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Capítulo 29 Héctor Mitchell



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Capítulo 29
Héctor Mitchell

Em  algumas  ocasiões  especiais  a  Ordem  se  reunia  junto  com  suas
sociedades  secretas  satélites  e  membros  proeminentes,  ricos  e  poderosos  do
cenário  de  Nova  York  para  planejar  em  conjunto  os  novos  rumos  que
tomaríamos sobre determinados assuntos.
Nessas  ocasiões  as  reuniões  não  aconteciam  no  Grande  Templo,
tampouco eram formais, com rituais ou pompa.
O  lugar  escolhido,  como  de  costume,  era  a  antiga  mansão  de  Terence
Smith nos Hamptons, onde ninguém mais morava.
A  antiga  mansão  dos  Smith  que  ficava  próxima  a  minha  havia  se
transformado  em  um  Quartel  General  reserva  onde  hospedávamos  irmãos  de
todo o país quando vinham a Nova York, fazíamos reuniões com empresários e
políticos do mundo e jogávamos golfe.
Toda área ao redor da mansão fora preparada para ser um campo de golfe
gigante,  o  tipo  de  desporte  que  agradava  a  ala  mais  antiga  e  conservadora  da
Ordem.
Os  homens  mais  velhos  de  vestes  brancas  e  boinas,  com  empregados
carregando  suas  mochilas  era  a  maior  ala  do  Grande  Templo  de  Nova  York,
assim como os mais velhos eram a maioria em qualquer templo.
Pessoas como Derick, Adrian, Ethan e eu éramos uma seleta exceção.
A seleta exceção que recebera a incumbência de dirigir o templo sob as
vistas rigorosas dos antigos membros.
— Seu pai tem apresentado melhores, Mitchell? — o senhor Corby, um
velho magnata da comunicação me cumprimentou.
— Não está mais instável e isso significa uma melhora e tanto — apertei
a mão do homem e segui com Bia ao meu lado.
Apertei a mão em sua cintura e a encarei de lado, Bia continuou olhando
para frente. Alex, atrás de nós, carregava minha mochila com os tacos de golfe.
— Você anda quieta ultimamente — tirei uma mecha do cabelo de Bia de
frente do seu rosto e o coloquei atrás de sua orelha.
— Ah, me desculpe — ela abaixou os olhos. — Andei muito ocupada na
última semana... E você também teve assuntos muito importantes para resolver,
não quis incomodar.


— Você não incomoda — falei com firmeza.
Bia evitou me olhar.
Paramos diante da construção que era bem semelhante a minha mansão,
mas eu não tinha tempo para a nostalgia da arquitetura ou do lugar.
Estava tenso com a distância que sentia dela.
— Fiz algo que... — segurei em suas mãos.
— Não — Bia me olhou rapidamente. — Não, eu só fico tensa no meio
de  tantas  pessoas...  ainda  não  superei  o  dia  em  que  os  fotógrafos  e  jornalistas
rodearam o apartamento... quase tive uma crise de pânico.
—  Bia  —  a  puxei  ao  meu  encontro.  —  Não  haverá  fotógrafos  ou
jornalistas  aqui.  Nada  de  celulares  ou  qualquer  tipo  de  tecnologia.  Fique
tranquila, não deixarei que nada a perturbe.
Bia  esboçou  um  sorriso  que  se  apagou  da  mesma  forma  que  veio,
facilmente.
— Sei que acabamos de chegar — ela murmurou. — Mas eu já vi umas
três meninas do La Chica aqui...
Foi aí que entendi o que estava acontecendo.
Ela estava tensa também por ver as antigas colegas, mas principalmente
porque  talvez  tivesse  medo  que  os  homens  que  mataram  Clair  tivessem  feito
contato com as  outras meninas... e  pudessem entregá-la, junto  com Hillary que
estava paquerando alguns homens para ver se não ficava sozinha.
Pousei a palma da mão aberta em seu rosto pequeno e dirigi seu olhar de
encontro ao meu.
— Você está segura — afirmei. — Eu estou aqui.
Bia concordou.
—  Vejam  só  se  não  é  Héctor  Mitchell!  —  Gaspard  Hellix,  um  antigo
baba ovo do senhor Smith veio em minha direção. — Acompanhado da senhora
Mitchell, é claro — ele abriu um sorriso amarelo e cumprimentou Bia.
— Gaspard.
— Senhora Mitchell, sinto separar os pombinhos, mas preciso mostrar a
Héctor uma coisa de muita importância — Gaspard continuou a sorrir de forma
fácil.
— Sim, é claro — Bia se afastou e nos deu espaço.
—  Lá  dentro,  senhor  Mitchell  —  Gaspard  colocou  as  mãos  em  minhas
costas.


—  Fique  calma,  estou  de  olho  em  tudo  —  mexi  os  lábios  e  entrei  na
mansão.


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