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Héctor Mitchell
Não havia nada de novo naquele assunto.
Normalmente  esses  encontros  informais  serviam  para  fortalecer  nossas
alianças  e  confabular  os  próximos  passos  que  cada  membro  da  Grande  Ordem
daria.
No  lugar  disso,  uma  dezena  de  homens  de  cabelos  grisalhos  estavam
irritados e preocupados enquanto nós, o grupo mais jovem, estava lidando muito
bem com a situação.
— A Rússia quer nos pressionar — Gaspard bateu com a mão na mesa,
alterado. — Logo eles! Logo eles! Não foram eles que fizeram o mesmo com a
Síria? Agora vão pagar de humanistas?
—  Quando  a  água  bate  no  bumbum  é  isso  o  que  acontece  —  Ethan
ergueu o copo com whisky.
—  Estamos  sob  controle  —  Derick  tentou  acalmar  os  ânimos.  —  A
Rússia  tentou  ser  a  nossa  parceira  para  que  não  nos  aproximássemos  de  sua
fronteira,  mas  no  clima  em  que  estamos  só  temos  uma  escolha:  nos  aproximar
cada vez mais e sermos uma ameaça real.
— Ninguém aqui tem medo dos ursos! — um velho senhor republicano
gritou. — Somos águias! Caçadores!
— Ah, eu gosto da Rússia — Adrian se divertiu.
Todos ficaram quietos e o olharam, horrorizados.
— Gosto do hino, da vodka e das putas — ele ergueu o copo.
Os homens brindaram e começaram a rir.
— E a China, novidades? — Gaspard se voltou a Derick.
Deixei que a conversa se tornasse som de fundo e me voltei para Ethan.
— Essa demora  em obter respostas  me incomoda. A  minha mulher está
tensa, não está feliz, anda completamente distraída e com medo. Isso está longe
do que quero proporcioná-la, Ethan — resmunguei.
— Eu sei.
— Me machuca vê-la tão incomodada e distante... queria poder trazê-la


para essa sala, cuidar dela, não deixar que nada a atinja...
— Héctor, ela não é uma criança — Ethan cruzou os braços. — Sei que
seus instintos dizem que cobri-la com os braços e protege-la é a solução, mas se
você quer que um dia ela seja de verdade uma de nós, ela precisa se acostumar
com  esse  clima  de  perigo.  Somos  americanos.  O  clima  aqui  é  de  guerra  fria,
sempre foi assim e sempre será.
—  O  que  tudo  isso  quer  dizer?  —  Adrian  esticou  o  pescoço.  —  Você
pensa em...? — ele me direcionou um olhar incrédulo.
— Quando o contrato acabar quero que ela se case comigo, pra valer.
—  É,  meus  irmãos...  primeiro  o  Ethan,  depois  o  Derick,  agora  Héctor.
Enfim eu sou o solteiro mais cobiçado de Nova York — Adrian comemorou.
— O que tem eu? — Derick colocou a cadeira entre Ethan e eu e encarou
Adrian por cima dos ombros de Ethan. — Por que toda essa animação? O mundo
em tensão e vocês felizes por...?
— Por sermos sortudos — Ethan ergueu o copo e eu o acompanhei.
— Muitos sortudos — brindei com ele.
—  Então  você  vai  mesmo  levar  a  sério  essa  história  de  casamento?  —
Derick  franziu  as  sobrancelhas.  —  Não  era  você  que  não  conseguia  ficar  três
dias com a mesma mulher porque enjoava do cheiro? Das conversas? Do jeito?
Não era você que se vangloriava por...?
— Tá, Derick, já entendemos — eu o repreendi. — Esse ainda sou eu, no
passado. O meu eu no presente é uma versão melhor.
—  Esse  é  o  efeito  que  as  mulheres  nos  causam  —  Ethan  sorriu.  —
Aprimoram  nosso  melhor  lado  e  pioram  nossos  demônios  interiores.  Se  Deus
não  as  tivesse  criado,  nós  não  teríamos  porque  tomar  banho,  escovar  os  dentes
ou  procurar  guerra  com  gigantes  que  nem  mesmo  Napoleão  ou  Hitler
conseguiram invadir.
Ouvimos três batidas na porta.
Imediatamente  Adrian  se  levantou,  como  mestre  do  Grande  Templo  ele
era  como  o  chefe  dos  mordomos,  precisava  garantir  que  tudo  estivesse  bem  e
receber os convidados.
Ele pegou um bilhete em cima da bandeja que um dos garçons carregava
e voltou a nós.
Entregou o papel a Ethan.
—  E  lá  vamos  nós  para  o  bilhete  em  braile  —  Derick  tamborilou  os
dedos na mesa.


Ao fundo, os membros mais antigos da Ordem discutiam:
—... foi através dessas fake News que eles conseguiram colocar o cara lá
dentro.  Isso  prova  o  nível  do  poder  desse  cara,  ele  precisa  ser  cooptado,  não
sabemos  se  no  futuro  ele  usará  de  sua  própria  rede  para  fazer  o  mesmo  e  se
tornar presidente.
— Vocês, democratas, só estão com dor de cotovelo — outro riu.
— Eles nunca param com essa merda? — chiei.
— Ah, amigo, joga um “guerra de Secessão” lá no meio, senta e pega a
pipoca para ver o que é “não parar com essa merda” — Adrian riu.
— Héctor — Ethan virou seu rosto para mim.
—  Sim?  —  fiquei  curioso  por  ser  chamado.  Pelo  visto  o  bilhete  tinha
algo do meu interesse.
— O meu informante tem novidades sobre o seu caso.




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