Protocolos de Suporte Avançado de Vida



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Protocolo Samu 192

Emergências Clínicas

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis. 

Adaptações  são  permitidas  de  acordo  com  as  particularidades  dos  serviços.                 

 

Elaboração: Janeiro/2016



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AC43 - Autoagressão e risco de suicídio

AC43 - Autoagressão e risco de suicídio

AC43


• 

Incentivar a mudança de local da conversa para um local mais seguro somente quando avaliar que essa 

atitude não aumentará o estresse ou a desconfi ança do paciente. Exemplos: proponha outro lugar para 

continuarem a conversa que possa trazer mais conforto; ofereça água ou papel e caneta para escrever. 

• 

Se a situação for de risco, pode ser preferível não deixar que o paciente se mova sem ajuda 



especializada; mantenha o diálogo, negociando para que a pessoa permaneça imóvel, enquanto se 

articulam estratégias de intervenção (colchão de ar, escada, etc.).

• 

Identifi car eventos atuais, pessoas e outros estressores que possam ter precipitado a crise suicida. Valorizar:



• 

Histórico de ameaças e tentativas anteriores de autoagressão e/ou suicídio;

• 

Histórico psiquiátrico e tratamentos de saúde mental (uso abusivo de substâncias psicoativas, depressão, 



ansiedade, sintomas psicóticos como delírios persecutórios e alucinações auditivas de comando);

• 

Sinais de intoxicação por álcool, outras drogas, pesticidas e/ou medicamentos;



• 

Condições biológicas, psicossociais, situacionais e culturais pertinentes (dolorosas, terminais, recusa do 

tratamento de doenças, insônia, sensação de isolamento ou solidão, desemprego ou difi culdade fi nanceira, 

término de relação amorosa, falecimento de ente querido, ausência de perspectivas ou projetos futuros).

• 

Abordar o tema relativo à autoagressão e/ou ao risco de suicídio demonstrando uma postura de cuidado 



e, principalmente, evitando adotar uma postura de julgamento ou pressionar o paciente a fornecer detalhes 

da situação vivenciada.

• 

Fraseologia: “Imagino que o tamanho do seu sofrimento (dor) seja tão grande (insuportável) a ponto de 

já ter desejado morrer”; “Está considerando que acabar com a própria vida é a melhor solução?”; “Os 

pensamentos ou sonhos com morte têm sido frequentes?”; “Ouve vozes ou vê coisas que trazem sensações 

ruins ou negativas?”; “Tem abusado de álcool e drogas?”; “Tem alimentado ideias de como morrer?”; 

“Tem alguém com quem você consegue conversar sobre isso?”.

• 

Oferecer e negociar formas alternativas de lidar com o evento desencadeante, estimulando a 



tranquilização e a refl exão sobre outras possibilidades de resolução da situação;

• 

Não desafi ar a pessoa e não prometer algo que não será realizado.



• 

Respeite as regras propostas pelo paciente que forem seguras e razoáveis, como não se aproximar em 

demasia, chamar familiares ou outras pessoas, mudar o negociador, etc.;

• 

Explique o motivo da impossibilidade e/ou informe que você precisará consultar outras pessoas antes 



de efetivar promessas que não pode cumprir;

• 

No caso da presença de familiares ou conhecidos, avaliar e negociar com o paciente as condições 



de afastamento ou permanência de tais pessoas na cena. 

• 

Manter a concentração na conversa e evitar conversas paralelas com outros membros da equipe;



• 

Jamais deixar o paciente sozinho.



6. 

Durante o manejo verbal e a negociação, são ações importantes que podem ser realizadas pelo 

mediador ou por outros membros da equipe de atendimento:

• 

Identifi car um familiar, um amigo, uma referência comunitária ou um profi ssional preferencialmente indicado 



pelo paciente que possa oferecer suporte e negociar necessidades de apoio e formas de lidar com a 

situação, bem como fornecer informações que possam ajudar na compreensão dos acontecimentos; 

• 

Comunicar em voz baixa e com discrição ou por meio de bilhetes entregues ao mediador as informações 



obtidas junto à família e à comunidade.  

7. 

Avaliar, a partir da mediação, a presença de fatores de risco e fatores de proteção:

• 

Intenção suicida e/ou de autoagressão (até que ponto o paciente intenciona agir a respeito de seus 



pensamentos autodestrutivos; sinais de automutilação);

• 

Ideação suicida e/ou pensamento de autoagressão (ideia, desejo e pensamento voltados para o ato de 



cometer suicídio);

• 

Planos suicidas (grau de estruturação/detalhamento, letalidade do método e acesso aos meios para o ato planejado);



• 

Nível de impulsividade e autocontrole do paciente, com atenção para a velocidade com que passa da 

ideia (pensamento) ao ato, a capacidade de refl exão (ponderação) sobre os desejos e pensamentos, e o 

padrão de respostas (atitudes); 

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