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Beatriz Rodrigues

Quando  alguém  te  fala  que  tem  uma  “mansão”  você  imagina  uma  casa
bem  grande.  Mas  nada,  absolutamente  nada  havia  me  dado  a  verdadeira
dimensão daquela propriedade; era enorme.
A  construção  tinha  dois  andares,  colunas  brancas  diante  de  si,  janelas
gigantescas protegidas por cortinas de cor vinho. Os demais detalhes ficaram em
segundo plano, pois conforme me aproximei, me espantei com a postura das dez
pessoas que nos aguardavam.
Todos  altivos  e  sérios,  bem  vestidos  com  um  uniforme  preto  e  luvas
brancas  protegendo  as  mãos.  Uma  mulher  com  seus  cinquenta  anos  de  idade
com  um  coque  bem  firme  estava  à  frente  deles,  ao  seu  lado,  uma  mulher  alta,
loira,  com  um  vestido  preto  que  emoldurava  suas  curvas  muito  chamativas.
Aquela devia ser Amanda.
—  Seja  bem-vinda  à  mansão,  senhora  Mitchell  —  a  mulher  mais  velha
veio  em  minha  direção  e  me  cumprimentou.  —  Eu  sou  Yone,  a  governanta  da
casa, tudo fica aos meus cuidados. Espero que tenha feito uma boa viagem.
—  Eu  sou  Beatriz  —  estendi  a  mão  e  apertei  a  dela.  —  Estava  ansiosa
para conhecer o lugar!
—  E  nós  para  conhece-la  —  ela  abriu  um  sorriso  econômico,
praticamente  inglês,  que  rapidamente  se  desfez.  —  Estes  são  o  corpo  de
funcionamento  da  mansão  —  ela  apontou  para  as  pessoas  atrás  de  si.  —  A
cozinha, a limpeza, a segurança, as camareiras e os cuidados do senhor Anthony,


todos ao seu dispor.
Muito obrigada, Yone. Espero não incomodá-los.
— Estamos aqui para servi-la, senhora Mitchell.
Embora  econômica  com  o  sorriso  e  muito  centrada,  Yone  me  pareceu
uma boa pessoa. Era uma mulher de cabelos pretos bem curtos, ondulados, não
aparentava cansaço, e tinha uma forma muito firme de me encarar.
—  Senhor  Mitchell  —  ela  sorriu  novamente  ao  cumprimenta-la,  menos
econômica, ainda assim, o sorriso desapareceu bem rápido.
— Yone, cada vez que retorno você está mais jovem! Descobriu a fonte
da juventude? — Héctor se aproximou e a cumprimentou.
—  É  ótimo  vê-lo  também  —  ela  olhou  para  Hillary  com  certo
desconforto.
— Essa é a minha amiga... ela ficará conosco enquanto eu estiver aqui.
Yone  anuiu  cuidadosamente,  não  sem  olhar  dos  pés  descalços  da  ex-
stripper até seus cabelos que sopravam junto com o vento. Piscou, virou o rosto e
encarou dois rapazes um tanto magricelas dentro do uniforme.
Eles rapidamente correram para o carro que havia parado a bons metros
de distância, pelo visto foram buscar a bagagem.
— Deseja conhecer a mansão, senhora Mitchell? — Yone me encarou.
— Seria um prazer — a acompanhei.
Subimos  as  escadas  para  chegar  até  a  porta,  e  quando  paramos  diante
dela, vi a loira rebolar até Héctor.
Tocou-o no braço de um jeito bastante íntimo e demorou-se no beijo que
deu em seu rosto, quase escorregou em direção a sua boca.
Nesse  momento  foi  instintivo.  Dei  um  passo  à  frente,  pronta  para  ir  até
eles.
Meu sangue ferveu. Borbulhou. Eu senti que ia explodir.
Eu  podia  sentir  isso?  Não  nos  amávamos,  não  estávamos  apaixonados,
pelo menos eu não sabia disso... mas tínhamos um contrato. Ele era meu, eu era
dele e não podíamos ser de mais ninguém!
—  Onde  está  Anthony?  —  ouvi  a  voz  séria  de  Héctor,  fiquei  feliz  ao
perceber  que  ele  não  deu  intimidade  para  aquela  mulher,  mas  também  não  se
afastou dela.
Estavam  tão  próximos  que...  sei  lá,  podiam  sentir  a  respiração  um  do
outro, imagino.


—  Acordou  indisposto.  Dormiu  pouco  à  noite,  você  sabe,  Anthony  não
gosta  de  mudanças...  e  trazer  essa  mulher  para  cá  é  o  que  eu  chamo  de  grande
mudança, se me permite — ela jogou o cabelo e lançou-me um sorriso falso.
Cobra.
Vontade de pisar na cabeça dela.
— Ela é a minha mulher — Héctor a encarou por um segundo e depois
seguiu o caminho, vindo em minha direção. — A mansão também é dela agora.
Um alívio temporário veio até mim.
Que não durou muito.
Eu e a cobra traiçoeira trocamos um olhar singelo.
Que para quem nunca assistiu MMA na televisão, já advirto que termina
com muito sangue, pancadaria... e pelo menos um olho roxo.




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