Protegida pelo Bilionário



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Beatriz Rodrigues
Os Mitchell venceram. Faziam uma boa equipe.
E quando eu digo os Mitchell, me incluo aqui, por que estava no mesmo
time que eles. Bom, pelo menos ali no jogo mostramos que podíamos formar um
bom grupo.
Héctor precisou resolver coisas urgentes então foi o primeiro a sair.
Eu fui com Anthony que parecia bastante inquieto.
— Você suou bastante. Acho que vai dormir a tarde toda — tentei puxar
conversa.
— Eu estou bem.
—  Hum,  e  como  foi?  Agradeceu  ao  senhor  Krabs  por  ele  permitir  que
hoje não fosse aula de matemática e você pudesse jogar?


Ele virou a cabeça e procurou o professor. O homem vinha bem lá atrás,
então ele acenou e gritou:
— Senhor Krabs, muito obrigado!
No segundo seguinte Anthony voltou a caminhar ao meu lado, inquieto.
— Você quer me dizer alguma coisa, Anthony?
— Sim.
— Então pode dizer — me preparei para a bomba.
Ele entortou a boca e continuou a caminhar, não disse nada. Começou a
chutar o ar e franziu o cenho.
— Você está bem? — segurei em sua mão e me abaixei.
Ele se preparou para me responder, no meio do caminho desistiu.
Deixou  que  Yone  e  senhor  Krabs  nos  alcançasse  e  ultrapassasse,  assim
como outros empregados da mansão e os seguranças.
Quando éramos os últimos por ali, Anthony me encarou com seus olhos
azuis acinzentados que brilhavam feito diamantes.
— Você acha que o meu pai gosta de mim? — ele tentou esconder com
todas as forças o quanto se sentia incomodado em perguntar aquilo.
A  pergunta  foi  inusitada.  A  resposta  era  óbvia,  mas  a  pergunta  me
perturbou.
— É claro que o seu pai gosta de você, ele te ama — balancei sua mão.
— Ei, olha para mim — abri um sorriso e alisei seu rosto. — Você sabe quantas
pessoas existem no planeta terra?
— Sete bilhões, mas na Índia e na China continua nascendo muita gente
— ele disse, com aquele ar de menino inteligente, capaz de armazenar qualquer
conteúdo.
—  E  das  sete  bilhões  de  pessoas,  e  todas  as  crianças  que  vão  nascer  na
Índia,  China  e  até  mesmo  aqui  nos  Estados  Unidos,  você  é  a  pessoa  mais
importante para ele. Ele te ama incondicionalmente, ele faria qualquer coisa por
você.
Anthony balançou a cabeça, mas não manteve contato visual comigo.
— O que foi?
— Nada.
— Por que essa pergunta, Anthony?
— Eu só queria saber — ele tentou se justificar. — Não conte a ele que
eu perguntei, por favor.


—  Tudo  bem,  você  tem  a  minha  palavra  —  prometi  com  o  dedo
mindinho.
— Eu confio em você. Você foi a minha primeira amiga.






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