutenção: sucessiva ao bolus, 20 a 50 mcg/kg/min. Repetir bolus se a infusão contínua iniciar mais 



de 15 minutos após o bolus inicial.

• 

No caso de PCR secundária a taquicardia ventricular polimórfi ca (



Torsades de Pointes

), administrar sulfato 

de magnésio: 25 a 50 mg/kg (máximo 2 g), IV/IO, em bolus

15. 

Após 2 minutos, checar novamente o ritmo e pulso se ritmo de TV. Se persistir FV/TVSP, reiniciar desde o 

item 2, administrando choques subsequentes para desfi brilação com carga > 4 J/kg (máximo de 10 J/kg 

ou carga adulta).



16. 

Se, a qualquer momento, o ritmo evoluir para:

• 

Assistolia - considerar Protocolo APed 8;



• 

AESP - considerar Protocolo APed 9; e

• 

Atividade elétrica (ritmo organizado) com pulso: iniciar cuidados pós-ressuscitação (Protocolo APed 11).



17. 

Realizar simultaneamente os seguintes procedimentos: 

• 

Assim que possível, instalar dispositivo de via aérea avançada, preferencialmente intubação orotraqueal; 



considerar o uso de máscara laríngea ou outro dispositivo supraglótico no caso de intubação difícil, para 

não retardar a realização das compressões de boa qualidade;

• 

Confi rmar efetiva ventilação e fi xar o dispositivo escolhido;



• 

Após a instalação da via aérea avançada, manter compressões torácicas contínuas na frequência de 100 

a 120 por minuto, sem pausas para as insufl ações, e oferecer uma insufl ação a cada 6 segundos (10 

insufl ações por minuto), não sincronizadas, e checar o ritmo a cada 2 minutos;

• 

Tentar realizar o diagnóstico diferencial e procurar tratar as causas reversíveis identifi cadas (Fatores 6H e 5T).



18. 

Realizar contato com a Regulação Médica para defi nição do encaminhamento e/ou unidade de saúde de destino.

Observações

• 

Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3).



• 

Atentar para o direito da criança de ter um acompanhante (responsável legal ou outro).

• 

Ênfase na compressão torácica de boa qualidade. 



• 

Compressões torácicas de boa qualidade compreendem:

• 

Paciente pediátrico, posicionado em decúbito dorsal horizontal, sobre superfície rígida e plana;



• 

No bebê: comprimir o esterno com dois dedos posicionados imediatamente abaixo da linha 

intermamilar, deprimindo pelo menos 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax ou cerca de 4 cm;

• 

Na criança: realizar compressões com uma ou duas mãos posicionadas na metade inferior do esterno, 



deprimindo pelo menos 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax ou cerca de 5 cm;

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APed 10 – PCR no paciente pediátrico: FV ou TVSP 

APed 10 – PCR no paciente pediátrico: FV ou TVSP 

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