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Héctor Mitchell
6 meses atrás.


— Você é horrível nisso — meu pai foi ranzinza enquanto eu fazia o nó
de sua gravata preta.
No fim ele bateu as mãos nas vestes pretas e colocou sua máscara. Virou-
se completamente para as duas colunas que ficavam diante a entrada da sala de
reunião  do  Grande  Templo  e  deu  um  passo  à  frente  para  entrar  junto  com  os
outros irmãos.
Os irmãos entraram, ele ficou.
Veio até mim e me encarou enquanto eu colocava a minha máscara.
— Você deveria ser o cara que comanda tudo por aqui, A Mão Oculta...
não se contentar em ser o segundo no comando...
— Gosto de ser o secretário — sorri com gentileza.
— Smith era o secretário. Foi ele quem lhe delegou essa tarefa que não
faz  jus  ao  seu  verdadeiro  poder  —  ele  me  bajulou,  não  sei  se  para  arrancar
informações ou o quê. — Você tem potencial para mais! Na idade do Anthony eu
já estava te preparando para...
— Não mencione o Anthony — rosnei.
—  Filho  —  meu  pai  segurou  em  meus  ombros  e  me  encarou  com
seriedade. — Ele é o seu sucessor, é o seu filho. Já passou da hora de protege-lo,
ele pertence à Ordem, ele precisa ser treinado para...
Basta — rosnei. — Não permitirei que meu filho viva a vida que eu
vivi — me afastei.
— Espero que recupere o juízo um dia — meu pai foi em direção a porta.
—Até lá temos assuntos maiores para resolver — ele balançou sua capa e entrou
na sala, descontente.
Massageei  as  têmporas  e  respirei  fundo,  estressado  com  tantos  assuntos
para resolver.
Derick Von Grant, Mão Oculta da Ordem, desceu as escadas quando não
havia mais ninguém no hall, a não ser eu. Seu longo cabelo loiro escuro estava
dividido em duas partes: a mais alta presa em um rabo de cavalo, a mais baixa
solta descendo pelos ombros.
Ao parar diante de mim ele consertou a própria máscara e asseou a barba,
entregou-me  o  livro  de  capa  de  couro  preta  que  era  a  ata  de  todas  as  reuniões
desde a fundação do Grande Templo que datava desde a fundação da cidade de
Nova York.
— Não quis atrapalhar a reunião de família — ele tentou ser simpático.
— Deveria — contrapus.


— O seu pai está certo, Héctor — Derick me olhou de igual para igual.
— Você seria um líder melhor do que eu.
— Você tem estado tanto tempo ao redor dos políticos que já fala como
eles — provoquei.
—  Eu  sempre  te  admirei,  desde  a  faculdade.  Você  protegeu  aquele
nojento  do  Geoffrey  quanto  todos  queriam  linchá-lo  por  ser  um  babaca  e  gerar
conflito entre os irmãos da fraternidade... e ainda mais por tentar criar seu filho
longe do olho do furacão, quando todos aqui só pensam na continuidade de seus
legados...
—  O  meu  legado  é  permitir  que  meu  filho  viva  bastante  e  sem  peso  na
consciência — fui sincero.
—  E  é  por  isso  que  seria  o  melhor  líder  —  Derick  assentiu.  —  Entre
primeiro, por favor.
Entrei,  passei  pelo  chão  xadrez  preto  e  branco  e  me  posicionei  em  meu
lugar, ignorei todas as reverências que os irmãos do templo me fizeram.
Derick  entrou  depois,  marchou  devagar  até  a  mesa  diretora  e  também
ignorou as reverências.
Ele  rapidamente  começou  a  reunião  e  se  sentou.  Foi  minha  vez  de
prosseguir com a leitura da ata da reunião passada, e aprovada, dei baixa nela e
prosseguimos.
—  Meus  irmãos,  filhos  dos  Pais  Fundadores  e  membros  do  Egrégio
Grande  Templo  da  Ordem  Illuminati  de  Nova  York  —  foi  assim  que  ele
começou, como era de praxe. — Agradeço que tenham escutado o meu chamado
e vindo a mim, como bons filhos que são.
Nas dezenas de cadeiras estavam os donos do estado. Todos aqueles que
faziam a economia girar e tinham poder político estavam ali. A minha família era
representada pelo meu pai, eu representava a família Smith. Era um duplo dever.
Derick respirou fundo e olhou nossos colegas de mesa, éramos em cinco,
cumprimentou-os rapidamente e desculpou-se por estar aéreo.
—  Como  todos  nós  sabemos,  estamos  atentos  às  transformações
mundiais  desde  o  fim  da  última  década  por  um  motivo  especial.  A  China  e  a
Rússia passaram por um rigoroso inverno e  as  previsões  dos  mais  consagrados
economistas  era  de  que  com  o  passar  dos  anos,  quando  saíssem  desse  inverno,
eles teriam terra e mão de obra hábil para ultrapassar a nossa economia. A China
principalmente.
Após anotar o passo a passo da ritualística comecei a anotar o discurso de
Derick.


—  Com  terra,  mão  de  obra  e  alianças  formadas  por  todo  o  mundo,
poderemos ser ultrapassados em breve e essa não é mais uma previsão, mas uma
realidade.  Em  2001  para  fazer  a  máquina  funcionar  e  ter  uma  justificativa
plausível para a guerra, além de nos aproximar da fronteira dessas potências que
correm conosco para ser a cabeça do primeiro mundo, foi uma decisão acirrada
desse  e  de  todos  os  outros  Grandes  Templos  dos  Estados  Unidos,  que
começássemos uma guerra. Uma guerra pelo poder, pela soberania, pelo status e
acima  de  tudo,  pela  segurança  do  Ocidente.  Além  de  que,  diferenças  à  parte,  o
futebol americano e a corrida imperialista são os esportes favoritos de todos nós.
Todos riram e trocaram conversa paralela naquele instante.
Derick era extremamente carismático, por isso era um excelente líder.
Eu era apenas o cara fechado que tentava proteger a todos da influência
que o poder poderia lhes causar.
— Para colocar em xeque o poder e a influência de nossos concorrentes
no que diz respeito à nossa segurança nos países vizinhos, perturbamos de forma


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