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Capítulo 14 Héctor Mitchell



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Capítulo 14
Héctor Mitchell

Eu  não  podia  ficar  mais  tempo  na  mansão,  infelizmente.  Embora  fosse
final  de  semana,  havia  muito  a  ser  feito  na  Mitchell  &  Smith  e  eu  precisava
voltar.
Voltei para o quarto de Anthony e o encontrei dormindo, mais uma vez.
Sentei na cama por alguns minutos e consertei seu cobertor.
Até  dormindo  parecia  comigo:  dormia  de  lado,  agarrado  firmemente  ao
travesseiro, o rosto praticamente escondido.
Deitei-me, por um minuto e olhei para o teto. Depois o abracei de lado e
encostei meu rosto em suas costas.
— Filho — murmurei, não sabia se ele me escutaria nos sonhos. — Papai
está muito feliz — tive de rir de mim mesmo, em que mundo eu diria aquilo em
voz alta? — Dê uma chance para Bia, sim? — beijei sua cabeça. — Espero que
ela mude os seus dias, como mudou os meus — orei.
Não  quis  abraça-lo  com  força  para  não  acordá-lo,  mas  me  demorei  no
último beijo em sua cabeça e me levantei.
O  fitei  uma  última  vez  antes  de  sair  do  quarto.  Anthony  continuava
dormindo feito um anjo. Não parecia o pré-adolescente que já dava um trabalho
danado.
Ao sair do quarto dei de cara com Amanda.
Na verdade, nos esbarramos.
Ela caiu em cima de mim e eu a segurei com firmeza.
—  Desculpa,  eu  vim  conferir  se  ele  estava  bem  —  ela  prontamente  se
explicou.
— Ele está sim. Ainda dorme — falei e já ia seguindo meu caminho.
— Você já vai? Quando volta?
— Na quinta ou sexta, aviso Yone e ela te repassará.
— Héctor — Amanda me chamou e segurou em meu braço. — Você tem
meu número, me ligue se precisar — e deu uma piscadela.
— Obrigado, Amanda. Ligarei sim, se for preciso — sorri.
Amanda  avançou  contra  o  meu  corpo,  aquela  ação  não  me  era
desconhecida, eu sabia bem o que ela queria.


Estava em seus olhos, em suas mãos que me seguravam tão sedentas, em
seus  lábios  que  guardavam  muitas  palavras,  mas  que  ela  não  tinha  coragem  de
dizer.
Eu lhe neguei aquele beijo.
Fui bastante racional naquele ponto.
— Eu não posso.
— Não pode ou não quer? — ela riu para amenizar o tom da pergunta.
— Eu não posso — ratifiquei. — E não quero — concluí.
O que houve, Héctor?
Amanda e eu fomos amantes intermitentes por muitos anos.
Preenchíamos as necessidades um do outro quando era necessário e nada
mais.
Ela não era mais necessária, não isso.
Só não a mandava embora porque ela cuidava de Anthony como se fosse
sua própria mãe.
— Tudo bem — suas mãos foram para meu peitoral em cima do terno. —
Eu te espero. Eu sempre te espero.
Fiz menção de me aproximar e beijar a sua testa. Mas não senti que era
correto. Não comigo, não com ela, muito menos com Bia.
Anuí e dei-lhe as costas, segui meu caminho.
Bati  três  vezes  na  porta  do  quarto  de  Beatriz  e  ela  não  abriu.  Girei  o
trinco, a porta estava destrancada e enfiei a cabeça no cômodo.
Todo mundo naquela casa havia decidido dormir?
Entrei  sem  fazer  barulho  e  prossegui  no  mesmo  ritual  do  quarto  de
Anthony.
Sentei-me  na  cama,  a  assisti  dormir  por  alguns  segundos,  fitei  o  antigo
quarto de Serena e vi sua pintura.
Beatriz virou rapidamente e segurou com firmeza em meu braço.
Que susto! — ela quase gritou.
— Eu não quis assustá-la — a olhei, preocupado.
Tudo bem — ela disse ofegante. Sentou-se na cama e ficou encarando
o vazio.
— Teve um pesadelo? — tirei uma mecha de cabelo do lindo rosto e me
aproximei vagarosamente.
—  Não...  não  exatamente...  —  sua  voz  sumiu  quando  recebeu  o  meu


beijo.
Puxei-a  para  cima  de  mim  e  rapidamente  senti  seus  dedos  curiosos  e
traquinos entrarem em meu terno, beliscarem meus mamilos por cima da camisa
e ainda apertar o meu volume.
E você é a garota tímida? — eu ri.
—  Posso  comprar  um  pole  dance  e  colocar  em  seu  quarto?  —  ela  me
encarou  com  aqueles  olhos  pidões.  Como  eu  negaria  o  mundo  para  essa
mulher?
— Ah... hum... é claro.
— Você vai ter uma surpresinha quando voltar — senti sua mão apertar a
minha  coxa,  então  foi  a  minha  vez  de  apertá-la,  trazê-la  para  mim  como  se
nossos corpos pudessem se fundir naquele aperto.
— Para lembrar os velhos tempos, imagino.
Bia me deu um tapa no ombro.
—  Velhos  tempos?  Não  fazem  dois  meses!  —  ela  gargalhou.  —  E  eu
gosto de dançar! Me tira o estresse. E é uma boa atividade física.
— Compre o que precisar — pisquei o olho esquerdo. — Agora preciso
ir.
— Já? — ela fez um bico.
Senti minhas bochechas queimarem. Não contive o sorriso.
— Já — me esforcei para dizer, mal conseguia sentir as maçãs do rosto.
— Não faça essa cara, bebê. Logo estarei de volta.
Bia saiu do meu colo e me assistiu me recompor, levantar e me despedir.
— Você pode me visitar quando quiser, senhora Mitchell.
Oh, ainda bem que você permite — ela foi toda irônica.
— Eu a aconselharia a ficar mais uns dias aqui, até os paparazzi darem
um tempo para sua imagem.
—  Eles  não  vão  dar.  Acredite,  no  Brasil  quando  uma  fofoca  dessas
estoura... — ela revirou os olhos.
— Então só nos vemos daqui uma semana.
Bia voltou a fazer aquele bico. Dava vontade de pegá-la no colo.
— Sinta saudades.
— Eu já estou — ela cruzou os braços.
— E sobreviva — brinquei.
— Ah, eu já passei por coisas ruins, isso aqui vai ser moleza.




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