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Capítulo 19 Héctor Mitchell



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Capítulo 19
Héctor Mitchell

Resolvi  todos  os  compromissos  pendentes  e  isso  tomou  todo  o  restante
do meu dia.
Eu  realmente  queria  passar  um  tempo  com  Bia  e  Anthony,  ainda  mais
juntos, pelo visto eles haviam se dado muito bem e isso me deixava muito feliz.
Tomei um banho caprichado e vesti o roupão preto por cima do corpo e
fui conferir como meu filho estava.
Anthony  dormia,  como  era  de  costume.  Então  entrei  rapidamente,
arrumei a pouca bagunça que vi e saí para o quarto de Bia.
Já  anoitecia  lá  fora,  o  tom  azul  escuro  que  cobria  os  céus  e  escurecia  o
bosque e arredores da propriedade era algo que eu gostava. Vi as luzes externas
se ascenderem e conferi os seguranças pelas janelas conforme andei em direção
ao quarto de minha mulher.
Bati na porta uma, duas, três vezes, chamei-a, mas não tive respostas.
Então girei a maçaneta e abri a porta do quarto suavemente, preocupado
em não acordá-la.
Bia não estava dormindo.
A  luz  elétrica  estava  desligada,  mas  inúmeras  velas  iluminavam  o
ambiente.  Quer  fosse  no  chão,  em  cima  dos  móveis  e  pelo  batente  das  janelas,
pequenos  focos  de  luz  se  uniam  para  construir  um  ambiente  bruxuleante,  que
brincava  com  as  sombras  que  dançavam  junto  com  as  chamas  quando  o  vento
invadia o quarto pela fresta das janelas.
Bia também dançava.
Ela  estava  muito  concentrada  no  que  fazia,  por  isso  fechei  a  porta  atrás
de mim em completo silêncio e permaneci parado, assistindo-a.
Qualquer barulho que eu fizesse por ali não chamaria sua atenção, já que
ela estava com fones de ouvido sem fio.
Enquanto eu escolhia bem os passos para não pisar nas velas e chegar à
cama para sentar e assistir o show particular, Beatriz se mantinha envolvida nos
movimentos bem calculados.
Era  bonito  ver  como  seu  corpo  se  esticava,  as  curvas  ficavam  mais
salientes,  a  pele  brilhava  de  suor  pelo  esforço.  Suas  mãos  agarraram  o  mastro,
subiu  até  chegar  quase  no  teto  e  começou  a  girar  suavemente  como  se  não  se


importasse com a gravidade ou tivesse medo de altura ou cair.
Era isso que me deixava hipnotizado nessa mulher.
E vê-la apenas com um top que cobria seus seios e um short minúsculo
me deixavam ainda mais vidrado em ser sua plateia. Muito mais que expectador,
aliás. Seu homem.
Beatriz ficou ofegante ao tentar acompanhar a letra da música enquanto
descia e tornava a subir, cortava o ar e se dobrava como se fosse de elástico.
Numa  dessas  descidas  eu  peguei  o  celular  em  cima  do  travesseiro  e
pausei a música.
Ela escorregou rápido até o chão e caiu sentada, meio atordoada, olhou-
me como se eu fosse um fantasma.
— Há quanto tempo está aí?
— Tempo o suficiente para querer entregar algumas notas de cem — abri
um sorriso de canto.
Bia esticou o braço e se levantou apoiada no mastro. Pousou as costas no
objeto e sorriu também.
— Você não sabe o quanto estou feliz...
— Por me ver dançar?
— É claro, isso sem dúvidas — me levantei e dei alguns passos em sua
direção,  quase  patinando  pelos  espaços  vagos  onde  não  haviam  as  velas.  —  O
que eu vi hoje mais cedo foi...
— Quebra total das regras, imagino.
Coloquei  o  dedo  em  sua  boca  para  calá-la.  Beatriz  abriu  os  lábios  e  o
engoliu.
Essa mulher sabia me deixar maluco de verdade.
Ela chupou o meu dedo enquanto sua pupila crescia conforme meu rosto
vinha em sua direção até nossas respirações se enfrentarem.
— Você não cansa de me surpreender — murmurei.
— Então porque você não me surpreende um pouco? — ela soltou o meu
dedo e riu.
Já que o dedo estava molhado, nada mais justo do que invadir o top dela
e  beliscar  seu  mamilo  com  certa  intensidade  que  fez  Bia  pender  a  cabeça  para
trás  e  depois  se  curvar  em  minha  direção,  as  mãos  em  meus  ombros,  as  unhas
descendo pelo roupão.
— O que você quer? — perguntei.


—  Esquece,  você  não  aceitaria  —  ela  fez  um  sinal  negativo  com  a
cabeça, tirou os fones e jogou na cama.
Peça — murmurei.
— Desde que nos conhecemos eu sempre danço para você.
— É, você era uma stripper — pontuei.
—  Dance  para  mim  —  foi  a  vez  dela  aproximar  seu  rosto  e  morder  o
meu lábio inferior.
— Eu não sei dançar — retruquei de imediato.
Bia riu e continuou me olhando.
— O que é tão engraçado? — segurei em seu queixo e não permiti que
desviasse o rosto e se explicasse.
—  Você  sabe  dançar  —  ela  disse  como  se  fizesse  parte  da  banca
examinadora do meu trabalho de conclusão da faculdade.
Eu sei, senhorita Rodrigues? — ri.
Eu sou a senhora Mitchell, esqueceu? —  suas  unhas  invadiram  meu
roupão e arranharam meu peitoral.
Merda. Como aquilo era bom.
Poder  ouvir,  poder  sentir,  vê-la  me  encarar  tão  assustada  e  ao  mesmo
tempo arriscando explorar algo novo.
— Me abrace — ela pediu.
Eu a embalei em meu corpo, os braços por cima de seus ombros, quase
que cobrindo-a. Senti suas mãos ao redor da minha cintura e seu corpo se mover
bem devagar.
—  A  forma  como  o  seu  corpo  se  mexe  quando  está  tão  perto...  e  até
dentro do meu — ela diminuiu a voz na última parte. — É um tipo de dança. E
você é bom nisso. Você sabe rebolar, mover o tronco, mexer o corpo... e faz tudo
isso sem perceber.
— E vai querer o que mais? Que eu suba no pole dance? — ri.
— Se seus bracinhos forem fortes o suficiente você pode até tentar — ela
ergueu o rosto e moveu as sobrancelhas.
— Garota, não me provoque.
Beatriz  se  soltou  dos  meus  braços  e  caminhou  até  a  cama,  pegou  o
celular e colocou uma música para tocar pelo aparelho.
— Vai, eu sei que você está louco para dançar para mim.
— Eu estou louco para te foder.


—  No  fim  é  quase  a  mesma  coisa  —  ela  tirou  o  short  devagar  e  ficou
nua, cruzou as pernas no segundo seguinte. — A única diferença será a distância
dos nossos corpos.
— Não sei se sou bom nisso de dançar.
— Ainda bem que você tem uma profissional para ajuda-lo, não é, senhor
Mitchell?


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