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Beatriz Rodrigues
Eu queria provocá-lo, isso era fato.
Ver Héctor me encarar e começar a mover os braços devagar e depois o
corpo  me  deixou  um  tanto  surpresa  e  com  vontade  de  rir.  Era  realmente  bem
engraçado.
Aí ele tirou o roupão e ficou só com a box preta.
Aí sim a coisa ficou séria e eu suei frio.
Os músculos do bíceps se contraíram quando ele segurou firme no poste
e girou devagar enquanto tentava se equilibrar e manter-se no ar.
Foi  desengonçado  e  extremamente  sexy,  ainda  mais  por  poder  ver  seu
corpo todo esculpido a luz das velas.
Uau — quase aplaudi.
Héctor não demorou muito para ficar confiante e fazer umas acrobacias
mais difíceis que me deixaram de queixo caído. Depois imaginei que por praticar
esportes  e  ter  muita  força  aquilo  devia  ser  algum  tipo  de  alongamento  muito
comum para seu corpo.
Mas  a  dança  deu  lugar  para  a  minha  total  concentração  em  seu  corpo
desenhado se contraindo e suando devagar, deixando os músculos cada vez mais
inchados e o corpo brilhando.
— Ok, você é forte mesmo — me dei por vencida.
Era  para  ser  divertido  e  eu  poder  dar  boas  gargalhadas,  mas  ele  me
deixou sem palavras e excitada.
E  completamente  tensa  quando  pisou  com  os  pés  bem  firme  no  chão  e
começou a vir em minha direção.
— Ah, você não vai dançar mais? — fiz um bico.
Héctor afagou meu rosto com a palma de sua mão e ficou em pé em cima
da  minha  coxa,  o  abdômen  todo  desenhado  dançando  tão  perto  de  mim,  seu


cheiro  amadeirado  tomando  conta  do  quarto  e  de  meus  pulmões,  meus  olhos
tentados  a  encará-lo  e  ao  mesmo  tempo  ver  de  perto  cada  milímetro  daquele
corpo. Corpo não, obra de arte.
— Eu estou dançando para você, bebê — ele murmurou.
Comecei a gemer a partir daí.
Já não controlava a respiração, o corpo repentinamente começou a ficar
dormente  e  minhas  mãos  foram  tomadas  pelas  dele,  maiores  e  mais  fortes,
obrigando-me a sentir os músculos enquanto Héctor começava a dançar cada vez
mais  perto,  roçando  em  cima  de  mim,  espalhando  seu  calor,  seu  cheiro,  seu
desejo em minha pele.
— O que foi? — ele ainda teve a cara de pau de perguntar.
— Você me deixa louca.
— Você quem pediu...
— Então não para — abracei-me ao seu corpo e senti os braços de Héctor
me puxarem.
Agarrei-me ao pescoço daquele homem e fui transportada pelo quarto até
o pole dance onde ele me deixou e começou a dançar ao meu redor, como uma
serpente encantando a flauta.
Suas  mãos  me  enfeitiçaram,  arrancando  o  meu  top,  segurando-me  com
firmeza no pescoço e fazendo-me recuperar os sentidos, despertando meu corpo
com toques, puxões, apertos e beliscões.
Foi difícil não me entregar. Nossos corpos eram ímãs que se atraíam.
Faz aquilo de novo — ele murmurou, sua mão praticamente cobrindo
metade do meu rosto.
Chupei  seu  dedo  indicador  dessa  vez  enquanto  o  encarava  e  sentia  seu
corpo se esfregar no meu na tentativa de ascender alguma fagulha. A fogueira já
estava pronta, alta e se espalhando.
Héctor  abriu  um  sorriso  safado  quando  seu  dedo  escorregou  da  minha
boca e passeou pelo meu corpo até chegar em um lugar que me fez estremecer.
Primeiro  me  apoiei  em  seus  ombros,  perdida  naquela  massagem  firme,
intensa e prazerosa que ele me oferecia.
Héctor — gemi, cravei as unhas em sua pele e fui puxando devagar.
—  Foi  você  quem  pediu  para  que  eu  dançasse  —  ele  me  confidenciou
em um novo sussurro.
O  corpo  reagiu  em  espasmos,  a  respiração  ficou  cada  vez  mais
embargada,  o  baixo  ventre  começou  a  queimar.  Era  sede,  era  fome,  era  uma


vontade  dele  que  depois  de  ser  despertada  só  podia  ser  saciada  tendo-o  por
inteiro, sentindo-o como se fosse a primeira vez.
Estiquei as mãos para trás e assim que me segurei no poste, subi devagar,
puxando-me para cima. Abracei-o pela cintura e o deixei envolvido em mim, o
som de fundo agora era mero detalhe, por que nossos corpos pareciam ter uma
sintonia própria.
Você me faz querer ser sua... inteiramente sua... — murmurei.
—  Bebê,  eu  não  sei  se  você  percebeu  —  Héctor  riu  e  segurou  em  meu
queixo. — Você já é minha.
Ele  desceu  a  sunga  box  e  eu  senti  bem  entre  minhas  pernas  aquele
volume.
Cada vez que ele esfregava o corpo para cima e me fazia sentir seu pau
em  minha  virilha  eu  mordia  meu  lábio,  me  contorcia,  pronta  para  implorar  se
fosse preciso.
Héctor se agachou e eu desci junto com ele, vi mexer no bolso do roupão
e no minuto seguinte ele já estava com o preservativo em si.
Quando seu corpo voltou a subir e eu subi junto, senti o meu baixo ventre
mais do que arder.
Meu corpo voltou a se contorcer com força e apertei os olhos conforme
sentia  toda  a  pressão  vir  para  dentro  de  mim  e  seu  corpo  firme  me  embalar,
arrancando-me o ar que eu economizava nos pulmões.
Arfei, condenada pelo meu próprio prazer, envolvida em minha luxúria e
domada  por  aquela  força  que  controlava  meus  movimentos  e  reivindicava  meu
corpo como seu.
Dessa vez Héctor foi intenso desde o início e nossos corpos se moveram
realmente como numa dança.
Senti  sua  cintura  se  remexer  bem  devagar  conforme  me  penetrava,
minhas mãos abandonaram o apoio no pole dance e encontraram suporte em seu
pescoço,  fazendo-me  abraça-lo  e  envolver-me  única  e  exclusivamente  em  seu
corpo quente, duro e meu.
Quase  soltei  um  urro  quando  o  vi  segurar  firmemente  em  meu  seio  e
leva-lo a boca. O chupão foi tão demorado e intenso que ele tapou a minha boca
e silenciou meu grito.
Não acorde a casa toda — ele pediu.
Nem mesmo na dança eu me remexia e me contorcia tanto. Também, eu
precisava me movimentar em cima daquele corpo para aproveitar cada parte. E


era  delicioso  sentir  os  músculos  do  meu  homem,  seu  corpo  quente  e  coração
acelerado, suas mãos famintas me deixando marcas vermelhas e terminando de
me anestesiar com a forma que me fodia sem parar.
Como já não era o bastante ficar suspensa no ar apenas apoiada nele e
sentir meu corpo arder por dentro, Héctor começou a me massagear sem parar e
na  primeira  oportunidade  que  encontrei  para  gemer  fui  silenciada  novamente,
mas por seus lábios.
Minha boca foi consumida em vários chupões, me perdi em seus braços
nas  diversas  formas  de  prazer  e  fui  sentindo  a  respiração  falhar  de  uma  forma
mais intensa até que meu corpo todo estremeceu e eu me agarrei completamente
a ele, já não sentia as pernas e estava zonza.
Não bastasse ter tido um excelente orgasmo, Héctor deitou-me na cama e
veio por cima de mim, pressionando-me contra o colchão, cobrando cada gota de
sanidade que ainda me havia restado, dividido entre a forma como rebolava em
cima de mim, friccionando em minha virilha e por todos os meus nervos, assim
como  era  intenso  nas  estocadas  e  não  parava  até  perceber  que  eu  já  estava
completamente sem ar.
Mesmo  após  terminarmos  aquela  deliciosa  dança,  custamos  a  nos
desgrudar.
Ficamos  agarrados  assistindo  o  coração  um  do  outro  desacelerar  e
quando  isso  aconteceu  assistimos  as  velas  se  apagarem  uma  a  uma  até  que
restasse apenas o brilho da noite invadindo o quarto.
— Diz alguma coisa! — pedi e ri de nervoso.
Já estávamos nos encarando no escuro há dez, vinte ou trinta minutos... o
tempo já não passava de uma mera ilusão enquanto estávamos juntos.
Você é perfeita.
Era difícil rebater uma argumentação tão bem embasada.
— Obrigada por me proteger e cuidar de mim — deslizei as mãos pelos
braços de Héctor. — Há muito tempo eu não me sentia assim...
— Assim como?
Como se estivesse em casa. No meio da família...
A  penumbra  do  quarto  não  conseguiu  esconder  o  sorriso  de  Héctor.  Ele
sabia ser charmoso até no escuro.
— E a que eu devo agradecer? Por você ter trazido um pouco de vida de
volta para essa casa?
— Só estou cumprindo o meu papel.


— Você sabe cumprir seu papel muito bem então — Héctor voltou a me
abraçar, me senti espremida em seus braços. Não havia do que reclamar.
— Antes de você ir, posso te fazer uma pergunta?
— Faça.
Fiquei  um  pouco  mais  naquele  aperto  e  depois  me  soltei  bem  devagar,
bem manhosa como ele dizia que eu costumava ser, peguei o celular e desliguei
a música, comecei a mexer em um aplicativo.
—  Acho  que  você  e  Anthony  ficaram  um  pouco  afastados  nos  últimos
tempos...
— É, ficamos.
— Por que ficaram afastados?
— É uma longa história...
— Sem pressa, Héctor, eu tenho a noite toda.




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