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Capítulo 25 Beatriz Rodrigues



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Capítulo 25
Beatriz Rodrigues

Héctor não estava brincando.
Na sexta-feira Amanda foi embora. Não sem se despedir, é claro.
Ouvi  as  batidas  na  porta  do  quarto  e  meu  sexto  sentido  me  disse  quem
era e o que queria.
Guardei as pinturas de Serena na mala e a joguei debaixo da cama, abri a
porta o suficiente para que ela me visse e não dei espaço para que entrasse.
— Pode comemorar — ela destilou seu veneno.
—  Não  tenho  o  que  comemorar,  só  ficar  aliviada  —  respondi  com
franqueza.
—  Aliviada  de  não  haver  mais  concorrência  para  você  nessa  casa?  —
Amanda debochou.
—  Sinceramente,  Amanda,  eu  nunca  te  vi  como  concorrência.  Por  que
para  ser  minha  concorrente  você  precisaria  fazer  o  que  eu  faço  pelo  menos
razoavelmente.  E  nós  duas  sabemos  que  você  está  muito  abaixo  disso  —  foi  a
minha vez de destilar o meu veneno, só que com classe.
Amanda  ficou  vermelha.  Inflou  os  peitos,  encheu  as  narinas  e  quase
gritou.
— Ele vai te descartar, como fez comigo! — seus olhos ficaram rígidos,
vermelhos.  —  Passei  onze  anos  da  minha  vida  me  entregando,  me  dedicando,
dando tudo de mim! O tempo chegará para você também. Você não passa de uma
esposa de mentirinha com  quem  ele  tem  passado  tempo  agora,  mas  um  dia  ele
vai te chutar daqui.
Foi a minha vez de inflar os peitos e encher as narinas.
—  Amanda,  seria  menos  desgastante  você  sair  pela  porta  da  frente  sem
precisar ouvir algumas coisas, mas eu te direi todas elas.
— Diga — ela riu.
— Eu não te conheço, não sei de onde você vem ou para onde você vai.
Mas  o  que  vejo  é  que  você  é  superficial.  Nunca  se  interessou  verdadeiramente
pelo Héctor, só pelo que ele podia te oferecer. E nunca gostou do Anthony, você
aterrorizava, maltratava e envenenava o menino!
Amanda arregalou os olhos.
— É, eu sei — abri um sorriso de canto. — E não, não precisei contar a


Héctor. Eu não precisei te pintar como a bruxa que é para que ele te mandasse
embora  da  vida  dele  e  do  filho.  Eu  só  precisei  fazer  em  três  meses  o  que  você
não fez em onze anos.
Um tapa teria doído menos.
—  Eu  ouvi  o  Héctor,  o  deixei  confortável  para  que  ele  se  abrisse  e
dissesse  o  que  estava  preso,  eu  entendi  o  que  era  importante  para  ele,  assim
como ele sabe o que é importante para mim e o ajudei a superar algumas coisas
do passado. Aliás — umedeci os lábios, rindo por dentro. — Héctor me teve por
inteira. A verdadeira eu. E eu me entreguei a ele como eu sou, não para tentar
agradá-lo. E não sou eu que estou indo embora agora.
— Como ousa?
—  Eu  não  sei  o  que  diabos  você  fez  com  o  Anthony,  mas  ele  está  se
recuperando. Está ficando independente, forte, cada vez mais esperto. Diferente
de  você,  eu  não  permiti  que  eles  criassem  dependência  por  mim  por  puro
comodismo.  Eu  permiti  que  eles  pudessem  dar  seus  próprios  passos  e  serem
independentes  de  mim.  E  assim,  quem  sabe,  no  dia  em  que  eu  sair  por  aquela
porta por vontade própria, talvez eles me peçam para ficar. Não para ir.
Amanda me deu as costas e saiu apressada.
—  Não  vá  muito  longe,  Amanda!  Quando  eu  descobrir  o  que  você  fez
com Anthony todo esse tempo, a polícia e eu vamos bater na sua porta!
Ela sequer olhou para trás.


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