Protegida pelo Bilionário



Baixar 1.31 Mb.
Pdf preview
Página31/124
Encontro29.07.2021
Tamanho1.31 Mb.
1   ...   27   28   29   30   31   32   33   34   ...   124
Héctor Mitchell
Eu me senti a droga de um adolescente.
Que  primeiro  se  sente  constrangido,  depois  não  pode  evitar  ficar
excitado,  e  então,  cego,  não  racionaliza,  avança,  vai  junto  com  seus  instintos,
vivendo o animal que há dentro de si.
Beatriz libertou algo avassalador em mim.
Eu havia prendido a fera desde a primeira vez em que a vi e não pude tê-
la.
Deus, ofereci tanto dinheiro para o senhor Brown, mas ele disse que não
dependia dele, só dela.
Sonhei,  imaginei,  esmurrei  paredes  por  não  tê-la.  Como  uma  mulher
podia ser tão difícil?
Agora ali estávamos nós. Ela entregue aos meus chupões, eu entregue ao
seu corpo.
Minhas  mãos,  feito  mãos  de  adolescente,  foram  com  fome,  com
intensidade,  na  ânsia  de  senti-la,  de  viver  aquele  instante  como  se  o  mundo


pudesse  acabar  ali  mesmo.  E  minha  respiração,  ofegante,  denunciava  o  quanto
eu estava faminto por Beatriz.
Abracei-a pela cintura e beijei-a como se fosse perde-la naquele mesmo
instante. Foi tão verdadeiro e intenso que abri uma pequena fresta das pálpebras
para  ver  como  ela  havia  reagido.  E  ela  sorria.  Tão  calma,  serena,  quase
petrificada. Mas sorria.
O que diabos estava acontecendo comigo?
Era apenas uma mulher. Eu já não era adolescente ou virgem há muito
tempo... por que eu sentia falta de ar? Por que ela estava me deixando bobo?
Tirei  o  paletó,  depois  a  levantei  e  a  deixei  com  as  pernas  envoltas  em
minha  cintura.  Enquanto  beijava  seus  seios,  seu  baixo  ventre  e  cintura
desabotoei a camisa social e a abandonei no chão.
Foi esse contato entre nossos troncos nus que me esquentou de vez e me
deixou louco.
Agarrei-a pela nuca, entre a vontade de massageá-la, domá-la e deixa-la
toda descabelada.
Abocanhei seus seios com vontade, olhando-a fixamente enquanto a via
se  contorcer,  esfregar-se  contra  a  parede,  rebolar  em  meu  colo  como  se  tivesse
perdido o controle do próprio corpo.
Céus, isso era muito bom.
Entre  os  chupões  e  as  fricções  com  a  língua  em  seus  mamilos,  Beatriz
desceu do meu colo, completamente sem ar, agarrada ao meu corpo, suas unhas
cravadas em minha pele e sua voz fraca chamando pelo meu nome.
Éramos,  nós  dois,  naquele  instante,  dois  adolescentes  descobrindo  algo
novo.
Aproveitei  para  respirar  por  um  segundo,  e  nesse  um  segundo  ela  se
ajoelhou, abriu o meu zíper e colocou o meu pau para fora.
Engoli  em  seco,  depois  bati  com  os  punhos  na  parede  ao  sentir  a  boca
quente  e  macia  em  meu  membro.  Precisei  esticar  o  pescoço,  respirar  fundo  e
suspirar.
Beatriz  me  provou,  ali,  que  não  era  só  minha  imaginação.  Ela  sabia  e
estava me deixando louco mesmo.
Beatriz... — eu a chamei, não sei bem o porquê.
Em  resposta,  senti  sua  voracidade.  Ela  me  abocanhou,  me  chupou  com
intensidade, me obrigou a me curvar contra a parede e recuperar o fôlego.
Abaixei  o  rosto  para  conferir  –  se  é  que  havia  algo  para  conferir  –  e  lá


estava  ela,  olhando  para  mim,  uma  cara  de  quem  sabia  que  não  era  inocente  e
não ia parar com aquilo tão cedo.


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   27   28   29   30   31   32   33   34   ...   124


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal