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Capítulo 10 Beatriz Rodrigues



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Capítulo 10
Beatriz Rodrigues

O coração não veio só na boca. O senti em meus pés, pelas pernas, coxas,
no quadril, mãos, braços, seios, pescoço e acima de tudo, na boca.
No fim, meu corpo era só coração.
Héctor  sequer  havia  me  tocado,  na  verdade,  estava  se  aproximando
vagarosamente como um predador encurralando a presa, e já me faltava ar.
Diferente  de  mim,  ele  não  se  despiu.  Veio  todo  monumental  com  sua
roupa elegante e cara, foi para trás da poltrona presidencial parou ali.
Quase soltei um gritinho quando a mão forte de Héctor desceu pelo couro
da cadeira e depois senti o calor em meu ombro, meus seios, até ver seus dedos
habilidosos  desfazerem  o  laço  do  robe  de  renda.  Suspirei,  perdida  entre  a
vontade e o completo medo que o desejo poderia me proporcionar.
—  Você  está  impecável.  Parece  uma  obra  de  arte,  deve  ser  até  pecado
tirá-la dessa posição e despí-la — sua voz veio de encontro ao meu ouvido, bem
pertinho, fazendo-me ronronar contra a poltrona.
— Não faça o bom moço. Eu sei que você não se importa com pecados
tive de rir, mas era de nervoso.
— Você está certa — as mãos fortes de Héctor voltaram a subir pelo meu
peitoral, quando chegaram rentes ao meu pescoço pararam.
Aguardei suas palavras finais feito sentença, mas a corrente elétrica que
percorreu  meu  corpo  não  foi  devido  a  sua  voz,  mas  seus  dedos,  que
massagearam meu trapézio, ombros e pescoço.
Quase  desmaiei,  me  senti  dopada,  completamente  perdida  com  a
sensação  daquela  mão  forte  pressionando,  massageando  e  empurrando  e
puxando minha pele.
— Você é bom nisso — confessei.
— Tenho atributos melhores.
Ver a cadeira girar e parar em frente àquele homem escultural foi de tirar
o fôlego. Não soube o que fazer.
Héctor, entretanto, me ajudou.
Agarrou o robe de renda e me puxou para ficar de pé, depois me prendeu
contra a parede e avançou. Senti o corpo forte do homem me pressionar e já me
perdi nos pensamentos mais impuros que eu poderia ter.


Eu  o  queria.  Eu  tinha  medo,  era  novo,  um  homem  avançando  todos  os
passos comigo era  assustador. Mas Héctor  me passava segurança,  eu me sentia
verdadeiramente  excitada,  e  o  clima  entre  nós  era  muito  prazeroso.  Eu  não  me
sentia boba em ser Beatriz Rodrigues e me despir. Eu me sentia forte. Era uma
face  minha  que  eu  havia  guardado  ou  ignorado.  Era  bom  saber  que  eu  tinha
aquele lado.
— Se significa alguma coisa para você, eu me preparei psicologicamente
— ri feito uma boba. — E, não é a Sabrina que está diante de você, essa noite.
Apenas a Bia.
Raras vezes vi Héctor sorrir. Vê-lo sorrir com os olhos, definitivamente,
nunca vi.
Foi  singelo,  pude  ver  que  ele  se  sentiu  feliz  e  eu  fiquei  muito  mais
aliviada.
Terminei de me despir por completo e tateei seu rosto.
Em  resposta,  quase  de  imediato,  Héctor  segurou  a  minha  mão  e  a
empurrou contra a parede.
Então  beijou-me  com  força,  afogando-me  em  seus  lábios,  testando  os
limites de meu coração, prestes a explodir.


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