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Héctor Mitchell
Dei tudo de mim para que aquela informação atrasasse para o público o
quanto fosse possível.
Mantive  a  rotina,  não  dei  abertura  para  conversas  que  envolvessem  o
meu estado civil, mas foi impossível impedir que a informação vazasse.
Todo  o  círculo  interno  e  alto  escalão  da  Mitchell  &  Smith  sabia  que  eu
estava  casado  há  quase  dois  meses.  E  era  apenas  a  ele  e  aos  advogados  que
interessava meu estado civil.
Não sei como descobriram, mas a minha vida virou um inferno na quarta.
Eu  mal  conseguia  dar  cinco  passos  sem  ser  bombardeado  com  perguntas,  com
flashs e o frenesi da notícia quentinha saindo do forno, e é claro, todos a queriam
em primeira mão.


Na noite da quarta Bia e eu conversamos, e eu concordei que seria bom
ela passar um tempo na mansão em Hamptons.
Não  escondi  que  me  sentia  desconfortável  com  Hillary  por  lá,  afinal  de
contas, ela não era a pessoa mais equilibrada do mundo, até onde eu sabia. E o
meu filho vivia lá, eu não podia colocá-lo em perigo.
Na sexta fui com elas para a mansão.
Ela ficava bem afastada de tudo, sua extensão era admirável, um bosque,
um lago e um antigo jardim que não via flores há mais de dez anos ficavam em
volta da construção.
Hillary  pareceu  recuperar  o  juízo  quando  respirou  o  ar  puro.  Tirou  os
sapatos,  correu  pelo  gramado  e  foi  de  encontro  ao  portal  de  entrada  onde  uma
dezena de funcionários nos aguardava.
Bia  e  eu  descemos  do  carro  também,  bem  antes  de  chegar  na  mansão  e
fomos caminhando. Cada momento que eu tinha com ela era incrível.
— Como está se sentindo?
—  Estou  bem.  Ela  que  perdeu  a  cabeça  —  Bia  riu,  os  dois  braços
envolvidos no meu. — Confio em sua proteção.
Apertei seu queixo e beijei sua testa. Ela era uma boa menina.
— Faça com que ela se comporte. Aqui não é lugar para os surtos dela —
fui severo.
— Você tem a minha palavra. Se eu não conseguir controlá-la, prometo
que vamos embora.
Você não precisa ir — rosnei.
— Ela é minha amiga... e ficou traumatizada... preciso cuidar dela.
— Entendo.
Héctor —  ela  me  chamou.  Só  de  ouvir  meu  nome  sair  daquela  boca
uma sensação estranha tomava conta do meu corpo. Sem perceber a trouxe para
mais  perto  do  meu  corpo.  —  Com  meu  nome  sendo  veiculado  por  todo  canto,
não há nenhum perigo? Eu morava ilegalmente aqui até alguns meses...
— Eu já ajeitei tudo isso, calma — passei meus dedos pelos seus fios de
cabelo na nuca, acariciei seu pescoço devagar e a vi toda manhosa me abraçar.
O mundo parou naquele instante.
Ficamos  presos  naquele  abraço  ignorando  o  tempo,  deixando-o  escorrer
suas areias infinitas, sem nos incomodar com a espera que criamos.
Bia  aproximou  seus  lábios  do  meu  pescoço  e  eu  inclinei  a  cabeça,  bem
devagar para encontrá-la.


Se  antes  a  sensação  veio  como  um  choque,  agora  foi  como  uma
punhalada.  Meu  sangue  ferveu,  me  senti  sufocado  dentro  do  terno,  precisei
conter  minhas  mãos  porque  estávamos  à  vista  de  uma  dezena  de  empregados
curiosos na porta de entrada, e mais uma dezena de curiosos dentro da mansão,
olhando-nos pela janela.
Obrigada —  ela  murmurou  contra  meus  lábios.  —  Prometo  que  não
ofereceremos perigo nenhum para o seu filho.
— Seja bem vinda à casa, bebê — a apertei contra o meu corpo e depois
fiz algo difícil, algo que eu nunca imaginaria que doeria tanto.
Soltei-a do aperto e a vi ir na frente.
O coração apertou, a respiração embargou e meus dedos suaram frio.
Guardei-os nos bolsos da calça e segui para a construção.



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