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Bem  Maior  essas  mulheres  paguem  com  a  vida  pelo  que  fizeram  conosco.
Você... eu... nós somos insubstituíveis. Essas putas não.
E assim como entrou, ela saiu.
Arrancou  o  casaco  de  cima  da  mesa  arrastando  com  ele  os  livros  e  o
notebook de Anthony, jogou-o por cima do ombro e desfilou fora da minha sala.
Tive vontade de quebrar aquela porta e derrubar tudo dentro daquela sala.
A raiva, o rancor, a dor de escutar cada uma daquelas palavras... tudo isso
estava me corroendo por dentro.
E  o  pior,  a  única  pessoa  que  eu  podia  me  abrir,  mesmo  com  todas  as
minhas  travas,  era  Beatriz.  Eu  só  confiava  nela  para  dizer  o  que  eu  estava
sentindo.
Mas ela não estava mais ali.
Antes  de  fazer  qualquer  coisa  irracional  e  mais  barulho  do  que  já  havia
sido feito naquele cômodo, procurei Anthony e conferi que ele não estava mais
deitado entre as poltronas.
Caminhei  pela  sala,  meio  cego  e  desesperado;  absorto  em  meus
pensamentos, preocupado que dessa vez meu filho fosse o próximo a sumir.
O encontrei debaixo da minha mesa, com fones de ouvido, balançando o
corpo para frente e par trás.
— O que você está fazendo, filho? — estiquei a mão para pegá-lo.
Anthony,  entretanto,  não  me  permitiu  tocar  nele  e  ficou  parado  naquela
posição, olhando para o vazio.
—  Me  desculpe,  eu  não  queria  tê-lo  acordado  —  afastei  a  cadeira
presidencial e me sentei diante dele. — Filho, você está bem?
Anthony balançou a cabeça e fez que sim.
— Você está tendo uma crise? — murmurei.
Eu não sei — ele murmurou de volta.
Estendi a minha mão e a deixei suspensa no ar, diante dele.
— Eu estou aqui. E se você precisar de mim é só segurar em meu braço,
tá?
Anthony colocou as duas mãos em meu braço. Era nítido que seu corpo
estava  tremendo,  o  coração  parecia  bem  acelerado,  ele  tentava  respirar,  mas
parecia em choque.
— Tá.
—  Olha  pra  mim  —  pedi.  —  Respira  comigo  —  indiquei  como  ele


deveria fazer. Respirei bem devagar até encher os pulmões e depois soltei tudo
até o abdômen se esvaziar. — Respira com o nariz, solta pela boca.
Ele repetiu, meio desengonçado, mas conseguiu.
Sete minutos depois Anthony já não tremia mais.
Estava  cansado,  era  nítido  que  seu  sono  havia  sido  interrompido  e  ele
havia tido algum tipo de choque ou tido uma crise emocional e estava paralisado
pelo medo.
— Ninguém precisa aguentar o fardo sozinho — afaguei seus cabelos. —
Juntos é mais fácil de lidar com a crise e superar qualquer coisa. Quando você
não for forte o suficiente sozinho, lembre-se que você tem a mim. Ok?
— Sim.
— Ótimo.
— E quando você não se sente forte o suficiente sozinho, você se lembra
da Bia, né papai? — Anthony segurou com força em meu braço.
— Eu penso em vocês dois — Respondi e Anthony suspirou, aliviado.
—  Que  bom.  Eu  também  penso  em  vocês  dois  —  ele  disse  como  se
tirasse um peso de suas costas.




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