Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Protocolos Especiais

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

• 

recolher da cena todo o material médico-hospitalar utilizado no atendimento, como luvas, invólucros, gazes 



e outros resíduos, dando a eles o destino protocolar;

• 

não limpar nem retirar ou recolher objetos ou sujidades que já se encontravam no local;



• 

não circular muito na cena, procurando evitar apagar marcas de sapatos, pneus e outras;

• 

evitar pisar em poças de sangue



• 

não tocar em objetos da cena com as luvas sujas com sangue; e

• 

não mexer em objetos na cena, exceto se colocarem a segurança da equipe em risco (exemplo: arma 



muito próxima ou vidros quebrados).

Em relação ao tipo de lesão:

• 

em caso de ferimento penetrante, durante a retirada de vestes e exposição do paciente, preservar a área 



perfurada da veste, não fazendo cortes no local da perfuração; e

• 

em caso de enforcamento, se não houver sinais de morte óbvia, movimentar o paciente para permitir o seu 



atendimento, preservando o instrumento utilizado na ação, incluindo o nó, quando presente.

Diante da presença de armas de fogo ou armas brancas na cena:

• 

não tocar, a menos que haja risco para a equipe como, por exemplo, a possibilidade de acionamento 



inadvertido ou utilização por outra pessoa na cena;

• 

se houver risco, afastar a arma, manuseando-a apenas pelo cabo e com as mãos enluvadas, colocando-a 



em um lugar que seja seguro para a equipe e para terceiros;

• 

JAMAIS tentar manipular uma arma de fogo, visando desarmá-la, destravá-la ou desmuniciá-la;



• 

evitar tocar, manusear ou limpar as mãos do paciente; e

• 

informar ao policial se foi necessário remover a arma de lugar, descrevendo a dinâmica desse 



deslocamento. 

Na presença de sinais de morte óbvia:

• 

não tocar ou movimentar o paciente;



• 

sair da cena exatamente pelo mesmo local em que entrou, procurando não alterar os vestígios da cena; e

• 

não permitir a entrada de outras pessoas na cena até a chegada do policiamento.



Ter preocupação redobrada com as anotações na Ficha de Atendimento:

• 

anotar todos os horários com exatidão;



• 

anotar nomes e instituições presentes na cena, incluindo prefi xos de viaturas e de ambulâncias;

• 

descrever com exatidão a posição em que o paciente foi encontrado e se foi necessário movimentá-lo, 



informando a razão da movimentação;

• 

descrever com exatidão as lesões provocadas pela equipe no corpo do paciente em função da 



necessidade de atendimento. Exemplos: punção para acesso venoso (detalhar locais e número de 

punções), punção por agulhas para bloqueios anestésicos, suspeita de fratura do esterno e/ou costelas 

devido à realização de RCP, cricotireoidostomia (por punção ou cirúrgica); e

• 

anotar o nome do policial para o qual foram passadas as informações sobre o atendimento e/ou foram 



entregues as vestes e/ou objetos, ou passadas informações dadas pelo paciente, dentre outros detalhes de 

interesse no caso.

• 

Considerar os 3 “S” (Protocolos PE1, PE2, PE3).



• 

Este Protocolo tem por objetivo descrever condutas assertivas para as equipes, com a fi nalidade de 

preservar evidências periciais, sem comprometer o atendimento ao paciente. 

Observações:



2/2

PE17 - Regras gerais de abordagem em ocorrências com indícios de crime

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Agosto/2014 



Revisão: Outubro/2014

PE17


PE17 - Regras gerais de abordagem em ocorrências com indícios de crime

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