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época do Egito? — então rimos juntas. — Eu sinceramente não sei. Não é a casa
deles, é a casa dos Mitchell — ela justificou.
—  A  casa  dos  Mitchell  que  vocês  passam  mais  tempo  que  eles?  Ficam
aqui  o  dia  todo  e  não  podem  se  sentar  nessa  mesa  gigantesca  para  jantar?  Ora,
Yone, dê um desconto, não tem ninguém aqui, chame o pessoal para comer.
—  A  senhora  está  aqui.  A  senhora  é  a  dona  da  casa  —  ela  novamente
justificou.
— Então, como dona da casa, peço que eles venham comer, por favor.
— Senhora, tem certeza?
— Bia, só Bia — eu insisti. — Chame todos, por favor.
— Sim senhora.
— E, Yone, guarde um pedaço da lasanha que eu fiz, sim? Guarde para o
Anthony, caso ele mude de ideia...
Ela sorriu de um jeito meigo.
— É claro, senhora.
E assim, jantamos.
A mesa ficou cheia, todos provaram da própria comida que fizeram e nos
divertimos dividindo histórias do passado.
Contei  que  uma  vez  caí  do  cavalo,  Yone  lembrou  o  quanto  gostava  de
Serena  e  o  quanto  ela  era  gentil,  não  parou  de  me  elogiar,  dizendo  que  eu
conseguia  ser  mais  gentil  que  ela.  Achei  meio  forçado,  mas  ainda  assim
agradeci.
No fim ajudei a arrumar a mesa e voltei à Hillary que estava no saguão
de entrada olhando por uma das grandes janelas.
— O que foi isso agora? — ela resmungou.
— O quê? — olhei pela janela.
—  Não,  não  lá  fora  —  seu  tom  ainda  era  resmungão.  —  Você.
Convidando  essa  gentinha  pra  comer  na  mesa  com  a  gente,  bancando  a
empregadinha e cozinhando a comida preferida do moleque...
Mordisquei o lábio inferior. O que eu tinha feito de errado?
—  Você  é  a  mulher  dele,  porra.  Não  a  empregada.  Ele  tem  umas  7
cozinheiras, 10 pessoas para limpar a casa, 5 homens para carregar as coisas,


uns 30 seguranças... e você querendo se misturar?
—  Não  vejo  o  que  há  de  errado  —  parei  para  pensar  um  pouco.  —  Eu
gosto de me sentir útil.
—  Você  está  se  diminuindo!  Acorda,  amiga,  você  é  o  topo  da  cadeia
alimentar  aqui!  Sequer  deveria  ter  de  encará-los.  Eles  são...  empregados  
Hillary fez uma cara azeda.
Será que ela tinha esquecido que éramos strippers? Que era exatamente
assim que as outras pessoas nos enxergavam, ou até pior?
Me  despedi  de  Hillary  para  não  esquentar  a  cabeça  e  subi  para  o  meu
quarto.
Troquei algumas mensagens com Héctor para garantir que ele estava bem
e contei a aventura do meu primeiro dia como senhora Mitchell naquela casa.
Ele só riu e disse que eu era uma gracinha e insistiu que eu não precisava
fazer aquilo.
Eu  expliquei  os  meus  motivos  e  ele  concordou,  mas  pediu  que  eu
deixasse as pessoas trabalharem e fizesse pouco, muito pouco, quase nada.
E foi assim, após um dia exaustivo e de bom trabalho, aliás eu estava tão
feliz em fazer alguma coisa, que dormi.
Ou melhor, tentei dormir.
Acordei algumas horas depois com um barulho meio macabro.
Era uma espécie  de lamento, vento,  algo barulhento e  ao mesmo tempo
atemorizante. Foi uma sensação horrível.
Escondi-me  debaixo  do  edredom  e  quando  o  barulho  cessou,  corri  para
ascender a luz.
Aí o barulho voltou e eu saí correndo para debaixo do edredom mais uma
vez.
Que diabos era aquilo?
Conferi no celular que era meia noite e meia. Que macabro. Que sinistro.
Que ódio! Não podia ter sido às nove, após o jantar? Que raiva!
Saí do quarto para ir até Hillary ver se ela também tinha escutado aquilo,
mas no meio do caminho quase morri do coração com o barulho.
Grudei as costas na parede e orei para Deus, pedindo que se fosse a hora,
que fosse rápido e sem muita dor.
Nada aconteceu.
O que é isso? — murmurei.


Andei pela mansão escura, as poucas luzes que haviam eram as naturais e
vindas lá de fora que escapavam de pequenas frestas nas cortinas e iluminavam
alguns corredores.
Em algum momento, não sei quando, decidi seguir o barulho.
Foi loucura? Foi um momento de completa insanidade?


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