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Beatriz Rodrigues
Eu  havia  feito  um  roteiro.  Só  era  necessário  fingir  e  dar-lhe  prazer,  sair
dali e me sentir com dever cumprido.
Simples, não?
Claro, tudo é simples quando está na cabeça.
Quando  os  corpos  se  encontram,  as  bocas  se  perdem  e  os  corações
encontram um ritmo para baterem juntos, entretanto, a simplicidade cai por terra.
Minha  tentativa  desesperada  de  tentar  fazer  o  meu  papel  tornou  aquela
noite incrível.
Você está me deixando louco — ouvi a voz de Héctor bem baixa.
Na menção que fiz de me levantar para escutá-lo melhor, ele me segurou
pela nuca e me aqueceu com seu corpo, guiou-me pela sala como se aquilo fosse
meramente uma dança.
Depois ouvi o barulho de todas as coisas na mesa caindo. E eu me sentei
naquele móvel gelado.
—  Eu  quero  você  —  nunca  fui  tão  assertiva.  Para  quem  tinha  medo,
aquilo era o atestado da completa coragem ou loucura da criatura.
—  Você  já  me  tem  —  senti  seus  dedos  percorrerem  meu  rosto,  meu
pescoço, até que seguraram com firmeza em meus seios.
No  segundo  seguinte,  com  o  choque  que  percorreu  meu  corpo,  me
estiquei toda. Senti a ponta da língua de Héctor me massagear em um lugar bem
sensível, na verdade, o lugar exato para me dar prazer.
Caí lentamente para trás até sentir a cabeça encontrar a mesa e o corpo se
perder  nos  chupões  e  nos  avanços  que  a  língua  daquele  homem  era  capaz  de
fazer. E o que ela não era capaz de fazer, ele o fazia com os dedos.
Meu Deus! — puxei meus próprios cabelos e fechei os olhos.
Fiquei perdida no transe, na delícia de sentir a boca dele me beijar com
tanta  vontade,  tanta  intensidade  que  já  era  difícil  sentir  minhas  pernas.  Parecia
que  da  cintura  para  baixo  eu  estava  anestesiada,  imobilizada  e  principalmente:
pronta.
Tateei a mesa lisa em busca de algum apoio, no fim não encontrei. Tive


de  fazê-la  ranger  com  as  unhas  rasgando  a  madeira,  tamanha  a  força.  Primeiro
me  mantive  de  olhos  fechados,  bem  apertados  conforme  a  dor  lancinante  me
tomava. Quando ousei abrir os olhos perdi ainda mais o ar.
Héctor  devia  estar  acostumado  a  me  ver  nua  ou  toda  apertada  por  uma
roupa de látex. Eu que não estava acostumada a ver seu corpo, sempre protegido
por aquelas vestes elegantes.
Seu  peitoral  era  bem  demarcado,  musculoso,  com  pelos  curtos  e  que
desciam  pelo  abdômen  definido  indicando  o  caminho  da  felicidade.  E  que
felicidade.
Uma torturante, lancinante e agridoce felicidade.
Mordi meu próprio lábio inferior na busca de aguentar aquela dor, quase
chorei ao perceber que conforme eu respirava parecia até piorar.
Héctor — eu o chamei, não sei nem o porquê, mas chamei.
—  Calma,  bebê  —  ele  se  curvou  diante  de  mim  e  o  ar  que  restava  em
meus pulmões foi embora.
Fiquei  presa  naquele  rosto  iluminado  pela  grande  janela  da  cidade
tecnológica  lá  fora.  Tateei  seu  rosto,  o  segurei  pelo  pescoço,  em  movimentos
completamente  aleatórios,  como  se  me  faltasse  oxigenação  no  cérebro  para
entender aqueles comandos.
—  Você  precisa  respirar  —  ouvi  sua  voz  tão  acolhedora  e  que  me
aqueceu.
Senti uma de suas mãos em minhas costas e a outra abaixo da nuca, fui
de  encontro  ao  seu  corpo  e  o  abracei.  Não  sei  se  era  a  decisão  mais  sábia  pois
com isso senti a pressão de seu membro me rasgando ainda mais.
Héctor — voltei a chama-lo, de um jeito mais desesperado.
Respira — ele pediu.
Senti  seu  beijo  em  meu  pescoço,  lentamente  seus  lábios  foram  tocando
minha pele com mais intensidade, deixando chupões por onde quer que tocasse.
Respire fundo, calma, confie em mim.
Eu  o  apertei  contra  mim,  o  desespero  de  não  querer  deixa-lo  ir  e  ao
mesmo  tempo  a  luta  interna  de  querer  me  livrar  daquela  dor  o  mais  rápido
possível.
Tudo bem se você precisar de mais um tempo...
—  Eu  quero  você  agora  —  eu  puxei  seu  rosto,  em  desespero,  e  beijei
seus lábios com ainda mais força.
O beijo foi uma boa válvula de saída para deixar a dor em segundo plano.


Um  minuto  depois  daquela  situação,  em  cima  de  seu  corpo,  próximo  à  grande
janela que mostrava a cidade lá fora, lá estava eu, rebolando em cima do homem,
deixando sua pele toda marcada com minhas unhas e completamente sedenta por
um pouco mais.
Bem, não tanto assim, mas pelo menos, um pouco mais dele.
Então fui reposta à mesa como um bom jantar e Héctor me devorou, sem
demora. Seus olhos acinzentados brilhavam com a pouca luz do ambiente e sua
mão forte contornava meu corpo sem parar, apertando-me, puxando-me para si,
fazendo-me dele.
Que sensação estranha.
Primeiro a completa dor e o desespero, depois a sensação de querer um
pouco  mais  e  não  fazê-lo  parar,  até  me  deixar  anestesiada  em  cima  da  mesa
pensando o quanto seria bom repetir aquilo mais vezes.
Agora pode ir mais forte — minhas bochechas arderam até o infinito
ao falar isso.
Como? — Héctor retrucou.
Eu sabia que ele estava sendo gentil só para não me machucar. Mas agora
eu acho que aguentava um pouco mais...
Você pode me dar mais, por favor?
Vi sua sobrancelha grossa se arquear. Sua mão segurou firme em minha
perna e me puxou para baixo, deixando o meu corpo ainda mais tenso ao fazer
seu pau entrar ainda mais.
—  Você  gosta  de  me  surpreender  —  ele  riu  e  tirou  quase  tudo,  bem
devagar.
Você é um cachorro — preparei as unhas contra a mesa. — Só acaba
comigo.
Ah, repete isso — sua voz rouca pediu, a glande, inchada, esfregando
contra o meu clitóris.
Acaba comi... — nem consegui terminar a frase.
Perdi  todo  o  ar  e  só  consegui  gritar  quando  ele  veio  todo  para  cima  de
mim.  E  quando  eu  digo  todo,  eu  digo  que  no  impulso  que  Héctor  veio,  ele
praticamente subiu na mesa e avançou contra meu corpo, devorando-o inteiro.



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